20 junho 2005

A minha querida Maria...



..não passou no exame de dança. Assim tem que sair da escola do conservatório e vir fazer o ensino normal.

É muito triste e doloroso. É que tudo o que ela mais quer na vida é ser bailarina!

Maria ofereço-te estes dois pensamentos, com todo o meu amor, para que medites neles e consigas ultrapassar este momento com esperança no futuro:

"Não podemos dirigir o vento... Mas podemos ajustar as velas."
(Autor desconhecido)


"Quem não sabe suportar contrariedades nunca terá acesso às coisas grandiosas. "
(Provérbio Chinês )

Se assim o quiseres, serás bailarina!!!

16 junho 2005

Sempre o Eugénio...



Fragmento do Homem


Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros. Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.

E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?
Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade - eis o homem! Eis a triste, mutilada face humana, mais nostálgica de qualquer doutrina teológica que preocupada com uma problemática moral, que não sabe como fundar e instituir, pois nenhuma fará autoridade se não tiver em conta a totalidade do ser; nenhuma, em que espírito e vida sejam concebidos como irreconciliáveis; nenhuma, enquanto reduzir o homem a um fragmento do homem. Nós aprendemos com Pascal que o erro vem da exclusão.

Eugénio de Andrade, in 'Os Afluentes do Silêncio'

15 junho 2005

Um general na Revolução...

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Vasco Gonçalves

(1921-2005)




Um dos obreiros dos planos que conduziram ao sucesso do 25 de Abril de 1974, disse um dia numa das poucas entrevistas que deu: "Não imagino o que seria minha vida se não tivesse participado no 25 de Abril"
Eu também não imagino o que teria sido a minha vida e a vida dos que amo se não tivesse acontecido o 25 de Abril. Aqui já cheia de saudades do seu rosto velho,amável mas tão cheio de vigor, nos dircursos que nos apaixonavam ,recordo parte de uma canção que o povo lhe dedicou:
"Força, força
Companheiro Vasco
Nós seremos
a muralha de aço."

Até sempre companheiro Vasco!!!

14 junho 2005

Álvaro Cunhal...

(1913-2005)

em homenagem a este grande português que viveu toda a vida defendendo uma causa, publico um dos desenhos que fez a carvão, durante os 13 anos em que esteve preso, 8 dos quais em completo isolamento:, escondendo dos guardas da prisão o papel e os lápis:
Até sempre, camarada!!!

Eugénio de Andrade......um adeus para sempre!!!

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(1925-2005)



ADEUS

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Quando os meus olhos brilhavam,

às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus "

(Eugénio de Andrade)

09 junho 2005

Um poema de Sophia...

Amanhã é feriado, depois fim-de-semana, e eu vou dar uma volta. Até segunda não toco num computador, juro!!!

Mas deixo aqui um belíssimo poema da minha poetisa preferida ( partilho com ela o amor pelo mar) :




O poema


O poema me levará no tempo
Quando eu não for a habitação do tempo
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá

Às searas

Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo


( Sophia de Mello Breyner Andresen )

Aprender a viver!!!

um pensamento para filosofarmos um pouco:

"Aprender a viver é não deixar que aquilo que nos acontece ou à nossa volta interfira com o fundo de nós mesmos. É acreditar em nós para lá das carências que temos, para lá das nossas contradições mais dilacerantes. Para isso temos de manter sempre uma certa distância em relação a tudo. É o que dá consistência de eternidade à própria vivência do transitório."

08 junho 2005

Diogo e o fim do referendo...

A atitude condiz com o personagem: Diogo Freitas do Amaral destoa, desde o primeiro momento, num Governo em que o colectivo prevalece e se desconhecem, por enquanto, estados de alma.
Neste Governo, há os outros e há Freitas do Amaral. Há os que aceitaram incondicionalmente ser ministros e há o ministro que só o fez depois de saber o nome dos outros membros do Governo.
Há os ministros que aceitaram o silêncio imposto pelo primeiro-ministro e há o ministro que tornou público, através de um artigo publicado na imprensa, as regras da sua aceitação do cargo.
E aí bate o ponto as regras não são, desde o início, iguais para todos.
E é a esta luz que o ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu, na língua de Shakespeare, a sua posição pessoal sobre a constituição europeia - que tem a particularidade de não coincidir com a posição oficial do Governo português.
E o que disse de tão grave Diogo Freitas do Amaral? Sublinhou que este tratado - que alguns insistem em referendar - já não é viável, e que se deveria começar a trabalhar noutra solução. Ou seja, disse o óbvio, fazendo uso da lucidez que tem faltado à maioria dos líderes europeus.
Dir-se-á que não é convencional o ministro dos Negócios Estrangeiros exprimir posições pessoais.
Acrescentar-se-á que não é próprio da diplomacia um ministro dos Negócios Estrangeiros assumir, numa reunião internacional em que está como representante de um país, divergências de opinião com a posição oficial do seu Governo.
Em ambos os casos somos tentados a concordar. Mas conviria olhar para o fundo da questão. O reparo de Freitas do Amaral revela bom-senso e comporta uma censura legítima aos que insistem em construir uma Europa de costas voltadas para os cidadãos.
E voltamos ao início - a atitude desalinhada de Diogo Freitas do Amaral face a uma posição oficial do seu Governo poderá ser formalmente condenável, mas é, no essencial, uma prova de lucidez e inteligência.
A conclusão parece óbvia a atitude de Freitas do Amaral, concertada ou não com o primeiro-ministro, deve ser entendida como início do fim do referendo à constituição europeia
(in DN de hoje)

07 junho 2005

A uma pequena bailarina...

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Maria

Mesmo que não consigas chegar lá
Mesmo que te digam que não tens jeito
Mesmo que te digam que o teu corpo não serve
Mesmo que arranjem milhares de razões para te tirarem da escola
Mesmo que chores mesmo que choremos juntas as dores nos dedos dos pés
E as dores da alma que doem mais
Mesmo que sintas o teu sonho a afastar-se

Maria

Não esqueças que a dança é tua
A dança está no teu coração
A dança é aquela sensação inexplicável de leveza, como se asas de anjo te levantassem do chão.

Maria

Amas a dança e o movimento
Bates os pés naquelas posições com nomes que eu adoro ouvir
Levantas o corpo em cima das sapatilhas de pontas e ficas tão linda
Enquanto sentires a música com cada partícula do teu corpo
Enquanto estiveres ao espelho a treinar todos aqueles movimentos
O sonho é teu
Ninguém to vai tirar!

És a minha pequena e muito amada "prima bailarina"!

06 junho 2005

Ria Formosa possui o maior 'habitat' de cavalos marinhos...

A ria Formosa tem a maior comunidade de cavalos marinhos do mundo, espécie em vias de extinção por ser, sobretudo nos países do Sudeste Asiático, utilizada em muitos e variados fins, como a aquariofilia doméstica, a gastronomia, amuletos contra "maus olhados" e a medicina alternativa, apesar de não haver fundamento científico.
A descoberta desta importante colónia composta por mais de 2000 indivíduos, na grande maioria pertencentes à espécie hippocampus guttulatus (na ria habitam ainda os hippocampus hippocampus), coube à bióloga canadiana Jannelle Curtis, ligada ao Projecto Seahorse, quando chegou ao Algarve, em 1999, para estudar as duas espécies que os cientistas sabiam existirem no Sul da Península Ibérica. "Quando comecei a estudar a ria Formosa, deparei-me com um facto curioso muitos dos locais pensavam que os cavalos marinhos eram criaturas mitológicas, como o unicórnio", afirmou.
Poucos sabiam que era real e ninguém imaginava, nem mesmo a comunidade científica local, que as colónias existentes naquele sistema lagunar eram das maiores do mundo", referiu a cientista, na apresentação, em Faro, do Projecto Seahorse, criado com o objectivo de preservar os cavalos marinhos nos seus habitats.Passado o impacto da surpresa, a bióloga concluiu que a ignorância sobre o animal poderia significar que este não estava em vias de extinção na ria, por ser desconhecido ou desvalorizado, ao contrário do que acontece noutras regiões, como a China, que os utiliza como petisco, ou as Filipinas que, no âmbito de uma tradição pluri milenar, capturam indiscriminadamente milhares de espécies autóctones para amuletos e para a medicina alternativa, sem qualquer fundamento científico. Noutros países usam o animal para embelezar aquários.
( In DN de hoje )

03 junho 2005

Um pensamento...

...para completar uma conversa muito séria e dolorosa que ontem tive com a minha filha Xocolaty:

"Não importa o que o passado fez de mim. Importa é o que farei com o que o passado fez de mim."

Um beijo filhota!


01 junho 2005

Ser patriota!!!

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( In DN de hoje )

( não vale a pena dizer mais nada, o desenho fala por si e da mentalidade política deste país que se tornou ingovernával...)

31 maio 2005

O pantanal lusitano...

É Portugal no seu melhor. Zangam-se os políticos, começam a descobrir-se algumas verdades sobre as vergonhas da governação. Zangam-se os políticos, começam a conhecer-se algumas mentiras que valeram vitórias eleitorais, até maiorias absolutas. Mas não são só os políticos que devem sentar-se, de uma vez por todas, no banco dos réus. Nesta história miserável feita de embustes existem os autores e os cúmplices, os que sabiam o que os políticos sabiam e o esconderam conscientemente da opinião pública. Nesta história nauseabunda ninguém fica bem na fotografia. E o pântano, até agora mais ou menos disfarçado com os nenúfares do costume, começa a aparecer aos olhos de muitos portugueses como algo impróprio de um país civilizado e de gente de bem. Este sítio está, se ainda houvesse alguma dúvida, muito mal frequentado.
Nesta história miserável das contas públicas, cheia de sombras e mentiras, o difícil é encontrar inocentes. E os próprios beneficiários de privilégios inadmissíveis, que já começaram a esbracejar e a ameaçar o Governo de Sócrates, são, também eles, dignos da mais viva censura. Foram espertos. E com a sua esperteza saloia atiraram este Portugal para uma situação de pré--falência.
Cavaco Silva, o novo guru da esquerda, aprovou o sistema retributivo da função pública, aumentou de forma exponencial a despesa do Estado e anda por aí a dizer mal do monstro que ele próprio criou. Cadilhe, seu ministro das Finanças de 85 a Janeiro de 90, demorou 15 anos para acusar o putativo candidato presidencial de nada ter feito para combater o descontrolo do défice e de ter ganho as eleições de 1991 à conta de Portugal. Depois de Cavaco veio Guterres, que aprovou o escandaloso estatuto da carreira docente, engordou ainda mais a administração pública e esteve quase a obter a maioria absoluta em 99. Depois chegou Durão com a mentira do choque fiscal, veio a seguir Santana com a fábula do fim da austeridade e eis que entrou em cena José Sócrates com a farsa do não aumento dos impostos. Tudo mentiras, como se vê. E se muitos funcionários públicos estão a torcer a orelha por terem votado no PS sem saber que o seu líder se preparava, em segredo, para lhes aumentar a idade da reforma e retirar imensos privilégios ilegítimos, que socialistas e sociais-democratas andaram a esbanjar ao longo de anos de feliz democracia, esperem pelo pior.
É que as mentiras ainda não acabaram. O chamado Estado social é insustentável, as falências vão disparar e o desemprego atingir números impensáveis. Verdades que os mentirosos do costume ainda escondem dos portugueses.
António Ribeiro Ferreira
( In Diário de Notícias de hoje)

A minha gata Paloma...

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Já é tarde,
e preguiçosa me deito,
me refastelo com jeito
na minha cama macia

Está fresco.
É uma noite bonita.
A lua até fala a quem a fita
com um gosto de gelatina

Não demora e lá vem ela.
Andar dengoso, imponente,
sabendo que eu estou olhando
finge que volta, mas mente.

Aproxima-se...
e de repente,
numa fracção de segundos
já no meu colo espreguiça
a sua perna roliça.

Sai Paloma! Digo baixinho,
E com um abanar da cauda,
esfregando o pardo pêlo,
com fundo olhar de súplica,
responde: MIINHAAUUU!!!

30 maio 2005

Para o meu gato Pablo...




Nos olhos do meu gato
Há imagens que esperam...

Há sonhos que não desvendo,
Amores que não entendo,
Encantos tantos,
Quantos!

Nos olhos do meu gato
Há um mistério sem fim,
Há solidão,
Agonia, poesia,
Tristeza enfim...
Nos olhos do meu gato
O sonho se separa,
A fantasia grita,
A vida se agita,
O mundo pára...

Nos olhos de meu gato
Eu vi...
Só eu vi...
Nos olhos de meu gato...

25 maio 2005

Quando regressarei ao mar???

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Eu chamei-te para ser a torre
Que viste um dia branca ao pé do mar.
Chamei-te para me perder nos teus caminhos.
Chamei-te para sonhar o que sonhaste.
Chamei-te para não ser eu:
Pedi-te que apagasses
A torre que eu fui a minha vida os sonhos que sonhei.

( Sophia de Mello Breyner Andresen )
in "Coral"

Uma ajuda...

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Saúde 'Site' destinado a doentes de cancro

O site www.quimioterapiaoral.org, está disponível na Internet desde ontem e destina-se aos doentes com cancro que queiram obter informação sobre patologias oncológicas. A página pretende ser um guia que esclarece as dúvidas dos doentes, explicando as vantagens do uso da quimioterapia oral. É coordenado pelo médico oncologista Tavares Castro e apoiado pela Liga Portuguesa de Luta contra o Cancro.

24 maio 2005

Ofereço este pensamento ao nosso primeiro ministro...

.que neste momento está a cozinhar um pacote de aumentos urgentes nos impostos para alegrar a vida de todos os portugueses:

"Onde não falta vontade existe sempre um caminho."

20 maio 2005

Cara de anjo, olhos de anjo....

. Já aqui tinha falado dele ( ver dia 18 de Maio o post "Um anjo perdido entre nós???)
mas continuamos sem saber quem ele é. Mais de 500 pistas têm trazido a polícia inglesa entretida. Ele continua sem falar, de olhar assustado e a tocar piano.



Que lhe terá acontecido? Que trauma o fez esquecer tudo menos a sua música?

Quando os médicos lhe deram um papel e uma caneta ele não escreveu nada; desenhou este lindo piano de cauda:



Depois levaram-no à capela do hospital e ele tocou horas sem parar, deliciando quem o houvia.

Se eu fosse escritora, mesmo que escrevendo mal, inventaria um lindo final para esta história. Essa minha história seria sempre sobre um anjo de olhar doce que desceu à Terra para suavizar as nossas vidas com as suas melodias.

Mas como não o sou, apenas desejo que ele encontre os seus familiares e que a memória lhe volte e seja feliz tocando piano.

Sem saber quem ele é penso que é alguém muito especial. Só um ser muito dotado é que será capaz de em estado de amnésia, com o fato molhado e num meio que lhe é estranho desenhar um piano de cauda e depois tocar melhodias de grandes compositores e outras que os médicos pensam serem de sua autoria.
Boa sorte "Rapaz do Piano de Cauda"!

Amados Gatos...

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Ontem à hora do almoço perdi este livro.

Como é meu hábito, fui ler um pouco , para um jardim próximo do meu local de trabalho durante a hora do almoço.

Pois, mas como sou muito distraída, ao levantar-me peguei na mala e no casaco e deixei o meu amado livro em cima do banco.

Assim, sem querer, entrei na cadeia das pessoas que perdem livros em espaços públicos, para que outros tenham a possibilidade de ler.

Este belo livro do José Jorge Letria tem pequenas histórias com gatos de gente famosa.
Na altura em que me separei dele estava a ler a história de Kitten, o gato de Kennedy.

Desejo a quem encontrou o meu querido livro uma boa leitura e que ele o faça tão feliz como me estava a fazer a mim. Atrevo-me a fazer-lhe um pedido: quando acabar leve-o para um jardim, um café ou mesmo uma paragem de autocarro e perca-o também!