20 maio 2005

Amados Gatos...

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Ontem à hora do almoço perdi este livro.

Como é meu hábito, fui ler um pouco , para um jardim próximo do meu local de trabalho durante a hora do almoço.

Pois, mas como sou muito distraída, ao levantar-me peguei na mala e no casaco e deixei o meu amado livro em cima do banco.

Assim, sem querer, entrei na cadeia das pessoas que perdem livros em espaços públicos, para que outros tenham a possibilidade de ler.

Este belo livro do José Jorge Letria tem pequenas histórias com gatos de gente famosa.
Na altura em que me separei dele estava a ler a história de Kitten, o gato de Kennedy.

Desejo a quem encontrou o meu querido livro uma boa leitura e que ele o faça tão feliz como me estava a fazer a mim. Atrevo-me a fazer-lhe um pedido: quando acabar leve-o para um jardim, um café ou mesmo uma paragem de autocarro e perca-o também!

19 maio 2005

Star Wars - a saga chegou ao fim...

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Um dos meus personagens preferidos kenobi, Obi-Wan:


Nobre jedi, é um dos personagens mais importantes de toda a história, com presença nas duas sagas (na primeira interpretada por Alec Guinness, na segunda por Ewan McGregor). Depois de ter sido aprendiz de Qui-Gon Jinn, Obi-Wan Kenobi toma a seu cargo a formação de Anakin Skywalker em Cavaleiro Jedi. O mesmo Anakin Skywalker, que acaba por se transformar em Darth Vader, torna-se inimigo de Obi-Wan em A Vingança dos Sith. No quarto episódio, Luke Skywalker, filho de Anakin, é treinado novamente por Obi-Wan, que assim vira professor de família. Acaba por ser derrotado por Darth Vader mas torna-se ainda mais poderoso. Obi-Wan é, na saga original a figura tutelar do velho sábio que trava os instintos do jovem Luke. Mas Alec Guinness não gostou de ver uma nova geração de espectadores reduzi-lo à figura do velho do capuz.
Mesmo que George Lucas tenha dito que acabou, para mim estes filmes serão eternos.A minha paixão por eles, tem algo que remota à minha infância e há nesta paixão muito entusiasmo da criança que ainda existe em mim.

Star Wars - Episódio III ...

...A vingança dos Sith.




Está tudo consumado! Anakin Slywalker acaba seduzido pelo lado negro da "força" e transformado em Darth Vader. A velha república é derrubada pelo Império. Os Jedis são massacrados. A galáxia mergulha numa era de medo. Já sabíamos deste desfecho há 28 anos, mas só agora o podemos ver. A Vingança dos Sith, que hoje se estreia, encerra finalmente a mais bem sucedida saga da história do cinema.
Ninguém imaginava, há 28 anos, que a frase "há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante..." se tornaria tão emblemática como o "play it again" de Casablanca ou o "shaken, not stirred" de James Bond. Imaginada por George Lucas na alvorada de 70, e levada ao ecrã pela primeira vez em 1977, A Guerra das Estrelas revelar-se-ia mais do que um simples filme de sucesso. Inscreveu definitivamente a ficção-científica no mainstream, revolucionou a indústria, instituiu a importância económica do merchandise, colocou a Industrial Light and Magic na pole position das empresas de efeitos especiais e transformou George Lucas num milionário. Um conto de fadas galáctico transformado num fenómeno planetário.

18 maio 2005

Um anjo perdido entre nós???

È lindo, tem um olhar triste e permanece sempre agarrado a uma pasta onde tem as suas partituras. Não fala mas ao piano é um génio. Quem é ele?
Sem documentos e com as etiquetas da roupa arrancadas, o jovem pianista vestia um fato amarrotado e encharcado. De olhar ausente e expressão deprimida, foi encontrado, há mais de um mês, pela polícia britânica a vaguear à beira-mar na cidade portuária de Kent. Desde então, não disse uma palavra e a sua identidade permanece totalmente desconhecida. Apenas uma coisa se sabe é um músico talentoso e, quando se senta ao piano, a sua inquietação desvanece-se.
A história do jovem pianista, que sofre de amnésia, está a apaixonar a imprensa internacional que já o apelidou de Piano Man e está a colaborar activamente nas tentativas para a sua identificação. Magro, com um metro e oitenta, olhos e cabelos claros, aparenta ter entre 20 e 30 anos e não pronunciou uma palavra desde que foi encontrado. A sua fotografia já foi divulgada na comunicação social pelos serviços sociais do hospital psiquiátrico onde se encontra. Uma linha telefónica também foi montada para receber informações que permitam desvendar a origem deste homem já transformado num "ilustre desconhecido". Mais de 300 telefonemas inundaram a linha, mas as investigações permanecem no mesmo beco sem saída.
Corria o dia 7 de Abril quando a polícia britânica se deparou com um homem a vaguear no pequeno porto de Sheerness, na ilha de Sheppey, no sudoeste de Inglaterra. O Piano Man deambulava sem destino, com um ar assustado, trazia uma fato escuro vestido, amarrotado e encharcado. Não tinha documentos identificativos e carregava uma bolsa com pautas de música, da qual insiste em não se separar. Às questões das autoridades respondeu com o silêncio, acto que acabou por ditar o seu destino o Hospital Marítimo Medway.
A surpresa chegou quando uma enfermeira lhe colocou na mão um lápis e um papel e viu surgir um piano de cauda, pormenorizadamente desenhado. O jovem foi conduzido à capela do hospital onde existia um piano e, perante o espanto de todos, tocou durante duas horas. Confrontados com o espectacular concerto, os médicos concluíram tratar-se de um músico talentoso, que chegou a interpretar "O lago dos cisnes". No entanto, os que o ouviram acreditam que a maioria das músicas tocadas são produções próprias.
O talento musical do jovem enigmático foi a pista seguida pelas autoridades que lançaram um apelo às orquestras europeias com a esperança de nelas encontrar uma ajuda na identificação. Intérpretes de polaco, letão e lituano também foram ao encontro do Piano Man, mas foi mais um esforço se mostrou infrutífero.
Ao olhar o seu rosto numa fotografia hoje publicada no Diário de Notícias, senti que ele é um anjo perdido com uma mensagem importante a transmitir, ou então foi vítima de uma enorme calamidade e está num tal estado de choque que só se dissipa quando se apodera de um piano!

17 maio 2005

Somos pelos gatos...

...já todos vocês sabem. Mais um poema com pêlos:



Gatos por que tê-los ?
Porque amamos pelos.
Pelos na sala, e na salada
Pelos na roupa e no guarda roupa
No sofá, na cama, no travesseiro que de plumas passou a pelos,
No carpete, na mobilete.
Pelos no copo, na manteiga, na geladeira
Pelos pelo fogão, no feijão, no sopão
Pelos até na dentição
Pelos no teclado, no telefone, na cabeceira, na penteadeira
Pelos, pelos cabelos
Pelos no banheiro, na toalha no pente, na escova de dente
No sapato, na bolsa, na mala de viagem...mas isso é muita sacanagem!
Pelos, pelos .. por todos os lados.... tê-los.
São pelos de amizade de gratidão.. pelos do medo e da emoção ,
Pelos que fazem perceber a razão.
Razão para tê-los.
Os pelos!
Ou pelo, os pelos, que ,com razão, tanto queremos tê-los
Oh benditos pelos ! Que sem razão para não tê-los , tanto queremos.
E que, pelo simples fato de tanto amá-los e tão bem querê-los.
Que pelos... queremos tê-los

( Laura Barreto )
( poetisa brasileira )

16 maio 2005

Um país de tagarelas...

é o reino dos céus dos vendedores de telemóveis!

Estado Frenético de Tagarelice

"Assola o país uma pulsão coloquial que põe toda a gente em estado frenético de tagarelice, numa multiplicação ansiosa de duos, trios, ensembles, coros. Desde os píncaros de Castro Laboreiro ao Ilhéu de Monchique fervem rumorejos, conversas, vozeios, brados que abafam e escamoteiam a paciência de alguns, os vagares de muitos e o bom senso de todos. O falatório é causa de inúmeros despautérios, frouxas produtividades e más-criações.
Fala-se, fala-se, fala-se, em todos os sotaques, em todos os tons e décibeis, em todos os azimutes. O país fala, fala, desunha-se a falar, e pouco do que diz tem o menor interesse. O país não tem nada a dizer, a ensinar, a comunicar. O país quer é aturdir-se. E a tagarelice é o meio de aturdimento mais à mão.
(...) Telefones móveis! Soturna apoquentação! Um país tagarela tem, de um momento para o outro, dez milhões de íncolas a querer saber onde é que os outros param, e a transmitir pensamentos à distância.
Afortunados ventos que batem todas as altitudes e pontos cardeais e levam as mais das palavras, às vezes frases inteiras, parágrafos, grosas deleas, para as afogar no mar, embeber nos lameiros de Espanha, gelar nos confins da Sibéria, perder nas imensidades do éter. É um favor de Deus único e verdadeiro. O país pereceria num sufoco, aflito de rouquidões, atafulhado de vocábulos, envenenado de sandices, se a Providência caridosa lhos não disseminasse por desatinadas paragens."

(Mário de Carvalho, in "Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina")

13 maio 2005

Sexta-feira 13...

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( saíste de casa Xocolaty???)

As mulheres podem estar mais propensas a morrer devido a acidentes de trânsito em sextas-feiras que caem no dia 13 do que em outras sextas, revelou uma análise de todas as mortes relacionadas ao trânsito na Finlândia. Mas o mesmo padrão não foi verificado entre os homens, que não estavam mais propensos a morrer devido a um acidente de trânsito na sexta-feira 13 do que nas outras sextas-feiras.
A informação foi passada pelo autor da pesquisa, Simo Nayha, da Universidade de Oulu, na Finlândia.
Stuart A. Vyse, da Faculdade de Connecticut, em New London, alertou que a razão pelo aumento nas mortes entre as mulheres não pode ser atribuída ao fato de que a sexta-feira 13, segundo a superstição, é um dia de azar. Vyse revisou o estudo para a Reuters Health.
Ele ressaltou que estudos anteriores demonstraram que as mulheres tendem a ser mais supersticiosas do que os homens. E a superstição de que algo ruim vai acontecer nesse dia pode fazer com que algumas mulheres fiquem mais ansiosas do que os homens, prejudicando a habilidade de direção e causando o que elas mais temem.
Na verdade, esses resultados demonstram o mal que pode resultar da crença de que a sexta-feira 13 é um dia de azar, segundo Vyse.
A elevação nas mortes de trânsito entre as mulheres na sexta-feira "é um claro efeito negativo de ter ouvido esses tipos de superstições", afirmou ele. "E aqui parece que isso pode matar, se isso é verdadeiro."
Nayha disse à Reuters Health que a proposta de Vyse, de que o aumento nas mortes é devido à ansiedade, pode ser correta. Ele alertou, no entanto, que o novo estudo não avaliou se as pessoas sentiam mais ansiedade no dia 13 em comparação a outras sextas. Para Nayha, com base nisso, "não há razão para acreditar" que o aumento nas mortes está diretamente relacionado ao fato de que a sexta-feira 13 é considerada um dia de azar.
Nayha revisou arquivos nacionais que catalogavam o dia em que as pessoas morreram e a causa de morte para sextas-feiras, entre 1971 e 1997. Ele descobriu que as mortes entre os homens não pareceram aumentar no dia 13 em comparação a outras sextas-feiras. Mas, para as mulheres, o risco de morte no trânsito foi 63% maior nesses supostos dias de azar em comparação às outras sextas-feiras.
Os pesquisadores levaram em consideração a condição do tempo e outros fatores que poderiam ter afetado os resultados.
No geral, 82 homens e 41 mulheres morreram em sextas-feiras 13 e 2.423 homens e 789 mulheres morreram nas outras sextas-feiras, de acordo com o estudo publicado na edição de dezembro no American Journal of Psychiatry.
"Se a sexta-feira 13 fosse um dia ruim, ele seria ruim para todos", disse Vyse.
Pelo sim pelo não hoje vou andar de transportes públicos e na rua vou andar muito atenta a tudo o que me rodeia.
Tenham um bom dia e esqueçam que hoje é dia 13!

12 maio 2005

Um poema com gatos...

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Acerca de Gatos

Em Abril chegam os gatos: à frente

o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive afeição
que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhora dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.

(Eugénio de Andrade)



Os deuses também brincam...

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"Os deuses tramam e executam a perdição dos mortais a fim de que as gerações que nascem tenham alguma coisa para cantar."

(Homero )

11 maio 2005

Um Desejo...

Quero apenas desejar as melhoras à Melancia.

Um beijinho grande para ti!

10 maio 2005

Aristóteles...

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"Qualquer um pode zangar-se, pois isso é muito simples. Mas zangar-se com a pessoa adequada, no grau exacto, no momento oportuno, com o propósito justo e de modo correcto, isso, não é tão fácil como isso."

(Aristóteles - Ética a Nicómaco)

09 maio 2005

Para pensarmos um pouco...

O homem não pode manter-se humano a esta velocidade, se viver como um autómato será aniquilado. A serenidade, uma certa lentidão, é tão inseparável da vida do homem como a sucessão das estações é inseparável das plantas, ou do nascimento das crianças. Estamos no caminho mas não a caminhar, estamos num veículo sobre o qual nos movemos incessantemente, como uma grande jangada ou como essas cidades satélites que dizem que haverá. E ninguém anda a passo de homem, por acaso algum de nós caminha devagar? Mas a vertigem não está só no exterior, assimilá-mo-la na nossa mente que não pára de emitir imagens, como se também fizesse zapping; talvez a aceleração tenha chegado ao coração que já lateja num compasso de urgência para que tudo passe rapidamente e não permaneça. Este destino comum é a grande oportunidade, mas quem se atreve a saltar para fora? Já nem sequer sabemos rezar porque perdemos o silêncio e também o grito.
Na vertigem tudo é temível e desaparece o diálogo entre as pessoas. O que nos dizemos são mais números do que palavras, contém mais informação do que novidade. A perda do diálogo afoga o compromisso que nasce entre as pessoas e que pode fazer do próprio medo um dinamismo que o vença e que lhes outurgue uma maior liberdade. Mas o grave problema é que nesta civilização doente não há só exploração e miséria, mas também uma correlativa miséria espiritual. A grande maioria não quer a liberdade, teme-a. O medo é um sintoma do nosso tempo. A tal extremo que, se rasparmos um pouco a superfície, poderemos verificar o pânico que está subjacente nas pessoas que vivem sob a exigência do trabalho nas grandes cidades. A exigência é tal que se vive automaticamente sem que um sim ou um não tenha precedido os actos.

(Ernesto Sábato, in 'Resistir')

06 maio 2005

Um poema diferente....

Trilogia do gato

1.
O gato no telhado: olho fixo
na manhã, no ar,
nessa renúncia de existir, tocar
o sal e o açúcar de existir.
Fixo na brisa
que arreda os sentidos:
estátua em mutação para o salto
sobre o nada
de si mesmo.

2.
Onde o real?
O homem, a mecânica celeste
no talo de um crisântemo?
Onde
a vida? O abalo da vida
contra o muro, o muro
entre a cal e a formiga?
Que peso
o do sol sobre o século?
Que noite traz
o caramujo em sua concha?
Qual o avesso de um besouro?
Em seu passado
de touro portátil
teve fortuna, ouro?
Qual o sinal da morte?
Qual o som, o sismo,
a sístole, o cisco
da morte?
E a linguagem dos juncos,
dos rios secos
em desuso?
Tem o limo grandeza e fuga?
Nada disso acorda o gato
do alto
de seu salto.

3.
Pergunta é cerne de homem,
mas o vazio que se come
é bem o daquele embargo
posto ao gato em seu cargo:
vazio não previsto, não julgado
quando do salto no telhado.

(Iacyr Anderson Freitas - poeta brasileiro)


( bom fim-de-semana!!! )

Teatro em Portugal...24ª edição do "Fazer a Festa" - Porto

É debaixo de um chuveiro de críticas que se inicia hoje a 24.ª edição do "Fazer a Festa", festival internacional de teatro que decorre em diversos espaços do Palácio de Cristal, no Porto, até ao próximo dia 15.
Organizado uma vez mais pelo Teatro Art'Imagem, o certame apresentará um total de 25 representações, distribuídas por 15 companhias. Além das portuguesas, que se deslocam dos mais variados pontos do País, está assegurada a presença de grupos brasileiros e franceses. Não perdendo esse carácter de reunião anual das diversas sensibilidades teatrais portuguesas e estrangeiras, "o festival está a perder o seu espírito", lamenta José Leitão, director do Art'Imagem.
"Temos um festival a diminuir de ano para ano", prossegue o responsável. "Porque o apoio do ministério da Cultura [87500 euros anuais para toda a actividade] mantém-se inalterado desde há dez anos, ao contrário do que acontece a outros festivais da cidade. E nós temos de pagar não só as despesas de cada edição, que aumentam com o passar do tempo, como também fazer a manutenção do nosso espaço e assegurar três novas produções por ano." O director disparou também fortes críticas ao actual executivo da Câmara do Porto, liderado por Rui Rio.
Apesar disso, não está posta em causa a realização do festival em 2006, assegura José Leitão. Poderá é emagrecer ainda mais. A proposta de uma "aldeia tetral", com espectáculos de manhã à noite, e que em alguns anos chegou a atingir as 70 apresentações e a acolher 35 companhias, parece de facto debilitada, apesar do interesse que continua a suscitar entre os portuenses.
Quanto à programação deste ano, destaque-se as apresentações de sábado e domingo, às 22 horas, da companhia francesa Couleurs Mécaniques e o espectáculo dos Artistas Unidos, Se o Mundo não fosse assim, na próxima segunda. Outro momento alto será a homenagem à cantora de ópera brasileira, Bidú Sayão, nos dias 14 e 15.E há grupos que vêm de Almada, Tondela, Portalegre ou Covilhã.

05 maio 2005

Notícias da nossa Saúde...

"Será conhecida dentro de dias a situação financeira [da saúde] herdada em toda a sua extensão. Receamos o pior". O recado foi deixado ontem pelo ministro da Saúde, na tomada de posse dos cinco novos presidentes das Administrações Regionais de Saúde (ARS). Na cerimónia, Correia de Campos deixou vários alertas para a necessidade de conter as contas, acusando o anterior Governo de ter "suborçamentado" o sector.
O "receio" do novo titular da pasta é "não tanto no que ficou por pagar, embora muito será", mas sobretudo "pela inconsciente suborçamentação operada no orçamento de 2005 em que ninguém acreditou, a começar pelo então Governo". A situação das finanças da saúde levaram ainda o ministro a deixar o aviso sobre o próximo orçamento rectificativo. A sua preparação "em cumprimento das obrigações auto-formuladas pelo Plano de Estabilidade e Crescimento, implicará decisões difíceis e duras, todas tomadas antes do Verão", afirmou Correia de Campos. Por isso, o governante deixou o apelo aos recém-nomeados para que não gastem de mais. "Temos todos a noção do desperdício que nos rodeia. Na saúde, que ninguém se considere isento da obrigação de lutar pela economia do gasto".
Alcindo Barbosa (Norte), António Branco (Lisboa e Vale do Tejo), Fernando Regateiro (Centro), Rosa Matos (Alentejo) e Rui Lourenço (Algarve) assumem a presidências das ARS com uma carta de missão onde se comprometem a atingir objectivos até ao final do mandato. Contudo, estes não serão tornados públicos.Correia de Campos voltou a apontar o dedo a decisões do seu antecessor na pasta, Luís Filipe Pereira o acordo com a Câmara do Porto para a construção do Centro Materno Infantil do Norte e a contratualização de camas para cuidados continuados com as misericórdias. "Não podemos tolerar, em ministério de enorme exigência financeira o desvio de recursos para outros fins como a habitação social ou a sustentação dos sectores privado e social sem contrapartidas de serviços", disse.
( In DN de hoje )

04 maio 2005

Mais uma frase...

...para pensar um pouco!

O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior!

Hoje, à falta de assunto ou inspiração...

ofereço-vos uma frase para que o vosso dia seja um pouco melhor:

ONTEM FOI PASSADO, AMANHÃ É FUTURO, HOJE É UMA PRENDA. É POR ISSO QUE LHE CHAMAM PRESENTE!!!

Não é linda?

03 maio 2005

Pelo sonho é que vamos...

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Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

(Sebastião da Gama)

(Dedico este pequeno poema à minha filha Maria que neste momento luta para conseguir o sonho dela: ser bailarina.
Sonha filha! Pelo sonho é que chegamos!)

02 maio 2005

Ser escritor...

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O escritor escolheu a revelação do mundo e especialmente a revelação do homem aos outros homens para que estes adquiram, em face do objecto assim desnudado, toda a sua responsabilidade. Ninguém pode fingir ignorar a lei, porque há um código, e porque a lei é coisa escrita: depois disto, pode infringi-la, mas sabe os riscos que corre. Do mesmo modo, a função do escritor é fazer com que ninguém possa ignorar o mundo e que ninguém se possa dizer inocente.

Jean-Paul Sartre, in 'Situações II'

28 abril 2005

Um poema para começar o dia...

Encontrei este belíssimo soneto num blogue amigo que visito, não tantas vezes como gostaria, mas sempre que me batem as saudades de ler um pouco de poesia: poetrycafé.weblog.com.pt
Visitem-no. Depois digam-me se gostaram.

A criança que eu fui chora na estrada

A criança que eu fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

( Fernando Pessoa )