- que diariamente agoniza aos nossos olhos - está a ser uma tragédia: o homem está a morrer no circo, ao estilo de sacrifício romano. Já nada lhe resta, os sucessores sucedem-se a um ritmo alucinante no PSD, perdeu o parceiro de coligação que descola a todo o vapor do mais patético primeiro-ministro que Portugal conheceu nos anos de democracia e, provavelmente, enlouqueceu.
31 janeiro 2005
28 janeiro 2005
Freitas do Amaral disse:
...
Finalmente, a questão do candidato a primeiro-ministro. Do eng.º José Sócrates, o País sabe que foi um bom ministro do Ambiente e revelou qualidades de firmeza perante as contestações de rua às suas políticas; do dr. Santana Lopes, o País sabe que nunca foi ministro de nada e que, nos últimos quatro meses, demonstrou diariamente que não nasceu para primeiro-ministro. Entendo, por consequência, que o eng.º Sócrates merece um crédito de confiança da parte do eleitorado – e, até, um duplo crédito, porque já provou ser bom, e porque concorre contra quem provou ser mau.
Considero, assim, que o voto necessário, no dia 20 de Fevereiro, é no PS. E vou mais longe: acho indispensável que ao PS seja concedida uma maioria absoluta – não como benesse, mas como responsabilidade.
...
Finalmente, a questão do candidato a primeiro-ministro. Do eng.º José Sócrates, o País sabe que foi um bom ministro do Ambiente e revelou qualidades de firmeza perante as contestações de rua às suas políticas; do dr. Santana Lopes, o País sabe que nunca foi ministro de nada e que, nos últimos quatro meses, demonstrou diariamente que não nasceu para primeiro-ministro. Entendo, por consequência, que o eng.º Sócrates merece um crédito de confiança da parte do eleitorado – e, até, um duplo crédito, porque já provou ser bom, e porque concorre contra quem provou ser mau.
Considero, assim, que o voto necessário, no dia 20 de Fevereiro, é no PS. E vou mais longe: acho indispensável que ao PS seja concedida uma maioria absoluta – não como benesse, mas como responsabilidade.
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27 janeiro 2005
O 60º aniversário de Auschwitz...
Os líderes mundiais estão hoje reunidos em Auschwitz, na Polónia, para comemorar os 60 anos da libertação do maior campo de concentração nazi pelo Exército Vermelho soviético. Dirigentes de 44 países, entre os quais os presidentes alemão, Horst Kohler, e russo, Vladimir Putin, estarão lado a lado com sobreviventes e os homens que os libertaram em 1945.
Estas cerimónias dão início a um ano de comemorações que se revestem de significado especial por constituírem uma das últimas oportunidades para reunir os escassos sobreviventes ainda vivos.
Na nossa memória ficará registado que 1,5 milhões de pessoas morreram em Auschwitz.Dois terços eram judeus.Houve 200 mil sobreiventes.
O que apredemos com o holocausto?
A Europa deve agir rapidamente para evitar que o anti-semitismo crescente dos nossos dias acabe num novo holocausto.
Esperamos para ver como será o "Programa de Educação Europeu!
26 janeiro 2005
Hoje fazemos intervalo na campanha...
pois estamos fartas dos políticos e da forma "rasca" com que tentam enganar os portuguses.
Assim ofereço-vos um poema inédito da Sophia que trará uma lufada de ar fresco a este blogue:
Naquele Tempo
Sob o caramachão de glicínia lilaz
As abelhas e eu
Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas
Abril de 98
Sophia de Mello Breyner Andresen
Assim ofereço-vos um poema inédito da Sophia que trará uma lufada de ar fresco a este blogue:
Naquele Tempo
Sob o caramachão de glicínia lilaz
As abelhas e eu
Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas
Abril de 98
Sophia de Mello Breyner Andresen
25 janeiro 2005
Jorge Sampaio, o Presidente de todos os portugueses...
disse desta campanha eleitoral:
"Seria uma pena que perante os graves problemas que nos afectam, este período que por excelência deve ser um momento de confronto enérgico, mas sereno, de ideias, propostas e programas fosse mais uma vez desperdiçado em querelas e iniciativas meramente tácticas e eleitoralistas".
"Seria uma pena que perante os graves problemas que nos afectam, este período que por excelência deve ser um momento de confronto enérgico, mas sereno, de ideias, propostas e programas fosse mais uma vez desperdiçado em querelas e iniciativas meramente tácticas e eleitoralistas".
24 janeiro 2005
Para quê os debates televisivos???
Há quem hesite, entre Portas, Louçã ou Jerónimo, só para não votar Santana ou Sócrates. Cada vez vejo mais gente que sabe quem não quer, mas não sabe quem quer. Ou antes, não quer nenhum.
21 janeiro 2005
Sócrates, o grego...
. e a procura da verdade ou eu a tentar perceber o que é que o nome do actual candidato a primeiro-ministro do Partido Socialista, me faz pensar.
Sócrates, o grego, fez do diálogo, da teia que se tece entre uma sucessão interminável de perguntas e respostas, o caminho da busca da verdade.
O diálogo evoca o poder dos demiurgos e dos feiticeiros, e num diálogo platónico, um dos discípulos, Ménon, deslumbrado e confuso com a incessante descoberta a que o conduz o questionar de Sócrates, confessa "Agora enfeitiçaste-me, encantaste-me, e submeteste-me inteiramente ao teu poder, de tal forma que já não encontro qualquer saída."
Nas mesmas circunstâncias, um outro discípulo, Teeteto, balbucia. "Estou com vertigens." Ao que Sócrates responde. "Isso é o início da filosofia."
Sócrates, o grego, deixa-nos assim essa herança tão actual o questionar, no diálogo, conduz à perplexidade, e é a perplexidade que leva ao entendimento.
O que tem isto a ver com a política, ou com a campanha eleitoral que vivemos?
Desabafos da Melancia em pré-campanha eleitoral...
Um Governo diminuído nas suas capacidades não pode, nem deve, tomar decisões que condicionem o futuro do País.
Quase três anos de governo PSD-PP espremeram os portugueses, sobretudo os de menores rendimentos.
Há uma atmosfera de mediocridade que oscila entre a Teresa Guilherme e a Quinta das Celebridades e parece sufocar tudo o resto num pântano sem remédio.
Os pobres portugueses são os mais pobres da Europa rica e é em Portugal que se encontram as maiores assimetrias entre riqueza e pobreza.
O País precisa de optimismo e de objectivos.
Quase três anos de governo PSD-PP espremeram os portugueses, sobretudo os de menores rendimentos.
Há uma atmosfera de mediocridade que oscila entre a Teresa Guilherme e a Quinta das Celebridades e parece sufocar tudo o resto num pântano sem remédio.
Os pobres portugueses são os mais pobres da Europa rica e é em Portugal que se encontram as maiores assimetrias entre riqueza e pobreza.
O País precisa de optimismo e de objectivos.
20 janeiro 2005
Será record mundial???
.
Os membros do Governo continuam a nomear pessoas para os seus gabinetes. De acordo com o jornal Público, entre a data do anúncio da dissolução do Parlamento, a 30 de Novembro, e o dia de ontem são vários os casos de recrutamento para cargos como adjuntos de gabinete, secretárias ou chefes de gabinetes. Entre o dia 30 de Novembro e o de ontem, foram publicados em Diário da República 2446 despachos de nomeação.
Os membros do Governo continuam a nomear pessoas para os seus gabinetes. De acordo com o jornal Público, entre a data do anúncio da dissolução do Parlamento, a 30 de Novembro, e o dia de ontem são vários os casos de recrutamento para cargos como adjuntos de gabinete, secretárias ou chefes de gabinetes. Entre o dia 30 de Novembro e o de ontem, foram publicados em Diário da República 2446 despachos de nomeação.
O píncípio da limitação de competências...
Decidimos hoje dar um pequeno contributo para ajudar o nosso Governo a recordar o que está dito na Constituição da República Portuguesa sobre o espaço de intervenção de um governo de gestão:
Artigo 186.º
(Início e cessação de funções)
1. As funções do Primeiro-Ministro iniciam-se com a sua posse e cessam com a sua exoneração pelo Presidente da República.
2. As funções dos restantes membros do Governo iniciam-se com a sua posse e cessam com a sua exoneração ou com a exoneração do Primeiro-Ministro.
3. As funções dos Secretários e Subsecretários de Estado cessam ainda com a exoneração do respectivo Ministro.
4. Em caso de demissão do Governo, o Primeiro-Ministro do Governo cessante é exonerado na data da nomeação e posse do novo Primeiro-Ministro.
5. Antes da apreciação do seu programa pela Assembleia da República, ou após a sua demissão, o Governo limitar-se-á à prática dos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos.
Assim e para a concretização destes princípios, o Governo não pode continuar a fazer privatizações, nem a adjudicar contratos administrativos de valor significativo, nem a nomear ou demitir pessoas relativamente a cargos públicos de provimento por livre escolha ( pode nomear os apurados em concursos públicos ).
Parece-nos que o frenesim legislativo e decisório em que entrou o actual Governo, desde que apresentou a demissão, é inconstitucional e ilegal.
Artigo 186.º
(Início e cessação de funções)
1. As funções do Primeiro-Ministro iniciam-se com a sua posse e cessam com a sua exoneração pelo Presidente da República.
2. As funções dos restantes membros do Governo iniciam-se com a sua posse e cessam com a sua exoneração ou com a exoneração do Primeiro-Ministro.
3. As funções dos Secretários e Subsecretários de Estado cessam ainda com a exoneração do respectivo Ministro.
4. Em caso de demissão do Governo, o Primeiro-Ministro do Governo cessante é exonerado na data da nomeação e posse do novo Primeiro-Ministro.
5. Antes da apreciação do seu programa pela Assembleia da República, ou após a sua demissão, o Governo limitar-se-á à prática dos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos.
Assim e para a concretização destes princípios, o Governo não pode continuar a fazer privatizações, nem a adjudicar contratos administrativos de valor significativo, nem a nomear ou demitir pessoas relativamente a cargos públicos de provimento por livre escolha ( pode nomear os apurados em concursos públicos ).
Parece-nos que o frenesim legislativo e decisório em que entrou o actual Governo, desde que apresentou a demissão, é inconstitucional e ilegal.
19 janeiro 2005
Fazer de conta ou fazer as contas...
Em Portugal, governantes e governados têm uma de duas opções ou continuam a fazer de conta ou fazem as contas.A primeira via traduz na perfeição o muito peculiar "portuguese way of life" - que consiste na crença de que o crédito é ilimitado e os fundos comunitários infindáveis e radica numa profunda indiferença sobre os custos que transitam para as gerações futuras.
Se governantes e governados optarem por fazer as contas, isso obrigará a um esforço suplementar com custos eleitorais para os partidos e sacrifícios objectivos para os cidadãos. Mas essa via terá a enorme vantagem de - por uma vez que deve servir de exemplo - encarar a realidade tal como ela é.
Fazer de conta significa, tal como refere o documento de reflexão da SEDES, replicar o ciclo de empobrecimento e de degradação do bem-estar da sociedade portuguesa.
18 janeiro 2005
Desabafo da Melancia...
.
O exercício do poder, em mãos que não estão preparadas para isso, pode ser dinamite!
O exercício do poder, em mãos que não estão preparadas para isso, pode ser dinamite!
Mais um contributo p/ animar a pré-campanha eleitoral....
.
E se um dia houvesse eleições e ninguém fosse votar?
E se um dia houvesse eleições e ninguém fosse votar?
17 janeiro 2005
Legislativas, as garantias e as promessas...
Nas próximas eleições o que vai estar em causa é a escolha entre os que não nos tiraram da crise, os que lá nos meteram e os que fariam pior se lá estivessem.
Os partidos são, no essencial, iguais.
Neste cenário e em consciência ao colocar o meu voto na urna, poderei dizer que exerci um dever democrático?
Os partidos são, no essencial, iguais.
Neste cenário e em consciência ao colocar o meu voto na urna, poderei dizer que exerci um dever democrático?
14 janeiro 2005
Um político falando de lado de fora da política...
"Os portugueses sentem-se defraudados, enganados.Quem exerce um cargo político não pensa no bem comum. Os políticos só pensam nos seus interesses pessoais. Pior, são todos iguais. Este é o retrato de uma sociedade que está no impasse."
(Jorge Coelho - Diário de Notícias)
Contra a abstenção...
Porque não dizem os dois candidatos a primeiro-ministro os nomes dos seus principais ministros, sobretudo o das Finanças? E porque não se comprometem com governos com um máximo de doze ministros? Só lhes ficaria bem dizer com clareza ao que vêm e limitar, à partida, as quotas das clientelas partidárias nos seus executivos
PS aplaude da bancada o festim de asneiras liderado por Pedro Santana Lopes e pelos ministros e assessores que o primeiro-ministro escolheu a dedo. O PS pode rir-se, mas faria melhor se pensasse.O que está em causa não é apenas a queda livre de um primeiro-ministro e a degradação diária de um Governo; o cerne da questão vai bem mais fundo é a imagem da classe política que sai de rastos deste filme. O triste espectáculo do Governo e as omissões do principal partido da oposição só podem ter como corolário um aumento significativo da taxa de abstenção.O combate à abstenção é, talvez, o único pacto de regime exequível em Portugal. Por uma simples razão a eleição dos políticos depende dos votos e são os votos que dão importância aos políticos. A luta contra a abstenção é uma obrigação cívica dos partidos, mas o sucesso dessa missão está dependente da confiança que eles saibam transmitir aos eleitores.
PS aplaude da bancada o festim de asneiras liderado por Pedro Santana Lopes e pelos ministros e assessores que o primeiro-ministro escolheu a dedo. O PS pode rir-se, mas faria melhor se pensasse.O que está em causa não é apenas a queda livre de um primeiro-ministro e a degradação diária de um Governo; o cerne da questão vai bem mais fundo é a imagem da classe política que sai de rastos deste filme. O triste espectáculo do Governo e as omissões do principal partido da oposição só podem ter como corolário um aumento significativo da taxa de abstenção.O combate à abstenção é, talvez, o único pacto de regime exequível em Portugal. Por uma simples razão a eleição dos políticos depende dos votos e são os votos que dão importância aos políticos. A luta contra a abstenção é uma obrigação cívica dos partidos, mas o sucesso dessa missão está dependente da confiança que eles saibam transmitir aos eleitores.
A abstenção irá favorecer o PSD e o PS sabe disso.
Assim no próximo dia 20 de Fevereio se não encontrar solução para a dúvida que neste momento me atormenta: não saber a quem entregar o meu precioso voto, irei votar em branco.Abstenção, nunca!!!
13 janeiro 2005
Ofereço este pequeno texto a todos...
os meus concidadãos que tencionam ir votar no próximo dia 20 de Fevereiro:
Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
-Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
-Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
-Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.
(Lewis Carroll -Alice no País das Maravilhas)
Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
-Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
-Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
-Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.
(Lewis Carroll -Alice no País das Maravilhas)
Um nova palavra na Língua Portuguesa...
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para ser adicionada a qualquer bom dicionário:
Santanice (de Portuga Santana) - acto ou acção de alguém que acaba sempre por prejudicar outro alguém e ser também ele prejudicado com esse acto ou acção, sem ter consciência disso. Forma de agir inopinada e irresponsável que prejudica toda a gente envolvida directa ou indirectamente na acção, sem que o autor tenha uma consciência absoluta dos consequências dessa acção - "fez-lhe uma santanice" " acabou por se santanizar" "se disse isso, vai ser santanizado!", - estupidez, parvoíce, inexperiência, irresponsabilidade de grande dimensão, efeito negativo de algo dito ou feito por um inconsciente com poder para o fazer."
para ser adicionada a qualquer bom dicionário:
Santanice (de Portuga Santana) - acto ou acção de alguém que acaba sempre por prejudicar outro alguém e ser também ele prejudicado com esse acto ou acção, sem ter consciência disso. Forma de agir inopinada e irresponsável que prejudica toda a gente envolvida directa ou indirectamente na acção, sem que o autor tenha uma consciência absoluta dos consequências dessa acção - "fez-lhe uma santanice" " acabou por se santanizar" "se disse isso, vai ser santanizado!", - estupidez, parvoíce, inexperiência, irresponsabilidade de grande dimensão, efeito negativo de algo dito ou feito por um inconsciente com poder para o fazer."
Campanha Eleitoral: perguntas da Melancia...
1ª - Como pode um ministro demitir-se se o governo já foi demitido?
2ª - Como pode um ministro ir a S: Tomé em missão "secreta" se o governo está só em "gestão"?
3ª - Os assuntos de Estado não são discutidos pelo Conselho de Ministros?
4ª - O governo já não reune todo?
5ª - Como pode o ministro que tutela as Actividades Económicas, Álvaro Barreto, desconhecer o interesse da Galp no petróleo de S. Tomé e Príncipe?
6ª - Porque gastou o sr ministro 63.200 euros numa viagem que podia ter custado 28.560?
E para terminar uma adivinha: em quantas broncas ( poderemos até chamar-lhe " gaffes" ) já esteve envolvido o ministro Morais Sarmento?
Assim sendo e de consciência tranquila devolvo a este ministro uma frase com que ele presenteou o Sr. Presidente da República, em Dezembro passado: o sr. ministro fala e age com uma "lógica de cauddilho"!!!
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