26 agosto 2004

Dança do Ventre

Hoje quero fazer-te uma dança do ventre!
Quero que comeces a despir-me com o olhar!
Quero que sintas o meu ventre a dançar,
Entre as tuas mãos e imaginando o som do mar.

A Belly Dance...
Just for you, my love!

Quero que entres em transe,
E o meu corpo em serpente se transforme,
Percorrendo-te...
Agitando-te...
Fazendo-te vibrar!!!
Como se eu fosse uma onda do mar!!!

Oh não, não!!!!
Misericórdia?
Não, meu querido!
Primeiro hipnotizo-te com o umbigo,
Depois faço-te avançar!

Nesta dança não há misericórdia,
Só vale gemer, mexer e gritar!

25 agosto 2004

Ministros de Santana pediram 50 carros novos

O Portugal Díário escreve este título hoje e ousa continuar:
"Direcção do Património disse que só havia dinheiro para três. Veículos do Executivo de Durão Barroso já não servem. Pressões continuam junto de secretário do Tesouro".


Mas que grande lata. Então os senhores ministros agora têm de usar carros usados só porque nós portugueses, em geral, somos obrigados a apertar o cinto?

Meus amigos... tsss...tssss... status é status e um ministro tem todo o direito em ostentar todos os sinais exteriores de riqueza próprios dum executivo dum País com 5% da população activa no desemprego, com 6% da população geral analfabeta, com reformados a viver com reformas de 150 €, com os preços da gasolina mais caros da Europa, etc. etc...

Francamente... agora só falta escreverem sobre quem paga as casas de luxo, os fatos de luxo, os almoços em restaurantes de luxo, a educação dos filhos dos ministros e respectivo staff, as flores para as amantes, os móteis dos encontros fortuítos, o pessoal doméstico...

Vamos lá ver se nos entendemos... ser ministro não é ser português!
Ser ministro significa viver bem, à conta de todos os otários que não foram nem dados nem achados para o actual governo! Ser ministro é viver em grande, sem gastar um único euro e amealhar todos os cêntimos possíveis. Ser ministro é usar estes anitos de férias (ao serviço do governo) para arranjar um emprego melhor numa qualquer instituição financeira ou, quiça, na Presidência Europeia. Ser ministro é assegurar o futuro!

Agora meus amigos, deixem lá os senhores descansar que eles também já foram portugueses, um dia.... e trabalhem que este governo vai precisar que trabalhemos muito para o sustentar!

24 agosto 2004

Pensamento do Dia


Fille bohémienne devant La Musciera, Pablo Picasso, Barcelona 1898

De nada adianta remoer coisas do passado, a felicidade é feita de pequenos momentos...

23 agosto 2004

Cinema e Vida...Vida e Cinema

Ontem vi, pela segunda vez, um dos filmes que mais me marcaram, A.I. - Inteligência Artificial. Mais uma vez impressionou-me e mais uma vez chorei.
Não chorei pela vida do robot, mas sim pela forma como o Ser Humano se comporta. Temos o dom de criar e preferimos destruir. Temos o dom de ver, pensar e assimilar conclusões, mas preferimos aceitar sem questionar.
Aquele filme fala-nos de algo muito mais profundo que o avanço da ciência, a capacidade de construir uma inteligência artificial! Fala-nos do desespero que todos temos em procurar o amor. Foi criada uma máquina capaz de amar. Mas para quê? Suplicamos por amor, mas não somos capazes de amar. Não somos capazes de amar os animais e basta ver a quantidade de cães e gatos abandonados. Não somos capazes de amar os velhos e basta vê-los abandonados nos lares à espera da morte.
Essa é a essência deste filme e é também a questão que muitas pessoas esqueceram nos dias de hoje. Procuramos amor, aliás, exigimos amor. Quando atingimos o objectivo de sermos amados, queremos mais. Inventamos outra coisa, porque afinal descobrimos que não era aquilo que queríamos. Brincamos com os sentimentos uns dos outros, mas no fundo só nos enganamos a nós próprios.
Chorei com a forma como as máquinas abandonadas procuravam sobreviver, como choro quando vejo um cão a correr na auto-estrada, desesperado para encontrar de novo o carro que o abandonou. Chorei com o encontro da máquina com o criador, como choro quando vejo alguém a maltratar uma criança. Chorei com o realizar do sonho da máquina, como choro quando passo por um lar de idosos e um velho me pede para o levar a passear.
Enfim, às vezes o cinema lembra-nos que existem coisas na vida que preferimos esquecer, mas que devíamos pensar bem nelas. Talvez a falta de amor comece por nós próprios...

20 agosto 2004

Vi-te por ai...

Tens um sorriso bonito.
Um olhar carinhoso.
Uns gestos delicados.
Vi-te...
Estavas calma e serena
numa tarde ensoleirada
fresca como uma flor
bem disposta e
bem humorada...


(enviado por um amigo especial)
Obrigada!

19 agosto 2004

Conselho do Dia

Quando:

- a tua mão te desobedece e começas a escrever-lhe e a tua cabeça te manda fechar o e-mail sem enviar a mensagem a pedir-lhe desculpa;

- dás por ti a ouvir a voz do outro lado da linha a tua voz não consegue dizer olá a quem telefonaste... nem te sai o "desculpa, Amor"...

Talvez esteja na hora de repensares tudo!... de examinares porque te pesa a consciência! Porque o corpo não te obedece? Porque a imagem dela não te sai da cabeça?

Talvez esteja na hora de lhe mostrares que gostas dela... sendo sincero!
Talvez ela te perdoe...mais uma vez!

17 agosto 2004

Um poema para a Xocolaty ...

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Mãe


Mãe
terminou o tempo
de sorrir
desculpa-me a morte
das plantas

tatuei a tua antiga
imagem loura
em todos os pulsos
que anjos inclinam
de existires

perdi-me noite na planície
branca
sobrevivente das madrugadas
da memória

tocaram-me os dias
e as ruas de ancas
verticais
e as minhas mãos incompletas

trouxe-te
um naufrágio de flores
cansadas
e o único jardim d'amor
que cultivei
de navios ancorados
ao espaço

( Maria Teresa Horta )
in Espelho Inicial 1960

16 agosto 2004

Ainda mais tristeza...

Não existem Leis no mundo dos homens para punir crimes desta natureza!

Mas eu tenho esperança que existam noutro lado qualquer!

Tenho esperança que, algures, exista uma Lei que puna quem age desta maneira asséptica, fria, metódica, calculada.

... Alguém que viole uma criança, mas que antes a manda desinfectar-se. Alguém que trata crianças dum estracto social como lixo, apenas porque são pobres. Alguém que lhes tira o que de mais puro têm e lhes dá uns trocos, como se o dinheiro limpasse a alma e as dores da perda de inocência. Alguém que se esqueceu das suas raízes. Alguém a quem não se pode tratar por homem, por senhor....

Do fundo do meu coração, desejo que estes alguéns (que não podem pertencer à classe humana) tenham tudo o que merecem, a triplicar!

Hoje estou...

...triste, muito triste.

Evito saber das notícias do mundo, mas quando o faço, uma tristeza percorre-me e só me apetece chorar. Não sei porque ainda me dou ao trabalho de ler um jornal, de ver um noticiário na televisão, ou até de sair de casa. A única novidade é que cada vez o mundo está pior e os valores que me ensinaram em criança, estão, a cada dia que passa, mais errados.

Hoje estou num desses dias em que devia ter ficado na cama, protegida pelos gatos, aninhado o dia inteiro nos lençóis até que amanhã me levantaria e voltaria ao trabalho.

Como não é possível, infelizmente, venham eles que logo se vê como lidar com as situações...

06 agosto 2004

Arrábida

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Pequeno país este! Temos belas paisagens, belas praias, locais paradisíacos mas não sabemos preservar o nosso património ambiental.

Há muitos anos, podem crer que mesmo muitos, que amo toda a zona protegida da Serra da Arrábida. Quando ainda empequena me acontecia passear por aquelas encostas e lá do alto conseguia avistar o mar, ficava maravilhada, extasiada e penso que foi aí nesses anos da infância que começou esta minha paixão pelo Atlântico.

Hoje leio nos jornais que as praias estão desertas em pleno mês de Agosto. O perigo de derrocada nas falésias da Arrábida, obrigou ao encerramento da estrada. O grande incêndio da semana passada veio agravar uma situação que já tem alguns anos.

Mas apesar de toda a gente saber da situação, do governo aos Instituto das Estradas de Portugal, ninguém fez absolutamente nada!!!

Quem tem o seu dia-a-dia preso à actividade económica daquela bela zona já fala em tragédia económica. Perante esta situação, ergue-se um coro de protestos, denunciando que o alerta sobre o perigo não foi ouvido por quem de direito.

Assim, só quem tenha barco é que poderá usufruir das belezas naturais destas praias. Eu não tenho barco e como eu milhares de outras pessoas iremos ficar afastados desta região não se sabe por quanto tempo.

As idas à Praia do Portinho, da Anicha, do Monte da Areia Branca, de Galápos de Galapinhos, da Praia dos Coelhos, Figueirinha, das Grutas e do acesso às grutas pela Praia dos Pilotos ( sempre com maré baixa) ou mesmo dos passeios pela Mata do Solitário, recordando os poemas de Sebastião da Gama, naquele livro “Serra-Mãe” que faz um tributo de amor a estas paragens, estão suspensas por negligência de alguém.

Mas uma outra ameaça está já no horizonte: no Inverno, as águas da chuva irão precipitar a queda das pedras resultantes da fractura das falésias .Diz quem entende destas coisas que serão precisos mais de oito meses para consolidar a falésia e isto se os trabalhos forem iniciados de imediato.

Minha amada Arrábida, quando poderei voltar a ti e maravilhar-me junto da frescura e transparência das águas das tuas praias?

05 agosto 2004

Vai um soneto da Florbela???

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TARDE NO MAR

A tarde é de oiro rútilo: esbraseia.
O horizonte: um cacto purpurino.
E a vaga esbelta que palpita e ondeia,
Com uma frágil graça de menino,

Pousa o manto de arminho na areia
E lá vai, e lá segue o seu destino!
E o sol, nas casas brancas que incendeia,
Desenha mãos sangrentas de assassino!

Que linda tarde aberta sobre o mar!
Vai deitando do céu molhos de rosas
Que Apolo se entretém a desfolhar...

E, sobre mim, em gestos palpitantes,
As tuas mãos morenas, milagrosas,
São as asas do sol, agonizantes...


Florbela Espanca

Um pensamento

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para todos os que não foram de férias e ainda nos visitam:

"Aquele que desperdiça o dia de hoje, lamentando o de ontem, desperdiçará o de amanhã, lamentando o de hoje."


Bom dia!!!

04 agosto 2004

preciso urgentemente de férias...

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e de sentir tembém com urgência o cheiro do mar.

Tenho tantas saudades do mar que já sonho com ele.Hoje de manhã, ainda em casa, no meio de uma pequena vila, nos arredores de Lisboa, mas longe do mar, de repente ouvi gaivotas.

Foi um som estranho nequele local e àquela hora mas foi suficientemente real para evocar todas as minhas saudades dele!

Ainda faltam três dias para o início das minhas férias e eu entrei em contagem decrescente: faltam 3 dias e algumas horas para eu chegar ao Algarve e assim que o carro parar vou correr em direcção e ele e olhá-lo, cheirá-lo e senti-lo. Sei que vou parecer uma doida, mas que me importa, o amor que lhe tenho e as saudades que trago no peito justificam um comportamento mais ou menos estranho.

Assim que conseguir dar um mergulho vou sentar-me na areia dourada daquela bela praia ( talvez Meia-Praia, talvez D. Ana, talvez Porto de Mós ou quem sabe outra) e vou respirar calmamente a minha felicidade e neste estado de espírito saborear o prazer do reencontro com aquela massa de água azul que tanto amo.

Depois sentirei que os dias vão passar a correr e terei novamente a nostalgia da partida que me fará voltar para um quotidiano sem ele. Depois regressarei à poesia da Sophia onde o mar é evocado com ternura e senimento. Depois os meus dias serão de novo de uma amargurada saudade do mar!!!

Mas este ano tenciono comprar um grande búzio e vou trazê-lo para junto da minha mesa de trasbalho: sempre que a saudade apertar, encostarei o búzio ao ouvido e assim vou ouvir aquele som de águas revoltas e ondas morrendo na areia que tanto me acalma.

Um dia quando partir desta vida para sempre o que restar de mim será devolvido às águas do oceano Atlântico. Eu pertenço a este mar!

03 agosto 2004

Já se pode encomendar um bébé???

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É de meia-idade, reside na Beira Alta há mais de ano e meio, entende português e vive de biscates. É assim a mulher búlgara identificada pela Directoria de Coimbra da PJ como a cabecilha do negócio de tráfico de bebés, cujas mães da mesma nacionalidade chegaram a Portugal, por via terrestre, para vender os filhos com falsa identidade a casais portugueses.

A PJ de Coimbra alertada pelo Ministério Público inicia a investigação que esconde este drama humano, em finais de Maio, mas é com a identificação desta mulher búlgara que os investigadores detectam outra situação similar, envolvendo mais uma parturiente da mesma nacionalidade. Dado o vazio legal para este crime, a cabecilha do negócio poderá incorrer apenas no crime de co-autoria de falsificação de documentos. Isto porque as parturientes chegaram à maternidade, no fim da gestação, identificando-se como portuguesas para que os filhos fossem posteriormente registados com o nome dos pais compradores. As mulheres vinham propositadamente da Bulgária para este negócio. Uma das búlgaras, casada e já com outro filho, prontificou-se a vender o bebé por dez mil euros. Em França e em Itália, há casos idênticos que envolvem cidadãs do mesmo país. A PJ já está a trabalhar em colaboração com a Interpol.

O negócio parece rentável e podemos até pensar que pode ter já algum tempo de funcionamento. Quantas crianças já nascidas e registadas em Portugal terão sido resultado deste sistema infame???






02 agosto 2004

preocupações...

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Estive a ler com muita atenção o texto que José Sócrates publica hoje no Público. Fiquei a saber as ideias que tem para implementar se for eleito Secretário-Geral do PS e se um dia chegar a ser primeiro-ministro.

De tudo o que li registo com especial atenção que José Sócrates defende a introdução das informática e do inglês em todas as escolas primárias do país.

Acho bem. Quanto mais precocemente se ensinar aquelas matérias mais condições existem de melhores resultados.

No entanto quero deixar aqui um pequeno recado, se um dia ele chegar e ser eleito primeiro-ministro: Faça também com que se ensine o Português e a Matemática. Os resultados das provas do 12º ano, anunciados hoje, são uma lástima. As médias destas disciplinas são abaixo dos sete valores.

Por este andar qualquer dia saberemos todos navegar na Net compreendendo bem o que lemos em inglês, mas não saberemos fazer contas nem falar a nossa língua.

Os miúdos de dez ou doze anos sabem quase todas as letras das canções mais populares dos cantores “Pop” americanos, sabem procurar matérias na Internet, em especial as músicas de que gostam, usam palavras inglesas que se tornarem “calão” nas conversas entre eles, mas têm grande dificuldade em ler um livro em português.

E usando uma frase de Fernando Pessoa apetece-me dizer: A Nossa pátria é a língua portugusea!!!




Um pensamento para os meus amigos...

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O amigo é um outro eu. Sem amizade o ser humano não pode ser feliz.

(Aristóteles)

29 julho 2004

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se oespanto.
 
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
 
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
 
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
 
                  Vinicius de Moraes

28 julho 2004

Feliz Aniversário Melancia !!!!!!!

A Melancia faz anos hoje.
 
Embora ela não possa vir à Blogosfera esta semana e tenha deixado o blog ao meu cuidado (o que não foi lá muito bom, uma vez que me falta tempo para cortar a relva), eu quero dizer pela trigésima vez na minha vida:
 
F E L I Z   A N I V E R S Á R I O   M E L A N C I A !!!!!!


27 julho 2004

O Gato

Por meu cérebro vai passeando,
Tal como em seu apartamento,
Um gato de todo encantamento,
e de inaudito miado brando,
Tanto o seu timbre é o mais discreto;
Mas, se é a voz calma ou iracunda,
Ela sempre é rica e profunda:
Este é o seu encanto secreto.
E a sua voz em mim infiltro,
No meu fundo mais tenebroso,
Doce qual verso numeroso
Consoladora como um filtro,
Abranda o mal que na alma lavra,
Contendo os êxtases e as pazes;
Para dizer as longas frases
Nunca precisou da palavra.
Certo não há arco que fira
Meu coração, este excelente
Órgão e o faça nobremente
Cantar só como canta a lira,
Como esta voz, ó misterioso,
Gato seráfico e esquisito
Em que tudo é, como num rito,
Tanto sutil quanto harmonioso!
 
Destas lãs louras e morenas
Sai um olor doce de pelos,
Que me perfumei só por tê-los
Afagados uma vez apenas.
É como os manes da morada;
Preside no seu magistério
Todas as coisas deste império:
Seria talvez Deus ou fada?
Quando o olhar para este gato a esmo,
Como por um ímã atraído,
Se dirige, e tão sucumbido,
E que eu olho para mim mesmo,
Eu vejo com olhar demente
A luz destas pupilas ralas,
Claras fanais, vivas opalas,
Que me contemplam fixamente.

CHARLES BAUDELAIRE

23 julho 2004

O adeus a Carlos Paredes...

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Finalmente a alma dele partiu! Foram anos de sofrimento em que o seu corpo doente e imobilizado reteve a alma do génio da guitarra portuguuesa numa lenta agonia.

Hoje sinto-me muitíssimo mais pobre e mais só. Dentro do meu coração ecoa a voz de uma guitarra dedilhada por ele. Lá atrás nos anos de minha juventude, num espectáculo no Coliseu dos Recreios, que nunca mais vou esquecer.

Não vou chorar nem sequer sinto vontade de lamentar a partida dele. Ele merecia acabar com aquele tormento. E de facto ele não partiu pois a genialidade com tocou a guitarra portuguesa fica pairando sobre as nossas vidas, para todo o sempre.

Adeus Carlos. Estarás eternamente nos nossos corações. Guitarras choram baixinho...