05 março 2004

é hoje!!!é hoje!!!

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e como é sexta-feira, hoje é dia de capítulo novo no HÁ COINCIDÊNCIAS.

Não perca o grandioso, fabuloso,esplendoroso, poderoso e faccioso capítulo do Tony no desenrascanço.
Ele está de volta e cheio de vontade de animar as nossas vidas!!!

Clique e leia, vai ficar viciado!!!

04 março 2004

Às 190.635 pessoas que assinaram...

...a petição contra a interrupção voluntária da gravidez (IVG) eu ofereço a pequena notícia que a TVI deu ontem à noite:
“Bebé resiste!!!
Uma mulher de 36 anos , com perturbações mentais, deu à luz uma bebé que abandonou num depósito de dejectos.

A recém-nascida foi descoberta porque, disse alguém sem rosto, se ouviu «uma coisa a berrar que parecia um cão».

A menina está internada num hospital de Guimarães. A mãe encontra-se internada numa unidade de psiquiatria.”


Vocês são, pelo menos, 190.635 ! De entre vocês deve haver um que se ofereça para ajudar esta mãe que não praticou a IVG!!!

"um forte preconceito contra as mulheres"...

... foi como Odete Santos, deputada comunista, definiu a posição da maioria parlamentar sobre a interrupção voluntária da gravidez.

Ela é sempre excessiva! Enorme de figura e de voz, tem um tom inflamado nas suas intervenções. Sempre que fala na Assembleia vocaliza como a sua própria vida dependesse do seu discurso.

Ontem voltou a ser das deputadas mais acutilantes, colocando questões pertinentes à maioria. Lembrou que nos 18 anos em que o PSD governou o País, nada foi feito no sentido de dar andamento a questões tão simples como o acesso a contraceptivos ou à educação sexual.

Ao vê-la e ao ouvi-la ontem, ao fim da tarde, fiquei impressionada. Até me consegui alhear do partido a que ela pertence. Ela é uma parlamentar exemplar!

falta de coragem...

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Assunção Esteves é uma deputada social-democrata. Preside à Comissão dos Assuntos Constitucionais. Tem defendido a descriminalização do aborto. Ontem esteve ausente no debate parlamentar sobre o assunto.

Ela não teve coragem de dar a cara e assumir uma posição contra o seu partido. Por isso faltou. Foi mais cómodo e conveniente.

Mas, apesar da falta de coragem, apresentou uma dignidade digna de registo nos tempos que correm! Ao contrário de outros colegas de bancada que votaram contra, por disciplina partidária, ela faltou…pode ser que em 2006 volte!!!

03 março 2004

Nampula, Sofala, Beira (Moçambique)...

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O que é que se passa em Moçambique???O que é que leva as entidades religiosas, que trabalham junto das populações, deste pobre país africano a denunciarem o tráfico de órgãos humanos???

Dizem que em média desaparecem duas crianças por semana. Dizem que as famílias já nem apresentam queixa na polícia, por medo.

Dizem que hà suspeitas de serem os próprios polícias a pertencerem a uma rede de tráfico internacional com ramificações na África do Sul.

Dizem que as autoridades de Moçambique têm ficado caladas ao longo da muitos anos, pois os primeiros casos remontam a Outubro de 2002 com o desaparecimento de uma menina de 12 anos. Segundo os relatórios oficiais da Igreja Católica em Moçambique Sarima Iburno foi encontrada após o seu desaparecimento, sem rins, coração, pulmões e fígado.

Não são conhecidos os resultados do inquérito policial ( nem sabemos se foi feito ).

Há ainda suspeitas de ter sido assassinada uma freira brasileira que tinha denunciado este tráfico.

Hoje as notícias dizem que estas redes de traficantes usavam a cobertura da adopção para levar crianças para fora do país. Foi a juíza - presidente do tribunal de Sofala que fez a denúncia.

A juiza disse ainda que estes estrangeiros que pedem para adoptar crianças tomam conhecimento da existência delas através da Internet.

Quantas crianças terão sido adoptadas para este terrível fim???

Meu Deus, que saudades eu tenho da minha infância! Que saudades daquele tempo prodigioso em que eu acreditava que o mundo era feliz e bom e que todos os adultos eram iguais aos meus pais e aos meus vizinhos. Que saudades tenho do sentimento de protecção que sentia ao brincar na minha rua…Havia sempre uma vizinha a olhar por nós. A minha rua era a mais linda rua do meu mundo!

Os meus olhos, o meu coração e a minha alma choram por estas crianças assassinadas para que alguém possa vender os seus inocentes órgãos.

Nunca mais conseguirei recuperar a felicidade dos tempos ingénuos da infância!

02 março 2004

pensamento para o entardecer...

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Sorri, embora seja apenas um sorriso triste. Porque mais triste que o sorriso triste é a tristeza de não saber sorrir.

( autor desconhecido )

este fim-de-semana não foi possível...

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escrever aqui no frutó.

Andámos todas muito ocupadas. A Xocolaty continua muito "tontispada". Esteve "de molho" falando bom português. Com a enorme camada de gripe que a deixou totalmente "apanhada", ela nem conseguia pensar.
A Gelatina foi passear.
A Bananas não sabemos dela, mas desconfiamos que tem novo namorado.
A Ginja também está doente. Continua de cama.
Eu tive a minha filha mais nova também muito constipada. Foi um fim-de-semana para esquecer. Não sei se deram pela nossa falta mas de facto foram uns dias muito esquisitos...

Ainda tentei no intervalo, entre dar o antibiótico e o antipiréctico à Maria e todas as tarefas que uma mulher tem ao fim-de-semana, estar atenta às notícias sobre a convenção socialista, as broncas do futebol, o tráfico de orgãos humanos em Moçambique, coisas que me arruinam a cabeça...

Mas hoje e minha menina está melhor, voltou à escola, com um pouco de tosse, mas muito melhor e eu estou aqui...

Vou num instantinho dar uma volta pelos blogues dos vizinhos mais estimados e depois volto.

Até já!!!

27 fevereiro 2004

seriam boas notícias...

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se eu tivesse esperança e a capacidade de ainda acreditar.

Parece que o governo publicou um diploma que estabelece que a segurança social e o fisco vão cruzar dados dos contribuintes. O sistema de interconexão de informações visa prevenir a fuga e evasão fiscal.

Entretanto já estão a pensar juntar a este esquema as seguradoras e os notários.

Fiquei espantada. Não sei se sonhei se foi verdade que ouvi isto há pouco durante a hora de almoço.

Dizem que o objectivo é a moralização dos contribuintes e beneficiários.

Não sei se consigo acreditar…

Publicidade

Eu avisei que a Sissi iria surpreender!

Aqui vai um cheirinho do capítulo de hoje:

"(...) Seis meses após a promoção a lavadora de cabeças, as três colegas cabeleireiras diplomadas da Sissi morreram misteriosamente. A primeira morreu esmagada por um piano de cauda, que aterrou de um terceiro andar em cima da cabeça da pobre coitada. A segunda foi atacada por uma espécie de formigas africanas, quando esperava pela Sissi numa esplanada na baixa lisboeta. A terceira foi assassinada à paulada por desconhecidos, talvez membros das FP-25 e nunca identificados.(...)"

26 fevereiro 2004

lindo!!!!!

" (...)
Chega mais perto e contempla as palavras,
cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiam na noite, as palavras.
Ainda húmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo."

(Poema Procura da Poesia, Carlos Drummond de Andrade - poeta brasileiro )

desabafos da melancia...

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O proprietário de um café em Samora Correia , cansado de pedir o pagamento das dívidas, resolveu publicar na montra a lista dos caloteiros.

Parece que deu resultado. Ao fim de pouco tempo só faltava receber de um.

Proponho que a nossa querida Manela Cara de Horror siga este inovador processo e publique as seguintes listas de alguns caloteiros:

- patrões que não pagam à Segurança Social
- empresários que não pagam ao fisco
- clubes de futebol com os impostos atrasados ( há vários anos )
- proprietários da casas de luxo, carros de luxo, barcos de luxo (e outros luxos ) que na declaração de rendimentos dizem ganharem o ordenado mínimo.

Para já eram só estas listinhas, pode ser que me venha a lembrar de mais algumas…

25 fevereiro 2004

Palavras sinceras que guardei para ti...

Hoje sai do escritório e, sem saber nem como nem porquê, dirigi-me ao nosso cais. Sabes aqueles gestos automáticos que cada um de nós tinha, em que ambos sentíamos uma necessidade enorme de ir a qualquer lado e no fim do destino estava o outro, pelo mesmo motivo?

Hoje foi assim! Conduzi o carro hipnotizada. Estacionei no nosso cais, em frente ao rio. Deitei-me a ouvir a água a bater na madeira, a olhar as estrelas, alheia ao trânsito que insistia em fugir de Lisboa. Deitei-me a ver as estrelas no céu e dei por mim a pensar em nós, no quanto que te amei e amo… no quanto tinha para te dizer e já não digo.

É difícil explicar porque tenho de te dizer aquilo que nunca disse em anos de amor. É difícil dizer que, por detrás da mulher rebelde, que conheceste e que guardas na memória, existe alguém calmo capaz de amar. É difícil dizer-te que te amei e amo e mesmo assim prefiro estar sem ti! É difícil! Eu sei!

Eu sei que foi difícil ouvir, ao fim de tanto tempo a brincar às escondidas: “Foste o único homem que amei. Por favor não me procures mais!”. Acreditas se te disser que foi ainda mais difícil dizê-lo?

Mas, descobri hoje, que amar é isso. É mais que sentir o cheiro da tua pele, é mais que beijar os teus lábios, é mais que deitarmo-nos debaixo das estrelas e fazermos planos para o futuro. Amar-te é deixar-te ser quem és, sem te pressionar. Amar-te é deixar-te viver sem mim, mantendo-me no teu coração. Amar-te é sentir-me feliz por te voltar a ver na rua, por trocarmos de olhares cúmplices que mais ninguém entende e dizer-te: “Fico feliz por saber que estás bem!”

Amar-te é mais do que dizer amo-te! E isso eu não te sei dizer, nem explicar. Amar-te é pegar no telefone, digitar o teu número e desligar. É ter consciência que tudo o que vem depois da felicidade, já não se chama felicidade! Amar-te é ver-te feliz numa vida que eu nunca te poderia dar e saber que dentro de ti existe uma mulher, guardada num cantinho especial, que sou eu! É saber que, tal como eu penso em ti, também tu me recordas com o mesmo carinho!

Hoje descobri que o destino já não nos junta mais. A sintonia de pensamentos já não está tão apurada. Já não nos dirigimos ao mesmo local, sem nada combinado. Já conseguimos olharmo-nos nos olhos e seguir cada um o seu caminho. Isto sim é Amor! É entender que o magnetismo que nos une pode cegar.

Não te posso dizer isto pessoalmente. Pois sei que ambos não conseguiríamos resistir à verdade, à palavra do coração.
Amar-te é também ter coragem de te dizer não.

Mais uma vez, provo que estou igual e mais uma vez me vais acusar de fugir ao compromisso. Mais uma vez escorrego-te por entre os dedos, dizendo amo-te e quero que sejas feliz sem mim.

Se somos almas gémeas? Ainda duvidas? Se nos amamos? Será o brilho dos teus olhos mais intenso que o meu? Porque fujo de ti? Porque te amo de mais para querer que sejas uma recordação triste. Estás guardado num canto especial dentro do meu coração e manter-te-ei eternamente aqui, como te mantenho há demasiadas vidas.

E se amanhã for diferente? Amanhã é outro dia! Logo se vê…

gatos...

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«Eles vieram caminhar ao longo dos rios
Esses gatos ao sol de um negro luzidio
De paz e de ternura

Eles vieram perfurar no espírito o silêncio
A dor das cores ausentes
Mas depostas no limiar das pedras

Nada me falta desde que respiro
com eles a mesma margem.»


In "Palavra de Gato"
Robert de Laroche
Pergaminho

24 fevereiro 2004

Carnaval

Ontem,
coloquei a minha melhor máscara,
usei a minha melhor roupa,
coloquei o meu melhor perfume,
aproximei-me de ti

e amei-te!

Hoje,
disseste-me que uma desconhecida
te tinha feito sonhar com um mundo melhor.
Disseste-me que uma desconhecida
te tinha feito amar.

Olha melhor!
Talvez ela sempre tenha estado a teu lado,

usando uma máscara diferente!

Vim aqui perguntar...

- É preciso saber ler para se ser carteiro?

É que eu tenho na minha caixa do correio um autocolante com letras garrafais que diz "Publicidade não endereçada, não obrigado!"... e eles insistem em colocá-la!

Ó meus amigos publicidade não endereçada significa: "Não quero ler mais porcarias do Continente, OBRIGADA!"
Como quem diz: Não é pura, simples, analitica e dissecadamente NÃO!

Chatos pá!

23 fevereiro 2004

Psssttttttt Psssssttttt

Vim aqui a correr só agradecer os comentários a desejar as melhoras.

Hoje já estou boa. Tão boa tão boa que, peço o favor aos senhores das obras do túnel das Amoreiras, para se calarem quando eu passar! ahahahah

Agora falando a sério:
Estou muito bem disposta e carreguei as baterias novas que comprei na feira da ladra. Estas têm uma autonomia de 80 horas em conversação e 300 horas em descanso.

Preparem-se para os próximos posts aqui e no meu bebé chamado Coincidências, onde a maluca da minha meia irmã Xobineski Patruska publicou mais uma personagem pseudo-blog-pop!

21 fevereiro 2004

Aviso

É só para avisar que estou muito tonstipada e que não consigo escrever mais. Estou no limite das minhas forças!

O post aqui debaixo ficará exibido até que a gripe me deixe raciocinar de novo.

Quanto às minhas companheiras de Blogue, estão todas de férias algures sei lá onde...

Se nada for publicado até Quarta-feira, é sinal que a gripe me ceifou a vida em pleno auge criativo! Aproveito ainda para informar que a minha vasta fortuna (os meus trezentos e tal livros) são deixados aos meus gatos, com a indicação que a "Divina Comédia" de Dante foi prometida ao Serafim, há três anos atrás. Por favor não deixem a Cleópatra ficar com ele!

Entretanto, deixo-vos o post sobre a eutanásia com a indicação que é uma história verídica!

Espera por mim, Amor...

Fizeram trinta anos de casados, em Março. O João ofereceu à Alice uma rosa vermelha que comprou numa sex shop, daquelas que as pétalas são umas cuecas fio dental. Juntou-lhe um cartão e escreveu: “Para a mulher da minha vida! Que as nossas almas se mantenham juntas e o nosso casamento continue uma maravilhosa noite de núpcias por mais trinta anos!”. A Alice abriu a prenda em frente aos amigos e corou. Enfim, aos cinquenta anos ainda corava quando se falava de sexo em frente aos filhos. Estava feliz. Foram sete anos de namoro e trinta de casamento com um homem maravilhoso.

O último dos três filhos casara em Janeiro e, realmente, o João tinha razão. As suas noites pareciam núpcias. Corriam todos os cantos da casa, inventavam posições, amavam-se depressa, devagar, assim-assim… como se tivessem vinte anos de novo. E não tinham? Voltou a corar, ao recordar-se que aquela mesa, onde todos jantavam, tinha sido usada nessa manhã para outros fins.

Eram pobres, mas eram muito felizes. O João e a Alice pertenciam ao restrito grupo das pessoas brindadas com o Amor. Os três filhos eram a prova disso. O Amor vivia naquela casa e aquecia os corações que lá entrassem. No entanto, a vida é madrasta e prega-nos partidas que não esperamos, talvez porque a felicidade seja um sentimento temporário ou talvez porque a vida seja mesmo assim! Aproveitar ao máximo os bons momentos e recordá-los nos maus é a única coisa que podemos esperar da vida.

Duas semanas depois da comemoração do aniversário, o João foi ao médico. Queixava-se há uns dias duma comichão na garganta, doía-lhe quando engolia e a voz saía rouca. Foi ao médico e fez análises e exames. Tinha um cancro na garganta! Combinaram lutar juntos contra a doença. Haviam de ultrapassar mais aquele obstáculo! O João insistia em viver!

Passaram seis meses e, finalmente, o João foi operado. A doença alastrara, os medicamentos não travaram o cancro e na operação tiraram-lhe as cordas vocais. Deixou de falar e escrevia o que tinha para dizer. Entretanto a Alice pediu baixa no trabalho para assistir o marido. Os dias transformaram-se em pesadelos. O João gemia vinte e quatro horas seguidas e só parava para vomitar. Não conseguia engolir nada, pois vomitava logo de seguida. A Alice emagreceu dez quilos nestes dois meses de agonia. Lavava três máquinas de roupa por dia, cheias de lençóis e toalhas que empapavam a bílis que o João vomitava.

O João foi novamente operado. Desta vez ao estômago! O médico deu-lhe seis meses de vida. Até lá, deveria permanecer em casa, pois não existem vagas nos hospitais para doentes terminais. Quanto a lares… em Portugal não se criam lares para este tipo de doentes, saem caros e o governo tem de poupar para comprar BMW para os gestores públicos.

Felizmente, conta a Alice aliviada, morreu passados três meses. Rebentou-lhe o fígado e morreu. A Alice conta-me esta história com um ar misto de dor e alivio. Diz que hoje, passados quatro meses da morte do João, as paredes e o tecto ainda cheiram a bílis. Ainda ouve o marido gemer no silêncio da casa e recorda com mágoa os gemidos que ele dava, o olhar de dor com que ele a fixava, como se lhe pedisse para o ajudar. Como se lhe dissesse: “Alice mata-me agora!”

Em Portugal não existem doentes terminais. Os números não correspondem à realidade. Morre-se em casa com a assistência básica e vive-se com a ajuda da família e dos amigos. A eutanásia é proibida tal como o aborto. Uma vida é uma vida e … os números não reflectem a dor de quem aguarda que a morte chegue depressa e misericordiosa.

Em Portugal, somos todos, cínica e hipocritamente, bons cristãos e escondemos debaixo do tapete a porcaria que não queremos que se veja. O João morreu como morrem muitos portugueses, a agonizar na cama. Explodiu-lhe o fígado ao fim de três meses da última operação! "Felizmente!" Diz a Alice lavada em lágrimas. E acrescenta numa voz baixa de quem tenta esquecer o último ano de dor: “Espera por mim, Amor!”

20 fevereiro 2004

bloco de notas da melancia...

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" Incomoda-nos mais e dói mais ver os defeitos daqueles de quem gostamos. Se uma pessoa nos é inteiramente indiferente, os defeitos dela não nos incomodam tanto, não é? Mas quando se trata das nossas próprias mazelas - que são nossas, do país de que nós gostamos, a que nós pertencemos, em que nós estamos profundamente entranhados , numa cultura que é de facto a nossa e tendo nós, como temos, praticamente já novecentos anos de História - tudo isso magoa profundamente e eu gostava que não existisse."

(Mário de Carvalho em entrevista hoje no DNA - Diário da Notícias )

Uma entrevista a ler ... (se calhar "era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto ")

uma frase para hoje...

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Não somos um aglomerado de barro e o que é decisivo não é aquilo que de nós fizeram, mas o que nós fazemos com o que fizeram de nós.

(Jean Paul Sartre )