.
Ouvi dizer que a Câmara Municipal de Lisboa está a preparar uma candidatura do fado a património da humanidade.
Vão enviar um dossier à Unesco e têm esperança de conseguir o reconhecimento da nossa “ canção nacional “ como património a preservar.
Gostei tanto que tenho já umas quantas propostas a dar a quem trata destas coisas.Podíamos apresentar candidatura para o “cozido à portuguesa “, “jaquinzinhos fritos com arroz de tomate “, o “ vira do Minho”, a praia do “portinho da Arrábida “ , O “cozido nas furnas “ da Ilha de São Miguel ( muito gosto eu da nossa gastronomia ). Ai que já me esquecia das “sardinhas assadas com salada de pimentos “.
E que me dizem do “fandango” tão bem dançado pelo Ribatejo ou do “corridinho à algarvia” ???
E traje tradicional das mulheres da Nazaré, com as suas sete saias???
E já agora porque não o “mercado mensal em Azeitão”. E o galão, sim o galão, o nosso tão apreciado café com leite que os turista bebem a jorros?? E as farturas , sim as fofas farturas de feira???
Espero ter contribuído para que muitos dos nossos prazeres venham a ser reconhecidos por esse mundo fora…
02 fevereiro 2004
choveram cadeiras em Guimarães...
.
E eu tenho que concluir que não percebo nada de futebol. Ainda a semana passada após a morte do jogador do Benfica vi manifestações de pesar e de solidariedade de todos os quadrantes, desde o Porto ao Farense e eis que esta semana desata tudo à pancada após o jogo de ontem no estádio do Guimarães.
Dentro do campo os jogadores já haviam dado o exemplo aos seu adeptos. Assim que o jogo começou instalou-se a violência no relvado.
Fui ingénua ao pensar que afinal podia haver paz neste universo tão peculiar??
Ou as manifestações de pesar foram lágrimas de crocodilo??
Se calhar foi só para aparecerem nas televisões e jornais.
O estádio do V. de Guimarães é um dos estádios do Euro 2004.
E eu tenho que concluir que não percebo nada de futebol. Ainda a semana passada após a morte do jogador do Benfica vi manifestações de pesar e de solidariedade de todos os quadrantes, desde o Porto ao Farense e eis que esta semana desata tudo à pancada após o jogo de ontem no estádio do Guimarães.
Dentro do campo os jogadores já haviam dado o exemplo aos seu adeptos. Assim que o jogo começou instalou-se a violência no relvado.
Fui ingénua ao pensar que afinal podia haver paz neste universo tão peculiar??
Ou as manifestações de pesar foram lágrimas de crocodilo??
Se calhar foi só para aparecerem nas televisões e jornais.
O estádio do V. de Guimarães é um dos estádios do Euro 2004.
01 fevereiro 2004
É amanhã mãe, é amanhã!
Hoje sinto-me como uma criança que vai, amanhã, pela primeira vez à escola! Estou excitada, nervosa, fascinada, curiosa, com medo, divertida, angústiada... Enfim, parece que amanhã é o primeiro dia de aulas!
Deixo-vos com o Laerte e "Los 3 amigos"
Boa semana!
Deixo-vos com o Laerte e "Los 3 amigos"
Boa semana!
Pecado?
.
Pecado é não poder transformar em palavras o prazer de passar a ponta dos meus dedos pela tua pele, ao de leve...
Pecado é não poder transmitir em palavras o sentir dos teus lábios na minha boca...
Pecado é não haver vocabulário no mundo que defina o quanto é bom estar em teus braços e aconchegar-me...
Pecado é não poder descrever como é bom amar-te!
Pecado é não poder transformar em palavras o prazer de passar a ponta dos meus dedos pela tua pele, ao de leve...
Pecado é não poder transmitir em palavras o sentir dos teus lábios na minha boca...
Pecado é não haver vocabulário no mundo que defina o quanto é bom estar em teus braços e aconchegar-me...
Pecado é não poder descrever como é bom amar-te!
31 janeiro 2004
A minha identidade...
...foi descoberta!
Após meses de profundo mistério, de nicknames altamente calóricos... fui fotografada por este Paparazzi, de nome Good Savage!
Assumo! Eu assumo! Chamo-me Maria Madalena Dietrich! Não estão a ver quem é, pois não? Pois, nos meus remotos tempos de juventude, quando o Glamour era o meu nome, as telas de cinema a minha casa, a moda me imitava, os homens desmaiavam com a minha passagem, a minha aparição ofuscava os mais desprevenidos, chamavam-me... Marlene Dietrich!
Hoje, guardo na memória as luzes do estrelato, os amores perfeitos e dedico-me a fazer sorrisos na blogosfera!
I am Marlene Dietrich - The Blogosphere Diva and .... Divã para os casos mais complicados, em que nem o Prozac ajuda...
No entanto, lembro-vos minhas queridas de algo que disse às vossas avós e que elas se esqueceram:
"A man would prefer to come home to an unmade bed and a happy woman than to a neatly made bed and an angry woman."
Que é como quem diz, acima de tudo sejam felizes!
Após meses de profundo mistério, de nicknames altamente calóricos... fui fotografada por este Paparazzi, de nome Good Savage!
Assumo! Eu assumo! Chamo-me Maria Madalena Dietrich! Não estão a ver quem é, pois não? Pois, nos meus remotos tempos de juventude, quando o Glamour era o meu nome, as telas de cinema a minha casa, a moda me imitava, os homens desmaiavam com a minha passagem, a minha aparição ofuscava os mais desprevenidos, chamavam-me... Marlene Dietrich!
Hoje, guardo na memória as luzes do estrelato, os amores perfeitos e dedico-me a fazer sorrisos na blogosfera!
I am Marlene Dietrich - The Blogosphere Diva and .... Divã para os casos mais complicados, em que nem o Prozac ajuda...
No entanto, lembro-vos minhas queridas de algo que disse às vossas avós e que elas se esqueceram:
"A man would prefer to come home to an unmade bed and a happy woman than to a neatly made bed and an angry woman."
Que é como quem diz, acima de tudo sejam felizes!
30 janeiro 2004
palavras para quê...
.
O grupo voltava do funeral. As circunstâncias requeriam rostos a condizer. De súbito o repórter daquele canal português abeira-se do Sr. Secretário de Estado do Desporto e pede-lhe umas palavritas. O homem não se fez rogado e disse qualquer coisa do género: - “ Este jogador era um orgulho para a selecção do seu país, a Turquia. Aqui alguém lhe deve ter dado uma grande cotovelada e o homem acordou e rectificou: desculpem queria dizer a Hungria!.
Coitado foi convidado pelo Benfica para ir ao funeral e nem sabia em que país tinha estado.
As melhoras sr. Secretário de estado.
O grupo voltava do funeral. As circunstâncias requeriam rostos a condizer. De súbito o repórter daquele canal português abeira-se do Sr. Secretário de Estado do Desporto e pede-lhe umas palavritas. O homem não se fez rogado e disse qualquer coisa do género: - “ Este jogador era um orgulho para a selecção do seu país, a Turquia. Aqui alguém lhe deve ter dado uma grande cotovelada e o homem acordou e rectificou: desculpem queria dizer a Hungria!.
Coitado foi convidado pelo Benfica para ir ao funeral e nem sabia em que país tinha estado.
As melhoras sr. Secretário de estado.
Post Anti-Stress
E porque hoje é SEXta-Feira; e porque hoje é o vosso último dia de trabalho e o último de desemprego para mim; e porque a semana vai acabar; e porque as vossas famílias têm saudades vossas; e porque me apetece!..e porque, porque sim!
Este é um post dedicado ao combate ao stress! Usem os comentários e descarreguem as energias negativas que vos atormentam! Vamos lá a libertar as frustrações neste post! Quero-vos ao final do dia alegres e bem-dispostos! Afinal hoje é Sexta-Feira!
Força!
Este é um post dedicado ao combate ao stress! Usem os comentários e descarreguem as energias negativas que vos atormentam! Vamos lá a libertar as frustrações neste post! Quero-vos ao final do dia alegres e bem-dispostos! Afinal hoje é Sexta-Feira!
Força!
O Desporto Radical de Dar Banho a um Gato
Meu amigo, desejo, com toda a sinceridade, que o seu internamento no Hospital tenha corrido bem, após a prática da última aula (Desporto Radical de Medicar um Gato).
Agora, que está praticamente bom, podemos passar à segunda lição: Dar Banho a um gato. Recordo-o, mais uma vez, que este é um desporto radical que envolve ferimentos ligeiros, graves ou inclusive a morte do praticante. Mas tenha calma e coragem. A adrenalina proporcionada por um desporto radical vale qualquer coisa na vida.
Em primeiro lugar, aconselhamos vivamente o uso da banheira para banhar a fera. Em segundo lugar, não lhe podemos dizer qual a indumentária mais correcta para este tipo de desportos, uma vez que cada gato tem a sua personalidade própria. Se estivermos perante um felino rebelde, altruísta e maníaco-depressivo, tanto pode ser aconselhado o uso de luvas grossas e bastante forradas, como não usar nada. Por isso, vamos tentar ensinar-lhe o método simples, tendo em consideração a árdua luta psicológica que qualquer desporto radical, envolvendo gatos, engloba.
Respire fundo. Acenda um incenso de Jasmim pela casa. Coloque o concerto para violino de Tchaikovsky a tocar bem alto. Relaxe. Desiniba-se e liberte-se de pensamentos impuros. Qualquer banho de gato é somente uma luta pelo poder da mente. Ganha a personalidade mais forte, a mente mais ágil. O violino já começou a tocar? Repare que o seu gato está relaxado. Repare como ele ouve o som do violino e se deixa seduzir pela melodia. O seu gato, neste momento, sonha que está num lindo jardim, cercado por deliciosos passarinhos que chilreiam. Deixe-o sonhar.
Agora dirija-se, de forma descontraída e relaxada, à casa-de-banho. Coloque no chão uma toalha de banho grande (aconselhamos a medida de cinco vezes maior que o gato). Retire de cima das prateleiras qualquer objecto cortante ou quebrável. Feche a banheira e deixe correr água tépida. Basta encher vinte centímetros de banheira. Entretanto, vista-se com roupa velha e confortável. Prepare-se para a deitar fora, após este banho.
Sente-se na sanita e leia um livro. O seu gato já veio ter consigo, não foi? Esses sacaninhas gostam de nos invadir os momentos de privacidade mais íntima, não é? Pois, pois… Não faça caso. Agora levante-se e puxe o autoclismo. Represente e nunca se esqueça que o segredo da arte dramática está na descontracção do actor, na espontaneidade implícita! O acto de puxar autoclismo e fechar porta da casa-de-banho não deve durar mais que cinco segundos, correndo o risco da fera fugir do seu alcance. Não resultou? Então corra atrás da sua amostra de tigre pela casa. Eu aguardo! Já está? Tenho de lhe dizer que…peço desculpa mas tem de ser… essa ginástica anda muito mal! O seu gato está em muito melhor forma! Corra, mexa-se, salte, deixe-o entre a espada e a parede e apanhe-o! Já está? Pronto…vamos lá então de fera em punho para a casa-de-banho! Tem mais gatos? Bem, nesse caso, eu aguardo que os prenda a todos na casa-de-banho. Nem pense em dar banho a um deles com os outros soltos! Nunca mais os vê…
Está a selva toda fechada na casa-de-banho? Então pegue no gato mais calmo, para servir de exemplo aos outros todos! Esse será o gato teste…o gato cobaia da nossa aula radical!
Pegue nele ao colo, falando-lhe ao ouvido com voz doce e palavras meigas. Ao mesmo tempo faça-lhe festinhas. Diga-lhe: “Vá lá, tem calma. Vou pôr-te bonito, lavadinho. Vais ser o gato mais bonito do mundo”. Note que estas feras condensadas são extremamente vaidosas. Qualquer conversa usando a frase “Vais ser o gato mais bonito do mundo” faz o felino acalmar e repensar a atitude.
Agora coloque-o de quatro, em pé, na banheira. Deixe-o sentir a água a entrar no pêlo. Vá molhando o lombo do animal aos poucos e continue a falar com ele ao som dos violinos do Tchaikovsky. O quê? Parou de tocar? Paciência! Agora não há nada a fazer. Não se larga um gato numa altura destas de forma alguma! Mas que lhe sirva de exemplo! Não o volte a fazer nunca! Continuando…
Massaje-o com o champô especial pêlo fofo. Deixe o champô actuar. Esperamos mais cinco minutos. Já passou! Retire o champô com o chuveiro suave e delicadamente. Prenda bem o gato. Cuidado com as garras nos braços, nos olhos, nas mãos, nas pernas… Já está?
Pegue no gato, esprema-o de forma delicada e coloque-o na toalha. Enrole-o tipo chouriço e faça-lhe festinhas. Entretanto os outros já perceberam que se aproxima o momento deles. Não se preocupe com isso agora. Seque o gatinho muito bem. Neste momento ele é um ser frágil, doce, carente. Aproveite este momento para lhe cortar as unhas, matar eventuais pulgas, etc.
Pode usar os passos anteriores para as próximas feras! Se tiver apenas um gato, desloque-se até ao sofá, acenda a televisão e coloque o gato no seu colo, ainda embrulhado, em posição de bebé. Faça-lhe festinhas e diga-lhe com voz doce e delicada: “Estás com um pêlo lindo, brilhante, sedoso e macio! Cheiras tão bem! És um gatinho lindo!” Ele olha para si com olhos de raiva? Amargurado? Não se incomode, continue a usar estas palavras. Isso passa-lhe!
Se conseguiu terminar esta lição sem quaisquer tipos de ferimentos, considere-se licenciado em Desportos Radicais Felinos. Se, infelizmente, por qualquer motivo alheio à professora, está a ser transportado para a ambulância e vai novamente para o Hospital, tenha calma. Tudo se resolve na vida com calma e … um gato é um gato! Um ser superior e demasiado inteligente para o comum dos humanos!
Agora, que está praticamente bom, podemos passar à segunda lição: Dar Banho a um gato. Recordo-o, mais uma vez, que este é um desporto radical que envolve ferimentos ligeiros, graves ou inclusive a morte do praticante. Mas tenha calma e coragem. A adrenalina proporcionada por um desporto radical vale qualquer coisa na vida.
Em primeiro lugar, aconselhamos vivamente o uso da banheira para banhar a fera. Em segundo lugar, não lhe podemos dizer qual a indumentária mais correcta para este tipo de desportos, uma vez que cada gato tem a sua personalidade própria. Se estivermos perante um felino rebelde, altruísta e maníaco-depressivo, tanto pode ser aconselhado o uso de luvas grossas e bastante forradas, como não usar nada. Por isso, vamos tentar ensinar-lhe o método simples, tendo em consideração a árdua luta psicológica que qualquer desporto radical, envolvendo gatos, engloba.
Respire fundo. Acenda um incenso de Jasmim pela casa. Coloque o concerto para violino de Tchaikovsky a tocar bem alto. Relaxe. Desiniba-se e liberte-se de pensamentos impuros. Qualquer banho de gato é somente uma luta pelo poder da mente. Ganha a personalidade mais forte, a mente mais ágil. O violino já começou a tocar? Repare que o seu gato está relaxado. Repare como ele ouve o som do violino e se deixa seduzir pela melodia. O seu gato, neste momento, sonha que está num lindo jardim, cercado por deliciosos passarinhos que chilreiam. Deixe-o sonhar.
Agora dirija-se, de forma descontraída e relaxada, à casa-de-banho. Coloque no chão uma toalha de banho grande (aconselhamos a medida de cinco vezes maior que o gato). Retire de cima das prateleiras qualquer objecto cortante ou quebrável. Feche a banheira e deixe correr água tépida. Basta encher vinte centímetros de banheira. Entretanto, vista-se com roupa velha e confortável. Prepare-se para a deitar fora, após este banho.
Sente-se na sanita e leia um livro. O seu gato já veio ter consigo, não foi? Esses sacaninhas gostam de nos invadir os momentos de privacidade mais íntima, não é? Pois, pois… Não faça caso. Agora levante-se e puxe o autoclismo. Represente e nunca se esqueça que o segredo da arte dramática está na descontracção do actor, na espontaneidade implícita! O acto de puxar autoclismo e fechar porta da casa-de-banho não deve durar mais que cinco segundos, correndo o risco da fera fugir do seu alcance. Não resultou? Então corra atrás da sua amostra de tigre pela casa. Eu aguardo! Já está? Tenho de lhe dizer que…peço desculpa mas tem de ser… essa ginástica anda muito mal! O seu gato está em muito melhor forma! Corra, mexa-se, salte, deixe-o entre a espada e a parede e apanhe-o! Já está? Pronto…vamos lá então de fera em punho para a casa-de-banho! Tem mais gatos? Bem, nesse caso, eu aguardo que os prenda a todos na casa-de-banho. Nem pense em dar banho a um deles com os outros soltos! Nunca mais os vê…
Está a selva toda fechada na casa-de-banho? Então pegue no gato mais calmo, para servir de exemplo aos outros todos! Esse será o gato teste…o gato cobaia da nossa aula radical!
Pegue nele ao colo, falando-lhe ao ouvido com voz doce e palavras meigas. Ao mesmo tempo faça-lhe festinhas. Diga-lhe: “Vá lá, tem calma. Vou pôr-te bonito, lavadinho. Vais ser o gato mais bonito do mundo”. Note que estas feras condensadas são extremamente vaidosas. Qualquer conversa usando a frase “Vais ser o gato mais bonito do mundo” faz o felino acalmar e repensar a atitude.
Agora coloque-o de quatro, em pé, na banheira. Deixe-o sentir a água a entrar no pêlo. Vá molhando o lombo do animal aos poucos e continue a falar com ele ao som dos violinos do Tchaikovsky. O quê? Parou de tocar? Paciência! Agora não há nada a fazer. Não se larga um gato numa altura destas de forma alguma! Mas que lhe sirva de exemplo! Não o volte a fazer nunca! Continuando…
Massaje-o com o champô especial pêlo fofo. Deixe o champô actuar. Esperamos mais cinco minutos. Já passou! Retire o champô com o chuveiro suave e delicadamente. Prenda bem o gato. Cuidado com as garras nos braços, nos olhos, nas mãos, nas pernas… Já está?
Pegue no gato, esprema-o de forma delicada e coloque-o na toalha. Enrole-o tipo chouriço e faça-lhe festinhas. Entretanto os outros já perceberam que se aproxima o momento deles. Não se preocupe com isso agora. Seque o gatinho muito bem. Neste momento ele é um ser frágil, doce, carente. Aproveite este momento para lhe cortar as unhas, matar eventuais pulgas, etc.
Pode usar os passos anteriores para as próximas feras! Se tiver apenas um gato, desloque-se até ao sofá, acenda a televisão e coloque o gato no seu colo, ainda embrulhado, em posição de bebé. Faça-lhe festinhas e diga-lhe com voz doce e delicada: “Estás com um pêlo lindo, brilhante, sedoso e macio! Cheiras tão bem! És um gatinho lindo!” Ele olha para si com olhos de raiva? Amargurado? Não se incomode, continue a usar estas palavras. Isso passa-lhe!
Se conseguiu terminar esta lição sem quaisquer tipos de ferimentos, considere-se licenciado em Desportos Radicais Felinos. Se, infelizmente, por qualquer motivo alheio à professora, está a ser transportado para a ambulância e vai novamente para o Hospital, tenha calma. Tudo se resolve na vida com calma e … um gato é um gato! Um ser superior e demasiado inteligente para o comum dos humanos!
29 janeiro 2004
Felicidade...
...É poder partilhar contigo aquele momento em que os nossos lábios se tocam, os nossos corpos se unem, o tempo pára e a vida flutua ...
... num acto de Amor...
... num acto de Amor...
28 janeiro 2004
Humor
Adorei esta anedota da Eduarda:
«E sabiam que um erro de interpretação levou Pinto da Costa a comprar seis mil bilhetes para o festival de música Rock in Rio, convencido de que se tratava de uma sessão de apedrejamento público a Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto. A confusão reside na tradução literal de Rock in Rio, que é "pedra no rio". O erro também se deveu ao facto de Pinto da Costa não ter conseguido obter a opinião da sua habitual conselheira para assuntos mediáticos, Maria Elisa, que estava incontactável em Londres, onde exerce actualmente funções de adida de imprensa na embaixada portuguesa. Foi a própria organização do Rock in Rio que percebeu que alguma coisa estava errada quando receberam o telefonema de um funcionário do clube perguntando "quantos calhaus é que cada pessoa pode levar para o recinto". »
Não consigo parar de rir! Eduarda espero que não te importes da anedota emprestada. Eu sou assim, um pouco abusadora...
«E sabiam que um erro de interpretação levou Pinto da Costa a comprar seis mil bilhetes para o festival de música Rock in Rio, convencido de que se tratava de uma sessão de apedrejamento público a Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto. A confusão reside na tradução literal de Rock in Rio, que é "pedra no rio". O erro também se deveu ao facto de Pinto da Costa não ter conseguido obter a opinião da sua habitual conselheira para assuntos mediáticos, Maria Elisa, que estava incontactável em Londres, onde exerce actualmente funções de adida de imprensa na embaixada portuguesa. Foi a própria organização do Rock in Rio que percebeu que alguma coisa estava errada quando receberam o telefonema de um funcionário do clube perguntando "quantos calhaus é que cada pessoa pode levar para o recinto". »
Não consigo parar de rir! Eduarda espero que não te importes da anedota emprestada. Eu sou assim, um pouco abusadora...
Bloco de Notas da "Melancia"
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Não me posso esquecer de deixar o televisor desligado logo à noite. Vão dar directos do funeral do jogador húngaro. Não quero ver. Basta!
Tenho também de não me esquecer de perguntar aqui na redacção se elas sabem por que razão o Sr. Ministro do Trabalho e da Segurança Social foi ao funeral.
E já agora tenho de não me esquecer de dizer à Bananas que a ministra está na Assembleia da República a tentar explicar onde estão os descontos dos funcionários.
Devo também tentar saber se o Sr. Ministro do Trabalho e da Segurança Social irá à Madeira amanhã, 5ª feira, para assistir ao funeral do funcionário do Nacional da Madeira que morreu em circunstâncias semelhantes ao do jogador do Benfica. Morreu quando estava a conversar com colegas e de súbito caíu no chão. Chamava-se Vigílio Brito tinha 44 anos e deixou 3 filhos menores. O funeral será em Câmara de Lobos.
Não me posso esquecer de deixar o televisor desligado logo à noite. Vão dar directos do funeral do jogador húngaro. Não quero ver. Basta!
Tenho também de não me esquecer de perguntar aqui na redacção se elas sabem por que razão o Sr. Ministro do Trabalho e da Segurança Social foi ao funeral.
E já agora tenho de não me esquecer de dizer à Bananas que a ministra está na Assembleia da República a tentar explicar onde estão os descontos dos funcionários.
Devo também tentar saber se o Sr. Ministro do Trabalho e da Segurança Social irá à Madeira amanhã, 5ª feira, para assistir ao funeral do funcionário do Nacional da Madeira que morreu em circunstâncias semelhantes ao do jogador do Benfica. Morreu quando estava a conversar com colegas e de súbito caíu no chão. Chamava-se Vigílio Brito tinha 44 anos e deixou 3 filhos menores. O funeral será em Câmara de Lobos.
o baú da vida...
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O inesperado também pode alterar um dia cinzento, que parecia ter nascido só para me deixar a vida também em tons de cinza. Ligo o rádio e sem perceber como, oiço uma frequência que já não me era quotidiana: O Rádio Clube Português. Havia desaparecido das ondas hertezianas e eu julgava-a morta para sempre. Mas não, ali está de novo e cheia de força. E de espanto em espanto oiço uma canção que fez parte do meu culto pessoal pois juntava um cantor e um poeta que eu muito amava. Eis que oiço de ouvidos encantados a canção ”Cavalo à Solta” . Durante aqueles breves minutos a voz do Fernando Tordo com o vigor que só ele dava às palavras escritas pelo Ary dos Santos: Minha laranja amarga e doce, meu poema... e eu que não cantava há tanto tempo!!!E eu que não ouvia a palavra ternura cantada há tanto tempo!!!
E lá do fundo dos arquivos das minhas emoções eis que me chega aos ouvidos as palavras do poeta naquela voz ( voz não, vozeirão, trovão) que só ele tinha.
Serei tudo o que disserem
Por inveja ou negação:
Cabeçudo dromedário
Fogueira de exibição
Teorema corolário
Poema de mão em mão
Lãzudo publicitário
Malabarista cabrão.
Serei tudo o que quiserem.
Poeta castrado, não!
Voltei a sentir que a vida é um livro que se escreve todos os dias e há capítulos que não dependem só de nós, pois o inesperado aí está. A música os poetas e os cantores daquele tempo ficaram gravados para sempre dentro de muitos de nós.
Obrigada Rádio Clube Português.
O inesperado também pode alterar um dia cinzento, que parecia ter nascido só para me deixar a vida também em tons de cinza. Ligo o rádio e sem perceber como, oiço uma frequência que já não me era quotidiana: O Rádio Clube Português. Havia desaparecido das ondas hertezianas e eu julgava-a morta para sempre. Mas não, ali está de novo e cheia de força. E de espanto em espanto oiço uma canção que fez parte do meu culto pessoal pois juntava um cantor e um poeta que eu muito amava. Eis que oiço de ouvidos encantados a canção ”Cavalo à Solta” . Durante aqueles breves minutos a voz do Fernando Tordo com o vigor que só ele dava às palavras escritas pelo Ary dos Santos: Minha laranja amarga e doce, meu poema... e eu que não cantava há tanto tempo!!!E eu que não ouvia a palavra ternura cantada há tanto tempo!!!
E lá do fundo dos arquivos das minhas emoções eis que me chega aos ouvidos as palavras do poeta naquela voz ( voz não, vozeirão, trovão) que só ele tinha.
Serei tudo o que disserem
Por inveja ou negação:
Cabeçudo dromedário
Fogueira de exibição
Teorema corolário
Poema de mão em mão
Lãzudo publicitário
Malabarista cabrão.
Serei tudo o que quiserem.
Poeta castrado, não!
Voltei a sentir que a vida é um livro que se escreve todos os dias e há capítulos que não dependem só de nós, pois o inesperado aí está. A música os poetas e os cantores daquele tempo ficaram gravados para sempre dentro de muitos de nós.
Obrigada Rádio Clube Português.
Ministério da Justiça - Capítulo II
(versão português popular por Frutó Xocolaty Produções, S.A.)
Afinal a Celeste dos cabelos ripados está na moda. Na moda dos penteados das tias e na moda de fugir à Segurança Social.
Celeste querida, quando for grande vou dizer com orgulho: Sou esta beleza de mulher, graças a esse ícone feminino que um dia se chamou Celeste Cardona!
Afinal a Celeste dos cabelos ripados está na moda. Na moda dos penteados das tias e na moda de fugir à Segurança Social.
Celeste querida, quando for grande vou dizer com orgulho: Sou esta beleza de mulher, graças a esse ícone feminino que um dia se chamou Celeste Cardona!
Ministério da Justiça...
... no banco dos réus!
Agora sim! Agora é que as coisas se começam a compor! Ora, vamos lá ver isto!
O Miinistério da Justiça praticou um crime, condenável com pena de prisão. Agora pergunto eu:
- Vamos prender quem? A Ministra? O governo todo? Os portugueses que os elegeram? As fotocopiadoras? Os edifícios do Ministério? Os seguranças da portaria? A secretária do Sr. Dr.? As lapiseiras e calculadoras que fizeram greve?
Ando intrigada com isto! Prende-se quem, afinal? A Ministra demite-se? O governo faz eleições antecipadas?
Sigo esta novela com a mesma dedicação com que a maioria dos portugueses segue os "Morangos com Açucar"! Mas eu tenho melhores gostos, pois isto sim, é uma novela da vida real... à corrupta e à portuguesa...
Agora sim! Agora é que as coisas se começam a compor! Ora, vamos lá ver isto!
O Miinistério da Justiça praticou um crime, condenável com pena de prisão. Agora pergunto eu:
- Vamos prender quem? A Ministra? O governo todo? Os portugueses que os elegeram? As fotocopiadoras? Os edifícios do Ministério? Os seguranças da portaria? A secretária do Sr. Dr.? As lapiseiras e calculadoras que fizeram greve?
Ando intrigada com isto! Prende-se quem, afinal? A Ministra demite-se? O governo faz eleições antecipadas?
Sigo esta novela com a mesma dedicação com que a maioria dos portugueses segue os "Morangos com Açucar"! Mas eu tenho melhores gostos, pois isto sim, é uma novela da vida real... à corrupta e à portuguesa...
27 janeiro 2004
pensamento de hoje
.
conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado.
(Goethe)
conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado.
(Goethe)
Miklos Fehér II
.
Eu apenas me debruço sobre esta morte para lançar a seguinte questão:
O Sr. Ministro da Saúde veio à televisão falar dos serviços prestados pela ambulância, pelos bombeiros e respectivo Hospital de Guimarães.
Ó Sr. Ministro ainda estou à espera que venha à televisão, também em directo, explicar a morte da Ana Raquel!
Já não se lembra? Eu recordo-o, afinal essa é a minha função! Foi uma morte não filmada de uma menina de 10 anos no Hospital Amadora-Sintra. Ah pois, dentro de um edifício do Estado e pelas mãos de médicos pagos pelo Estado... tudo isto dentro das suas competências!
Não se incomode que eu aguardo sentada!
Não me parece que os portugueses precisem de explicação para uma morte explorada até à exaustão pelos media. Agora a Ana Raquel, Sr. Ministro...a Ana Raquel tinha 10 anos e morreu num hospital público...isso não lhe tira o sono, pois não?
Eu apenas me debruço sobre esta morte para lançar a seguinte questão:
O Sr. Ministro da Saúde veio à televisão falar dos serviços prestados pela ambulância, pelos bombeiros e respectivo Hospital de Guimarães.
Ó Sr. Ministro ainda estou à espera que venha à televisão, também em directo, explicar a morte da Ana Raquel!
Já não se lembra? Eu recordo-o, afinal essa é a minha função! Foi uma morte não filmada de uma menina de 10 anos no Hospital Amadora-Sintra. Ah pois, dentro de um edifício do Estado e pelas mãos de médicos pagos pelo Estado... tudo isto dentro das suas competências!
Não se incomode que eu aguardo sentada!
Não me parece que os portugueses precisem de explicação para uma morte explorada até à exaustão pelos media. Agora a Ana Raquel, Sr. Ministro...a Ana Raquel tinha 10 anos e morreu num hospital público...isso não lhe tira o sono, pois não?
Miklos Fehér
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Chovia em Guimarães no Domingo à noite. Eu não estava a ver o jogo, o futebol não me interessa. Mas à minha volta comentava-se o jogo. De súbito olhei para o televisor e vi um rapaz a sorrir, belo, jovem, de cabelos louros molhados pela chuva. Depois voltou-se de costas, parecia que se queria curvar para a frente, muito lentamente, e sem se voltar caiu para trás em total desamparo, batendo com a cabeça no relvado. Fiquei presa àquela imagem. Já vi muitas encenações da morte no teatro e no cinema, mas nem por isso estou mais preparada para enfrentar a brutalidade do real. Quando vi em directo aquele rapaz, aos 24 anos, dobrar-se, cair, a cabeça a ressaltar no relvado, toda a fragilidade de vida se impôs aos meus olhos. De repente nada mais fazia sentido, o jogo perdeu todo o interesse, até para os adeptos que estavam na sala comigo, nem o jogo nem as rivalidades desportivas importavam.
E assim de repente aquele homem caído na relva passou a existir para mim. Passei a saber que era húngaro, que ia casar com a sua compatriota Adriene e que com o que ganhava em Portugal comprava casas no seu país para alugar a jovens estudantes a preços acessíveis.
Recordarei sempre o sorriso irónico e terrivelmente belo com que Miklos Fehér encarou a morte em Guimarães. Morreu em directo.
Chovia em Guimarães no Domingo à noite. Eu não estava a ver o jogo, o futebol não me interessa. Mas à minha volta comentava-se o jogo. De súbito olhei para o televisor e vi um rapaz a sorrir, belo, jovem, de cabelos louros molhados pela chuva. Depois voltou-se de costas, parecia que se queria curvar para a frente, muito lentamente, e sem se voltar caiu para trás em total desamparo, batendo com a cabeça no relvado. Fiquei presa àquela imagem. Já vi muitas encenações da morte no teatro e no cinema, mas nem por isso estou mais preparada para enfrentar a brutalidade do real. Quando vi em directo aquele rapaz, aos 24 anos, dobrar-se, cair, a cabeça a ressaltar no relvado, toda a fragilidade de vida se impôs aos meus olhos. De repente nada mais fazia sentido, o jogo perdeu todo o interesse, até para os adeptos que estavam na sala comigo, nem o jogo nem as rivalidades desportivas importavam.
E assim de repente aquele homem caído na relva passou a existir para mim. Passei a saber que era húngaro, que ia casar com a sua compatriota Adriene e que com o que ganhava em Portugal comprava casas no seu país para alugar a jovens estudantes a preços acessíveis.
Recordarei sempre o sorriso irónico e terrivelmente belo com que Miklos Fehér encarou a morte em Guimarães. Morreu em directo.
25 janeiro 2004
Alma de Mulher
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Luísa entrou, dirigiu-se ao balcão e disse: “Tenho consulta marcada com o Dr. Edmundo. Sou Luísa Gomes!” A menina do consultório confirmou o nome na agenda e pediu-lhe para aguardar sentada. Informou-a que as consultas estavam atrasadas.
Atravessou a sala de espera com bambolear de mulher bonita e segura de si e sentou-se. Cruzou as pernas e avaliou os restantes companheiros de espera. Todos a olhavam e, possivelmente, todos se interrogavam sobre o que estaria uma mulher jovem, elegante e bonita a fazer numa consulta de psiquiatria.
“Nem tudo o que parece é!” Pensou Luísa, soltando um sorriso de sarcasmo. “Nem tudo o que parece, é …!” Ali estava um metro e oitenta de mulher bonita, silhueta frágil, olhar vago mas inteligente, na sala de espera do Dr. Edmundo. Poderia ter seguido a carreira de modelo, não fosse… não fosse a vida ter-lhe feito sentir na pele que… nem tudo o que parece, é!
As esperas sempre a deixaram nervosa. As esperas são terríveis, pois fazem-nos pensar demasiado! Perdemos tempo à espera do que quer que seja e perdemos tempo de vida, esperando! Este tipo de pensamentos, antes da conversa com o psiquiatra, eram os piores, sobretudo porque a levavam a entrar na realidade sozinha. Nestas alturas, estremecia da cabeça aos pés, quando a realidade lhe invadia os pensamentos como um prego espetado na parede demasiado depressa, como uma flecha certeira no alvo.
Luísa avançou no pensamento e entrou na realidade sozinha. Lembrou-se que esta era a décima consulta com o psiquiatra e resolveu ponderar a sua evolução. Pensou nas conversas que já tinham tido, nos medos que já tinham explorado, nos sonhos que tinha revelado. Tudo se resumia numa coisa, numa só frase: Ser mulher! Era o maior sonho e, também, o maior pesadelo de Luísa!
Concluiu que, em dez horas de terapia, ainda não tinha conseguido explicar ao médico porque queria ser mulher. Talvez isto fosse o início de tudo! No entanto, é difícil explicar a um homem os motivos que levam outro a querer ser mulher. Mas… e se mudasse para uma médica, seria mais fácil? Entenderá uma mulher, que sofre na pele a discriminação sexual desde que nasceu, o que leva um homem a optar pelo sexo “fraco”? Decididamente, não! São mais compreensíveis, mais abertas, mas não!
Poderá haver uma explicação lógica para tudo na vida? …Para todas as opções que tomamos? O Jaime decidiu ser mulher, porque desde que nasceu sempre se sentiu como tal! Desde que se lembra de existir, sempre houve uma Luísa dentro de si, em cada pensamento, em cada gesto, em cada palavra! Ser mulher num corpo de homem é o pior castigo que Deus nos pode dar! Sofrer duplamente na pele a discriminação social e sexual é a pior de todas as dores!
Ser o que não se é, mas é… ser o que se é por dentro e ser o que se é por fora… sem se querer ser… e, sobretudo, querer ser o que se quer, independentemente dos outros…é muito cruel! É difícil!
“Talvez a solução para isto tudo não esteja no médico! Talvez nem esteja escrita em lado nenhum, nem hajam palavras em nenhum vocabulário no mundo para o descrever! Talvez esteja em mim, dentro do meu coração, do meu Ser e no amor que tenho à vida, a mim própria! Sim, é isso! Ninguém me aceita, enquanto eu própria não me aceitar como mulher! Enquanto eu não for feliz!”
Levantou-se, atravessou a sala e dirigiu-se ao balcão. Disse à menina com um sorriso de alívio na cara: “Informe o Dr., por favor, que não posso esperar! Estou atrasada para viver!”
Saiu e, quando a porta se fechou atrás de si, pensou: “Ser mulher é isto! É uma prenda envenenada e doce! Ser mulher é carregar no corpo a origem da vida, mesmo que seja só a própria! Ser mulher é ser feliz, por viver e deixar viver!”
Luísa entrou, dirigiu-se ao balcão e disse: “Tenho consulta marcada com o Dr. Edmundo. Sou Luísa Gomes!” A menina do consultório confirmou o nome na agenda e pediu-lhe para aguardar sentada. Informou-a que as consultas estavam atrasadas.
Atravessou a sala de espera com bambolear de mulher bonita e segura de si e sentou-se. Cruzou as pernas e avaliou os restantes companheiros de espera. Todos a olhavam e, possivelmente, todos se interrogavam sobre o que estaria uma mulher jovem, elegante e bonita a fazer numa consulta de psiquiatria.
“Nem tudo o que parece é!” Pensou Luísa, soltando um sorriso de sarcasmo. “Nem tudo o que parece, é …!” Ali estava um metro e oitenta de mulher bonita, silhueta frágil, olhar vago mas inteligente, na sala de espera do Dr. Edmundo. Poderia ter seguido a carreira de modelo, não fosse… não fosse a vida ter-lhe feito sentir na pele que… nem tudo o que parece, é!
As esperas sempre a deixaram nervosa. As esperas são terríveis, pois fazem-nos pensar demasiado! Perdemos tempo à espera do que quer que seja e perdemos tempo de vida, esperando! Este tipo de pensamentos, antes da conversa com o psiquiatra, eram os piores, sobretudo porque a levavam a entrar na realidade sozinha. Nestas alturas, estremecia da cabeça aos pés, quando a realidade lhe invadia os pensamentos como um prego espetado na parede demasiado depressa, como uma flecha certeira no alvo.
Luísa avançou no pensamento e entrou na realidade sozinha. Lembrou-se que esta era a décima consulta com o psiquiatra e resolveu ponderar a sua evolução. Pensou nas conversas que já tinham tido, nos medos que já tinham explorado, nos sonhos que tinha revelado. Tudo se resumia numa coisa, numa só frase: Ser mulher! Era o maior sonho e, também, o maior pesadelo de Luísa!
Concluiu que, em dez horas de terapia, ainda não tinha conseguido explicar ao médico porque queria ser mulher. Talvez isto fosse o início de tudo! No entanto, é difícil explicar a um homem os motivos que levam outro a querer ser mulher. Mas… e se mudasse para uma médica, seria mais fácil? Entenderá uma mulher, que sofre na pele a discriminação sexual desde que nasceu, o que leva um homem a optar pelo sexo “fraco”? Decididamente, não! São mais compreensíveis, mais abertas, mas não!
Poderá haver uma explicação lógica para tudo na vida? …Para todas as opções que tomamos? O Jaime decidiu ser mulher, porque desde que nasceu sempre se sentiu como tal! Desde que se lembra de existir, sempre houve uma Luísa dentro de si, em cada pensamento, em cada gesto, em cada palavra! Ser mulher num corpo de homem é o pior castigo que Deus nos pode dar! Sofrer duplamente na pele a discriminação social e sexual é a pior de todas as dores!
Ser o que não se é, mas é… ser o que se é por dentro e ser o que se é por fora… sem se querer ser… e, sobretudo, querer ser o que se quer, independentemente dos outros…é muito cruel! É difícil!
“Talvez a solução para isto tudo não esteja no médico! Talvez nem esteja escrita em lado nenhum, nem hajam palavras em nenhum vocabulário no mundo para o descrever! Talvez esteja em mim, dentro do meu coração, do meu Ser e no amor que tenho à vida, a mim própria! Sim, é isso! Ninguém me aceita, enquanto eu própria não me aceitar como mulher! Enquanto eu não for feliz!”
Levantou-se, atravessou a sala e dirigiu-se ao balcão. Disse à menina com um sorriso de alívio na cara: “Informe o Dr., por favor, que não posso esperar! Estou atrasada para viver!”
Saiu e, quando a porta se fechou atrás de si, pensou: “Ser mulher é isto! É uma prenda envenenada e doce! Ser mulher é carregar no corpo a origem da vida, mesmo que seja só a própria! Ser mulher é ser feliz, por viver e deixar viver!”
O que há dentro da mala de Natália Verbeck?
Pergunta o curioso telespectador e o leitor deste blog...
Pois bem, eu digo-vos o que ela tem na mala! O mesmo que qualquer uma de nós!
Ora, desmistifiquemos este irritante anúncio da Evax! A mala da, ainda mais irritante e saltitona, Natália tem:
- Dois Evax fina e Segura com abas;
- Três O.Bs. para as situações mais delicadas;
- As chaves da casa dela, as chaves de casa da mãe, as chaves da casa da melhor amiga e as chaves do carro;
- Uma carteira com:
* Quatro cartões de crédito;
* Dois multibanco;
* Uns trocos para estacionar o carro;
* Uma fotografia do gato, outra do cão, outra da mãe, outra do pai, mais uma para cada irmão e...ahhhh...a fotografia do namorado novo para mostrar às amigas;
* 547 talões de compras e comprovativos de operações no multibanco.
- Um livro de cheques;
- Um batôn castanho, outro batôn rosa e um lip gloss para tornar a boca mais sexy nas alturas de conversas mais sérias;
- Um perfume;
- Um desodorizante;
- Uma embalagem de pastilhas elásticas;
- Uma embalagem de Trifene 200 e outra de Antigrippine;
- Uma escova para o cabelo;
- Dois telemóveis (cada um da sua rede), tendo um deles dois cartões;
- Pasta e escova de dentes, para depois das refeições, mais a indispensável embalagem de fio dental;
- Uns óculos de sol e outros para ler ao perto;
- Base, verniz das unhas, eyeliner e rimmel;
- Uma pinça e uma lima para as emergências;
- E o sempre indispensável pacote de lenços de papel.
É apenas isto que existe dentro da mala da Natália Verbeck! Tanto escândalo e tem uma mala com o mesmo conteúdo de todas nós!
Tsss Tsss
Pois bem, eu digo-vos o que ela tem na mala! O mesmo que qualquer uma de nós!
Ora, desmistifiquemos este irritante anúncio da Evax! A mala da, ainda mais irritante e saltitona, Natália tem:
- Dois Evax fina e Segura com abas;
- Três O.Bs. para as situações mais delicadas;
- As chaves da casa dela, as chaves de casa da mãe, as chaves da casa da melhor amiga e as chaves do carro;
- Uma carteira com:
* Quatro cartões de crédito;
* Dois multibanco;
* Uns trocos para estacionar o carro;
* Uma fotografia do gato, outra do cão, outra da mãe, outra do pai, mais uma para cada irmão e...ahhhh...a fotografia do namorado novo para mostrar às amigas;
* 547 talões de compras e comprovativos de operações no multibanco.
- Um livro de cheques;
- Um batôn castanho, outro batôn rosa e um lip gloss para tornar a boca mais sexy nas alturas de conversas mais sérias;
- Um perfume;
- Um desodorizante;
- Uma embalagem de pastilhas elásticas;
- Uma embalagem de Trifene 200 e outra de Antigrippine;
- Uma escova para o cabelo;
- Dois telemóveis (cada um da sua rede), tendo um deles dois cartões;
- Pasta e escova de dentes, para depois das refeições, mais a indispensável embalagem de fio dental;
- Uns óculos de sol e outros para ler ao perto;
- Base, verniz das unhas, eyeliner e rimmel;
- Uma pinça e uma lima para as emergências;
- E o sempre indispensável pacote de lenços de papel.
É apenas isto que existe dentro da mala da Natália Verbeck! Tanto escândalo e tem uma mala com o mesmo conteúdo de todas nós!
Tsss Tsss
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