27 dezembro 2003

Um último teste de 2003

Bem, andava a investigar a Blogosfera, li a Puta de Vida e descobri este teste sobre almas.

Gostei da minha alma! Aqui vai o resultado:
Carefree
You're just the happy go-lucky type. You might have
your pet peeves, but other than that, you're
mainly calm. Blending in with your
surroundings, you're the type of person who
everyone likes. Usually it's you who cracks
jokes at social gatherings - after all,
laughter is the best medicine. Sometimes you
pretend to be stupid, but in all actuality, you
could be the next Einstein.


What Type of Soul Do You Have ?
brought to you by Quizilla

Inspiração

.
Hoje entendi o motivo porque a minha inspiração está tão depressiva e tão afastada.

É quase Lua Nova...e só para o ano ela volta a brilhar, grande e altiva para me lembrar de ti e para me ajudar a escrever o que sinto neste cantinho fundo que insisto em chamar Coração!

Nota para memória futura nº 17.584,54 3/4

Esqueci-me do número, mas não importa!

Cá vai:

um, dois, três, experiência. Voz off...OFF..O.F.F.
Ahh...ohhh...um-dois-experiência-som SOMMMM

Agora é que vai mesmo:

Como posso eu confiar num homem que se diz Primeiro Ministro, que me reconforta com um discurso rosa-choc e que por trás tem uma lareira falsa? Será, a dita lareira, uma mensagem do inconsciente que prova a mentira das palavras?
Bem, de qualquer modo...fico feliz por me ter lido e ter mudado o tom da base. Ontem estava vermelho. Tão vermelho que parecia uma inglesa agarrada a uma garrafa de gin... ou seria um português agarrado a um garrafão de tinto?

Decorar para lhe transmitir:
Oh Cherne, fofo... conheço uma esteticista que faz milagres com a maquilhagem. O menino que o contacto?

Flor de Cacto

.
"Flor de cacto, flor que se arrancou
À secura do chão.
Era aí o deserto, a pedra dura,
A sede e a solidão.
Sobre a palma de espinhos, triunfante,
Flor, ou coração?"

José Saramago, Provavelmente Alegria

26 dezembro 2003

Agradecimentos

Venho agradecer a todos os meus AMIGOS, por me proporcionarem o melhor Natal de sempre.

Este ano descobri que, melhor que qualquer prenda, é a vossa Amizade.

Melhor que qualquer objecto, são os vossos ombros e colos para chorar e as vossas carícias para me reconfortar.

Obrigada, em especial, à Ana, à Beu, à Dondy, à Ginja e à Melancia.

23 dezembro 2003

Votos da Equipa do Frutó Xocolaty

A Bananas, a Ginja, a Gelatina, a Maçã Assada (ainda no Iraque), a Melancia e a Xocolaty desejam a todos os leitores e a todos os Blogues um Feliz Natal!

Que todas as caras possam ter um sorriso e que todas as casas sejam aquecidas pelo Amor!

Beijinhos,


A equipa
(dias 24 e 25 o Blogue está encerrado)

P.S. - Já me esquecia: Um beijinho muito especial para o Nauta!

Lembras-te?

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Fui buscar-te à cama, beijei-te, ofereci-te a mão e disse-te baixinho ao ouvido: Segue-me. Abandonaste o corpo, seguraste-me na mão e voámos para lá. Para aquele sítio onde o tempo não existe, a vida não tem fim e a dor não tem lugar.

Disse-te:

Desta árvore até ao céu, criei o mais lindo campo de girassóis. O Sol brilha acolá, mas eles alimentam-se daqui, do meu amor por ti. Com o amarelo brilhante da Luz, desenhei as pétalas e com a água desta fonte pintei o céu. O negro dos teus olhos serviu para as sementes das flores. Do verde da minha esperança, nasceram e cresceram estas árvores que nos rodeiam e a erva que pisas.

Com a força do meu amor, reguei este campo de girassóis… para ti. Toma! Aceita-os! Esta é a paisagem do meu amor…por ti!

Não conhecias? Ainda bem, fi-lo agora para ti. Este é o nosso lugar, onde o Amor reina e os amantes passeiam. Aqui vive o meu Amor... por ti!

Anda! Agarra a minha mão. Segue-me… Sentes o vento na cara? Gostas de voar? Este é o meu sonho quando te quero encontrar. Aqui abro os braços, salto e voo e viro e avanço até ao Sol…e volto a descer a rodopiar no ar e sento-me…entre os girassóis. Aqui invento os mais lindos poemas de Amor para ti! Queres ouvir? Está gravado na água que corre na fonte, acolá. Vive na seiva destas flores, que são tuas. Rodopia no vento que nos ajuda a voar. Ouves? Desculpa. Não o consigo escrever. Este é o mais lindo poema de Amor. Toma! É teu!

Anda, desce comigo. Fecha os olhos e cheira os girassóis. Este é o cheiro do meu amor…por ti! Estes girassóis têm o cheiro deste amor que a voz teima em não traduzir, quando te digo: Olá!

Sim, quando te digo olá, o meu corpo aquece, o rosto fica rubro, os olhos batem no chão, o coração salta, o peito estremece e o olá significa… Amo-te!

Anda… quero mostrar-te mais! Por detrás daquele Sol que ilumina este lugar há muito mais. Dá-me a mão! Gostas de voar? Rodopia comigo… não tenhas medo que o meu amor segura-te! Voar é ser livre para amar!

Gostas?

Este é o mar das minhas lágrimas. Não fiques triste! São lágrimas de alegria, por estares aqui. Vamos nadar? Este mar é especial. Aqui podes falar e respirar. Este mar és tu e eu, juntos, aqui.

Toma, a mais bonita concha do nosso mar. Não a abras, nem a leves daqui. Deixa-a viver enquanto houver amor, não só em nós, mas… no mundo.

Tenho de voltar. Queres ficar? Deixo-te no meu amor… por ti! Explora-o, ele é teu! Para voltar, basta pensares na tua cama e acordas lá.

Quem sabe se não me encontras a dormir a teu lado…

Pensamento

.
Se fosses flor,
Queria ser Sol;
Se fosses rio,
Queria ser leito;
Se fosses Gato,
Queria ser Lua;
Se fosses lágrima,
Queria ser consolo;
Se fosses árvore,
Queria ser terra;
Se fosses letra,
Queria ser poema;

Mas és homem
E eu quero ser pensamento!

"View of Cadaques with the Shadow of Mount Pani", Salvador Dali - 1917

Reclamação para o Chefe do Pai Natal

Caro Senhor,

Hoje fui impedida por uma anã tresloucada, que se intitulava de Duende, de tirar uma foto ao colo do Pai Natal.

Como não havia livro de reclamações, venho por este meio apresentar os motivos do meu descontentamento e solicitar resposta a estas simples perguntas:

- Onde está escrito que uma jovem de 30 anos não pode tirar uma fotografia no colo do Pai Natal?

- Onde está determinado que não se pode ter mais que 1,70m para saltar para o colo do Pai Natal?

- Qual o problema de se pesar mais que 60 kg?

- Por ser adulta, não tenho direito em gostar do Pai Natal e querer brincar com as barbas dele?


Agradeço resposta urgente!

Para ti...

Um beijo no fundo de ti...
Obrigada por existires aqui!

22 dezembro 2003

Mademoiselle Elvira

Chamei-lhe D. Elvira. Ela fez um ar autoritário e retorquiu: “Trata-me por Menina Elvira, filha. Todos me conhecem assim. Tempos houveram em que eu era a Mademoiselle Elvira, as portas se abriam e os chapéus se curvavam em vénias quando eu passava. Agora, restam-me as memórias dos tempos em que os homens se amontoavam à porta do meu camarim só para me verem de perto, as flores se tornavam insuportáveis pelos exagerados volumes acumulados e eu apenas pedia à vida banhos de espuma demorados, acompanhados por champagne e uns momentos de solidão na minha casa da Ericeira”.

A Mlle. Elvira foi, em tempos, uma grande bailarina. 40 anos da sua vida foram passados em pontas, o seu corpo era a prova de que a gravidade nada mais é que algo a superar e a vencer. Com ela se comoveram homens e mulheres, quando o seu corpo se dobrava e ondulava num movimento elástico, como que desprovido de qualquer osso, ao som de Tchaikovsky e Mlle. era um lindo e belo cisne que agitava as asas e voava em direcção à liberdade.

Incorporou muitos bailados famosos e todos eles pareciam ter sido planeados para a Mademoiselle dançar. Viajou pelo mundo e pouco se demorou em Portugal. Diz-me que éramos e somos um País retrógrado e que, nos seus tempos, o Ballet não era visto como uma arte. As bailarinas eram etiquetadas como meninas da vida. Coristas, era o que lhes chamavam. “Oh Mon Dieux, c'est triste. Portugal est triste…très triste!”, diz Mlle. Elvira com um toque de tragédia grega na voz, num excelente francês.

Mostrou-me várias fotografias de bailados…todas excelentes, todas testemunhando um corpo que tanto teimou, que conseguiu vencer as leis da gravidade. Lindos pés, excelentes posições…uns braços magros, longos, perfeitos. Seja em pontas, em descanso, ou no ar…Mademoiselle Elvira assumia na perfeição o nome de Diva!

Foi uma vida inteira a lutar…a moldar o corpo, a ir mais além…a dobrar mais um pouco, a saltar ainda mais alto e com mais graça, a experimentar mais expressões, a treinar e treinar dias inteiros. Começou em criança e terminou com 50 anos a vida dedicada à dança…ao Ballet.

Hoje Mlle. Elvira já ultrapassou os oitenta anos há muito, tem menos 25 centímetros de altura. O corpo outrora gracioso e seco, dobrou-se numa corcunda, os ossos não aguentaram a vida de esforço. Mantém o andar gracioso e altivo de Diva, de bailarina, mas os joanetes são visíveis. O corpo esconde a fabulosa Mlle. Elvira que outrora inspirou artistas. Os olhos grandes, redondos e negros lembram-me a Lua e fazem-me pensar o quanto terá vivido “La Mademoiselle”. As mãos que se mexem graciosamente e completam o que a boca conta, levam-me a sonhar com palcos, com passos de Ballet, com aplausos.

Menina Elvira, vive só, mas desenganem-se os que acham que está triste. Diz-me com um olhar profundo e triunfante: Foram muitos, filha. Foram tantos e nenhum deles mereceu a minha companhia, apenas porque o meu único amor se chamou e chama Ballet. Hoje estou aqui, na minha casa junto ao mar e acredita, tenho a vida tão cheia de histórias, tenho tanta emoção, tanta recordação que me sinto plena e rica. A casa partilho-a com as flores, os gatos, os cães e o mar. Dos homens guardo as prendas e as promessas estupidamente proferidas, da vida guardo a glória que Deus me ofereceu.

As dores que sinto no corpo, os ossos que insistem em dar de si, nada são… valem o esforço de ter lutado, ter conseguido ser a melhor, ter atingido a glória. Fui feliz, dançando e estou grata à vida por isso! Sou feliz apenas por ter sido apresentada ao Ballet.

(para a Maria Ana, ma petite grande ballerine)

21 dezembro 2003

Este Amor

.
Este sonho bom…
Que nos embala…
Esta melodia que nos envolve…
O bater das ondas na areia…
O envolver da água em nossos corpos!
Este corpo que te acolhe…
E esses braços que me envolvem…
Esse Sol que nos aquece…
Essa boca que me cala…
Os gritos de Amor…
Que me invadem!
Estas mãos que te percorrem…
E exploram…
E essa boca…
Que me marca…
De amor!
Estes movimentos…
Que esse Oceano cúmplice…
Insiste em perpetrar…
Este prazer que não é dor…
Nem é ser…
Nem estar…

Este prazer que é UNO…
Tu e eu no mar!

(Escrevi-o a pensar em ti e ofereci-o ao Poetry Cafe, para o "Ciclo de Poesia Erótica". No entanto, não resisti...quero que o leias aqui e que saibas que é para ti...uma prenda de Natal!)

Humor


Gato e Gata, Laerte

20 dezembro 2003

Promessas

Seguindo a idéia da Comadre, em 2004 não prometo:
- Ser boazinha;
- Viajar;
- Comprar roupa;
- Mudar de carro;
- Mudar de casa.

Em 2004, eu quero AMAR!

- Não vou amar este ou aquele, vou amar o Mundo, a Vida, a Natureza, o meu semelhante.
- Em 2004 eu vou olhar melhor para quem passa por mim na rua e vou entender a causa por detrás das atitudes que cada um toma.

Em 2004 em vou Amar, Amando!

19 dezembro 2003

Oferta

de Natal para o Cosmicmen


Gato e gata, Laerte

Um bocadinho de humor felino ajudou?

Portugal em segundo lugar na pobreza...

É triste mas é a verdade. Na pobreza, só somos ultrapassados pela Irlanda.
Segundo notícia de hoje um em cada cinco portugueses vive abaixo do limiar de probreza.
Portugal está em segundo lugar a nível europeu, com vinte por cento da população em risco de exclusão social.
São notícias muito tristes nesta época de Natal.
Como podemos sentir o espírito tão característico da época sem pensarmos nestas coisas...?
É que Natal é acima de tudo PAZ e AMOR.

Mas onde não há comida, medicamentos, roupa, brinquedos para os filhos, só para falar destes exemplos, não poderá haver paz. Ficaria feliz se pudesse acreditar que poderá haver amor.

Bom Natal...

18 dezembro 2003

Adeus Princesa

O Helder foi meu colega na escola. Era mais velho, estava uns anos atrasado, mas tinha bom coração. Não tinha cabeça para estudar, mas era amigo dos amigos. Conheceu a Filipa na escola. Ele tinha 18 anos e ela 16. Começaram a namorar e eram o complemento um do outro. Onde estava o Helder, estava a Filipa e tinham aquela cumplicidade, aquela forma de comunicar própria e exclusiva das almas gémeas, onde as palavras de um saem com a mesma clareza na boca do outro.

Com 17 anos, a Filipa engravidou da Inês, deixou a escola e casou com o Helder. “Abortar? Abortar é para as mulheres da vida!”, dizia o pai da Filipa. A minha filha vai casar! O Helder e a Filipa casaram. Como não tinham dinheiro, foram viver para casa dos pais dele. Ambos deixaram os estudos e nenhum deles terminou o ensino secundário.

O Helder começou a trabalhar com o pai na Siderurgia. O pai trabalhava nos fornos e ele, não sei o que fazia ao certo. Sei que tapava buracos, fazia várias coisas para ter dinheiro para a família que apareceu do nada. A Filipa foi trabalhar na linha de montagem de uma fábrica de madeiras, deixava a filha com a sogra e ia trabalhar todos os dias.

A Siderurgia começou nos despedimentos, o pai do Helder veio para casa com uma indemnização, o Helder foi trabalhar como soldador para um estaleiro naval. Fazia reparações nos barcos, dentro dos tanques dos petroleiros. Um trabalho para Homens, com um grande e corajoso “H”. Ganhava-se bem e dava para comprar casa. Aproveitaram as baixas de juros de 1998 e investiram numa casita usada, mas suficiente para os três serem felizes.

Apesar das adversidades da vida, foram felizes. Porque o amor preenche-nos o espaço e abafa a miséria da sobrevivência. O ano passado a Filipa engravidou de novo, teve o Miguel e ao fim de quatro meses, quando voltou ao trabalho, as coisas estavam diferentes. O patrão chegava no Mercedes CLK e gritava com os empregados que a produção era pouca, que as encomendas estavam a falhar, que os impostos eram muitos, que os ordenados eram altos e que as coisas tinham que mudar.

Há seis meses atrás, dois depois de voltar ao trabalho, a Filipa foi convidada a sair. O patrão fez-lhe as contas, indemnizou-a, deu-lhe o papel do Fundo de Desemprego e escreveu: Extinção do posto de trabalho. Mas não fazia mal, a vida havia de se compor de novo, diziam o Helder e a Filipa, sempre prontos a ver a vida de uma forma optimista e alegre.

Hoje vi a Filipa na televisão à porta do Hospital a chorar. Telefonei-lhe e perguntei-lhe o que se passava. Por entre soluços e palavras que custam a sair pela dor da vida, ela disse-me: É o Helder. Fecharam-no lá dentro. Juro-te que, eles não me dizem nada, mas eu sei que morreu.

Então é simples, o Helder que, neste momento era o sustento da mulher e dos dois filhos, era soldador num estaleiro onde um barco ardeu. Ficou fechado no tanque, pois o estaleiro não quer perder um barco. Prefere fechar os empregados vivos lá dentro. Cortar-lhes o oxigénio e encarcerá-los com o fogo.

Mas estas coisas não se dizem. Estas coisas sabem-se e calam-se. Porque o medo de perder o trabalho e de não sustentar a família é maior que o medo de perder a vida!

Filipa, eu tenho a certeza que ele te disse uma última vez: Adeus Princesa! Com aqueles olhos cheios de amor que sempre teve por ti.

Mensagem de Parabéns

ao Sr. Embaixador Jorge Ritto por estar finalmente do lado de cá!

Meu amigo, diga-me, aqui entre nós que ninguém nos ouve..., o nome dos amigos que moveram os lobbies...

Vá lá, não seja assim...Eu tenho umas questões com a D.G.V., sabe....
São uns chatos, essencialmente!

Fale com os seus amigos, por favor, fofo!

Peça-lhes para me devolverem a carta, que eu preciso dela para trabalhar!

Não, não foi crime. Está tudo legal. Foi um problemazito de excesso de velocidade. Mas são uns chatos! Vá lá, dê-me esta prendita de Natal!

Não é nada de pedófilias... não é preciso advogados! É rápido. É tudo informático! Fale com os seus lobbies que eu depois telefono, ok querido?

Ahhh...está sob escuta?

Então falamos no msn. Pode ser? Eu dou-lhe os dados!

Beijinhos para si também!

Cumprimentos às crianças... digo, à família.

17 dezembro 2003

O teu olhar...

Para os que partilham do meu amor pelos gatos, dedico este olhar impressionante:

"Flower Cats", Louis Wain

Impressionante olhar...

Medo por perder a cria? Medo por ser molestada?

O olhar de um gato é sempre um universo de pensamentos puros...

Obrigada Fernando pela dica da "Catland"