10 dezembro 2003

Saúde

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A oposição quer tratar da saúde ao ministro da Saúde.

Hoje na AR estão todos a falar da saúde que não há e dos hospitais que não funcionam.

Estou tão preocupada! O ministro tem aspecto de quem tem pouca saúde. Já repararam na cara dele! Coitado! Será que aguenta esta quarta-feira em pé a responder àqueles malvados todos?
Ó Luis Filipe, filho, mete baixa...

Onde está a maçã???

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Tenho tantas saudades da querida e doce Maçã Assada. Sei que ela foi de romance para as arábias e tenho a impressão que está muito entretida.

Se calhar nem se lembra que é quase Natal neste lado do mundo.

Maçã volta!!! Tenho uma prendinha para ti!!!

Apontamentos da fruta nº 2...

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Não esquecer de falar com a Redação deste Blog no facto de hoje estar tão distraída.

Redação estou a escrever e ainda não deste por isso. Se tiveres que usar um lápis para me corrigir, por favor não uses o azul. Usa o rosa ; gosto tanto.

desabafo...

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Sempre que penso no fenómeno da pedofilia, penso sempre que ele está relacionado com miséria, famílas descompensadas, problemas educacionais, famílias a viverem no limiar da desgraça total.

Basta-me ouvir os dolorosos relatos dos miúdos para ter o pressentimento de que as coisas podem ser piores do que aquilo que vem à luz do dia nas diversas notícias que nos chegam.

Depois abro um jornal e leio coisas deste tipo, como no "Portugal Díário" de hoje:

- " SIS alertou para a pedofilia nos Açores

O abuso sexual de menores é « um dado estrutural da realidade açoriana » refere um relatório, de 2000.

Depois tenho o pressentimento de que há forças que impedem a solução dos diversos problemas, como:
- desemprego;
- planeamento familiar;
- educação;
- ocupação dos tempos livres das crianças e jovens;
- desporto;
- acompanhamento das famílas problemáticas;
- assistência social eficaz ( que não seja só de fachada );
- protecção de crianças e jovens em risco ( onde estão as comissões?)...

E dentro do meu coração, dentro do mais profundo da minha alma, surge um enorme grito de revolta: é que existem famílias que sobrevivem com o dinheiro que as suas crianças arranjam na rua e não perguntam como foi que o arranjaram. Este dinheiro é fundamental para irem aguentando o dia-a-dia pavoroso em que chafurdam.

Meu Deus diz-me que estou sonhando. Diz-me que vou acordar e esquecer este pesadelo.

Ou então Meu Deus, esquece-me e faz algo mais grandioso, mais digno de fé que em ti deposito. Ilumina os políticos, as pessoas que têm responsabilidades sociais, as que são pagas pelo Estado para decidirem sobre a vida de todos nós, dá-lhes inspiração para que de facto desempenhem o papel decisivo na solução dos problemas.

Será possível viver num mundo onde as crianças sejam as nossas crianças???

Aviso

Peço desculpa por esta interrupção alheia à minha vontade, mas tenho que ir ali num instantinho visitar os blogs da vizinhança. Já volto.

Apontamentos da fruta nº 1

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"... comandante indigitado da BT está a ser investigado pela PJ militar."

Não esquecer de averiguar o que é que o homem fez.

Não esquecer ainda de tentar saber porque razão é que o pessoal da BT não o quer.

Humor


Gato e Gata, Laerte

09 dezembro 2003

Nota para memória futura nº 19

Hoje...

Esqueci-me ....

E agora?

Pensa Bananas Sofia, PENSA!

Ahhhhhh!


Hoje a Ginja faz anos!

FELIZ ANIVERSÁRIO À GINJAAAA!

Desisto...

Depois do que restou de mim
ter comido o que restou de ti
e do que restou de ti ainda ter tido forças
para acabar com o último bocadinho de mim...
Rendo-me!

Achas qua ainda há mais alguma coisita para petiscarmos?

XuacK

08 dezembro 2003

Pedes-me uma prova de amor?

Não te posso dar!
O Amor não é um objecto
Que se exiba e se use!

Se o Amor fosse flor,
Seria a Papoila
E quando a colhesses e a levasses,
morreria de tristeza!
Se o Amor fosse elemento,
Seria água, a água que te gerou,
Que te lava, que te alimenta,
A água que há em ti!
Se o Amor de água se tratasse,
Seria um oceano
Que vai e vem quando lhe apetece,
Que te molha e que foge,
Que tu não controlas!
Se o Amor fosse um bicho,
Seria um Tigre,
Grande, forte, supremo,
Que te apaixona, que tu temes,
Que te devora e existe sem ti!
Se o Amor fosse planeta
Seria a Lua,
Que te ilumina no escuro,
Que te atrai e que não se deixa apanhar.
Se o Amor fosse gente,
Seria eu, que te amo,
Apenas porque te amo!

Mas o Amor é um Ser, invisível,
Que tu sentes e não vês!
Que tu não controlas, nem escolhes!
Que existe!
Contigo ou sem ti…

Quanto a mim…
Com o Amor nada me pareço,
Porque dele também sofro.
Porque a mim também me consome e alimenta.

Amo-te enquanto existir o Amor que há em mim
E em ti!

Humor


Gato e Gata, Laerte

07 dezembro 2003

Bem, assim não vale!

Achas bem morderes-me, só por eu te pedir para não me olhares assim?

E agora? Deixas-me assim...com água na boca?

Quero mais!

Amanhã não te vou dar uma dentada!

Amanhã o que resta de mim vai comer o que resta de ti!

E agora? Atreves-te?

XuacK

Re-post Vadio...

Como o pessoal mais chegado
deste blog malfadado
Gostou e sugeriu
o nosso fado vadio!
Repito hoje o post
para quem ainda não o viu!
Para os mais ambientalistas
fica já o conselho
que o fado é sobre os artistas
e que os pássaros
se foram sem norte nem trambelho!
Cá vai o nosso fado
nas barracas criado
Com muito tinto
a pedido do Jacinto!

Humor

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Gato e Gata, Laerte

06 dezembro 2003

Pssssssssssssssssttt

Sim, TU!

Havia de ser quem?

Vês mais alguém aqui?

Chega-te aqui e lê-me com atenção!

A próxima vez que me olhares assim, dou-te uma dentada!

...na orelha!

..esquerda!

XuacK

Humor

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Gato e Gata, Laerte

Deambulando pelos sonhos...

Há alturas, quando viajo nos milhares de pensamentos que os meus neurónios produzem por segundo, dou comigo fixa numa ideia. Paro numa das muitas sugestões de pensamentos do meu cérebro e desenvolvo-a. Confesso que com um certo prazer malévolo ou, como diria a Dondy, de bruxinha!

Imagino-me a renunciar a tudo o que jurei, a dizer não ao comprometimento em não interferir no destino do que quer que seja e de quem quer que seja! Não seria partir do zero, pois não poderia abdicar do que já sei. Digamos que, dentro do meu livre arbítrio, dizia não, um redondo NÃO QUERO!

Então, faria o que bem me desse na telha e iria por ai, armada em Zaratustra do Séc. XXI e a corrigir tudo o que acho mal! Claro que usaria isso em meu proveito próprio e, obviamente, que bens materiais não me faltariam.

Então, nesse sonho, invocaria as forças da natureza e da minha palavra faria trovões, da minha voz sairiam sons graves e imponentes, do vento usaria a velocidade para espalhar a palavra e do dia faria noite e usaria a força da lua nova para transformar. Escolheria um alvo fácil e fraco para brincar. Poderia ser o Cherne, por exemplo.

Dir-lhe-ia com a minha voz de trovoada, que o vento espalharia por todo o lado onde ele estivesse: “Tudo o que fizeres, a ti te será devolvido a triplicar, conforme as leis de x e y que governam a vida. Tudo o que de ti sair, a ti será devolvido a triplicar!” Não estaria a inventar nada, apenas precipitaria os acontecimentos! Anteciparia o destino e mudaria as regras do jogo, a meu proveito!

Depois, continuo a viajar nos tais pensamentos e descubro que a mim também tudo me seria devolvido a triplicar. A diferença está aqui: enquanto a vítima recebe do destino já, eu receberia depois.

Mais adiante no raciocínio, sinto-me mal e penso: “Não! Eu não posso fazer isto! Não sou eu que decido!”…Depois continuo a lógica e sinto-me culpada apenas por pensar, por imaginar, porque nos pensamentos também há magia, mais que nas palavras e nos actos. Sinto-me mal por recuar, por imaginar as hipóteses erradas, quando deveria trabalhar e trabalhar intensamente para construir algo melhor e para explicar, a quem não sabe distinguir o sonho da realidade, que é errado intervir.

Então lembro-me destas palavras que li um dia aqui:

Guerreiro da Luz

«Todo o guerreiro da luz já teve medo de entrar em combate.
Todo o guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado.
Todo o guerreiro da luz já trilhou um caminho que não era o dele.
Todo o guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importância.
Todo o guerreiro da luz já achou que não era guerreiro da luz.
Todo o guerreiro da luz já falhou nas suas obrigações espirituais.
Todo o guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer não.
Todo o guerreiro da luz já feriu alguém que amava.

Por isso é um guerreiro da luz; porque passou por tudo isso, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.»

Paulo Coelho – Manual do Guerreiro da Luz

No final chego à conclusão que não estou errada, que não devo ter medo. Pois todos nós devemos olhar para trás no caminho da vida, pois todos nós devemos sempre reflectir no caminho que pretendemos seguir.

Nem sempre ir em frente é o caminho certo, tal como nem sempre avançar sem questionar é seguro!

E se eu ...

...fosse um (a) líder, quem seria?

O GHANDI, pois está claro!



Mas, confesso que fiquei com muito medo de ser um Bush ou um Cherne! Pronto, agora tenho mais esperança em mim!

05 dezembro 2003

O Vôo das Aves

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Alberto, o Desalinhado vestiu o seu melhor fato, sacudiu-lhe o pó, alisou o cabelo e ajeitou o bigode. Subiu a calçada de andar gingão, olhar maroto e pensamentos até mais não...

Dobrou a esquina, entrou na Tasca do Xico e pediu um copo de três, se faz favor!

João das Boinas já lá estava. É sempre o primeiro a chegar à Tasca, perdão...ao emprego.

Alberto e João, colegas de profissão ou, se preferirem, profissionais do "Galão" na Tasca do Xico das Febras, aliviaram o bicho com dois penaltis de tinto maduro, reserva do Xico, da boa...da de Palmela. Vamos indo? Falou João das Boinas, nervoso. Tá na hora...

Após ordenarem ao Xico para juntar a despesa à conta dos últimos dez anos saem da Tasca. Andar gingão, palpites de macho às gajas que passam. Lá vão os colegas a caminho da igreja!

Hoje é dia de festa! A Maria Coxa casa-se com o Manel Xibo. Dia de festa grossa!

Cinquenta gajas boas à frente está a Igreja! Uii.... estão cá todos, exclama esta vossa humilde e nada omnipresente narradora.

À porta da Igreja está o Carlitos da Bica, o Xico das Naifas, a Tóina Branca e a Tóina Preta (para os invejosos que me acusem de racismo, reformulo: a Tónia Castanha Clara e a Tóina Castanha Escura), a Tóina do Xico das Febras, a Jacinta Ratinha, o Zé das Couves, o Zé dos Finos, a Comadre Jesuína e o Rui das Neves. O casamento será realizado pelo padre da Paróquia e amigo cá do pessoal, Padre Augusto. Grande conviva lá da Tasca do Xico das Febras, amigo da boa colheita de Palmela e de uma batotazita no final da noite.

O noivo, Manel Xibo, pulula (permitam-me as palavras de sete tostões, pois a cerimónia assim o merece)...dizia eu, pulula de nervosismo por entre os convidados.

O padre abre a porta da igreja e entra o Povo sereno e ordeiro, pois na casa de Deus não há lugar para confusões.

No altar, o noivo mais o padre e os padrinhos. O Zé Cangalheiro e a Rosa Coxa (irmã da noiva), padrinhos da noiva e a Judite Zarolha e o Aníbal da Judite, padrinhos do noivo. Comadre Jesuína, beata de profissão e D.J. de serviço, coloca o disco da Avé Maria, como a cerimónia o exige.

Entra a noiva, acompanhada pelo Márinho das Docas, patrão do noivo e empresário de sucesso muito respeitado lá para o lado do Casal dos Antónios. Lá vai a noiva, caminhando lentamente até ao altal, no meio do mais puro cheiro de naftalina que aquela paróquia alguma vez testemunhou. O Manel Xibo sua que nem um perdido. Não é razão para menos, digo-vos eu que sou a narradora e percebo destas coisas, pois a Maria Coxa obrigou-o a dar o nó com uma pinta do caraças!

Começa o padre o casório e a dizer aquelas coisas próprias destas alturas. O pessoal levanta-se, o pessoal senta-se, o pessoal levanta-se, benze-se, ora e senta-se, o pessoal levanta-se e senta-se, o pessoal levanta-se, benze-se, ora e senta-se... terminados estes exercícios de ginástica cristã, os noivos beijam-se. Zé dos Finos, fotógrafo de serviço, grava os momentos mágicos da celebração para mais tarde recordar.

Sai o Povo da Igreja, atira-se o arroz, beijam-se os noivos, fotografa-se o grupo com o padre também no retrato e lá vão todos para a festa!

Para que serve um casório, se não houver festa onde o Povo coma, beba e dance?

Juntou-se o Povo, no quintal da barraca do Marinho das Docas, e aí se fez a maior festa alguma vez vista no Casal dos Antónios, o maior e mais formoso Bairro de Barracas de Lisboa.

Os petiscos da Amélia do Márinho, mais a produção de vinho do Xico das Febras ( a tal de Palmela) e mais os bagaços do Rui das Neves (grande produção made in Damaia), mais os tangos, as valsas, as salsas, as modas lá da terra e o bom do faducho (cantado pelo Rouxinol, nome de guerra do Carlitos da Bica a acompanhar na viola pelos três estarolas, respectivamente Padre Augusto, Beto Desalinhado e João das Boinas).

Estava a festa animada com o Povo bem comido, bebido e dançado, quando entra a polícia a gritar e a mandar o pessoal encostar e a festa terminar.

Ora, o Povo arreliou-se, o sossego acabou-se e gerou-se a confusão. Houve estalada, pontapé, calduço e safanão. Salta a Tóina Preta para o baile e grita para a multidão: Que falta de respeito pelos noivos e pelo fadista de coração! Mal educados os bófias! Ora não sabem eles que quando se canta o fado ninguém pia? Já dizia a minha avó Maria!

Vai daí, um dos polícias excitado, saca da arma e dispara, acertando nos enfeites do Márinho que caem em cima da Tóina Branca, que desmaia.

Ora começa de novo a confusão com o Povo ao pontapé e à estalada, mais garrafas e copos a voarem e os polícias a gritarem que o Povo do Casal dos Antónios precisa de uma lição! ...e a Tóina desmaiada!

Acorda a Tóina alvoraçada e sai a gritar, para o bairro ajudar: Acudam que nos querem matar!!!!

Vai o Povo dos Antónios, junta-se ao Povo do casório e multiplica-se a confusão!

Socorrooooo! Grita a Tóina. A trolitada na cabeça deixou-a desvairada!

São mais de duzentos no quintal da barraca do Márinho, uns polícias, outros Povo, todos à estalada e ao calduço! Eis que se ouve na confusão uma voz fininha que grita: Larga-me a breguilha, cabrão!

Cala-se o Povo e a bófia e do silêncio se fez indignação. Haverá pedófilo na freguesia? Mata-se já o bicho que é uma alegria!

Já o Márinho das Docas, atracado à Comadre Jesuína, fugia, carregado com a mercadoria e gritando: a mim não me apanham, não!

Diz o Padre já cansado de tamanha confusão: Então que se passa? Somos homens ou não?

Pede o chefe da polícia a palavra para falar:
- Não sou doutor nem letrado, não tenho curso nem mestrado, mas peço a palavra para explicar a situação!Enganámo-nos na casa e, por isso, peço perdão!

Fica o povo excitado e começa desvairado a correr com a bófia do barracão!

Fica o povo arreliado lembrando-se do pedófilo a quem chamaram cabrão! Descobre-se a Amélia, cuja breguilha estava o Xico das Naifas preso, pela mão. Fugiu-lhe o homem com a outra, mas não faz mal! O Xico é mais brincalhão!

Vai o padre, já corado, pede respeito pelo homem casado que fugiu com outra pela mão!

Zanga-se o povo já bebido pelo tinto bem servido e mais o bagaço do das Neves. Gera-se, de novo a confusão. Há estalada que ferve e salta a narradora farta desta trama sem fim, nem solução:

-Oh que raios, que fado, digo-vos eu Povo irado! Já não posso com a situação e parti uma unha desta mão!

-Voem os pássaros para longe, alinhe-se o Alberto Desalinhado, tira a bóina óh João!

- Acaba-se já a história do casório neste bairro malfadado e dado à confusão!

04 dezembro 2003

Nota para memória futura nº 18

Ontem telefonei ao Papa, conforme tinha anotado.
Pedi-lhe para mexer uns lobbies por nós, na Europa.

Ele disse-me um segredo que eu tenho de guardar para sempre nas minhas notas:
Deus morreu e só o Cherne ainda não entendeu!