16 novembro 2003

Andava eu, outra vez, nas minhas viagens pela Blogosfera quando vi um testezito que não resisti a fazer.

E cá está:

A verdadeira personalidade da Xocolaty. Se eu fosse um Deus grego seria a linda e brilhante Athena, mãe e guardiã da cidade de Atenas.

Athena
Athena


?? Which Of The Greek Gods Are You ??
brought to you by Quizilla

Estou de facto, deveras, estonteantemente... maravilhada!!!

Mensagem

"Se as coisas são feitas para serem usadas
E as pessoas para serem amadas, porque amamos
as coisas e usamos as pessoas?"

Autor Desconhecido

Amor

Hoje pedi à Lua que me ajudasse a encontrar-te.
Fico satisfeita por saber que és feliz, sem mim!
O meu Amor transcende o físico e a posse,
o meu Amor é simplesmente ser feliz quando és feliz!

15 novembro 2003

E agora aperto o quê?

Esta noite, no âmbito da "Operação Magusto", a G.N.R. e a P.S.P. apreenderam 32 viaturas pela falta de seguro.

É caso para perguntar:

- Sr. Primeiro Ministro já não tenho cinto! E agora aperto o quê?

Mais opiniões

Andava por ai a navegar, pela cada vez maior Blogosfera, quando dou de caras com a Nova Frente .

Gostei da ideia da SPortugal. Compramos acções da nova sociedade.

Tudo em prol dum país 100% privatizado e capitalizado!

Opiniões, todos as temos

Ontem fui acusada, por um grande crítico social e literário de ser demasiado poética e pouco realista.
Pedi-lhe para exemplificar e ele não quis. Teve medo das contra-argumentações. Eu sei que sou uma mestra na contra-argumentação e que os críticos, que o são por berço, sentem-se intimidados quando lhes pedimos provas, factos.

Mas fiquei a pensar na crítica. Porque uma crítica é uma crítica e deve ser sempre levada a sério, independentemente da boca por onde sai. Sonhei inclusive com o assunto. Fiz um exercício que uso há muito. Adormeci com uma frase que resume o problema. Sonhei com as várias perspectivas da situação e acordei com a única solução que foi cientificamente provada em sonhos.

Analisemos então a situação. Escrevo de dor e a vida não é só dor. Não apresento soluções para os casos que revelo. Deixo a conversa a meio? Não! Então porque não nomeio as situações? Na semana passada fiz um teste que a Bomba Inteligente publicou. A ideia era ver qual a minha tendência política. Coisa que sempre me deixou curiosa, pois não tenho partido, não consigo simpatizar com um único político e voto pelo direito que me é constitucionalmente garantido, pela ideia que ao menos este ainda me deixam exercer.

Juntei as peças do puzzle e, meu caro crítico, cheguei às seguintes conclusões:

Estou na linha da esquerda pacifista, denominada liberal. Para teres uma ideia, naquelas coordenadas estão dois Senhores muito importantes para a História do Mundo, o Dalai Lama e o Gandhi. Não me parece que eles, alguma vez, tenham sido agressivos. Muito pelo contrário, sempre defenderam o entendimento dos povos e a Paz. Pagaram-no caro com críticas como essa e com piores. Não me comparo a nenhum deles, porque não posso. São monstros da política espiritual. São Guias e não Líderes. É esta a questão!

O meu discurso foi-me ensinado pelo meu Mestre. Não interessam nomes. Interessam factos. Sabes que ele nunca me respondeu a uma pergunta que lhe tenha colocado? Sabes então explicar-me como aprendi? Ele lançou-me as várias hipóteses e deixou-me escolhê-las, orientando-me e dando-me conselhos. Escolhi as respostas correctas para mim, visto não haver uma verdade absoluta. Um Guia é um orientador e não um ditador.

Meu querido crítico, indo mais além no discernimento das tuas palavras e da pessoa que és, concordo contigo. Porque do teu lugar ao Sol, muito bem plantado, é-te difícil ver todas as faces da moeda. Aliás, concordemos que dá trabalho. Pegar na moeda, virá-la e enfrentar o desconhecido como algo bom, como mais uma coisa que se pode aprender. É mau!

Mas para quem nasceu para aprender, tudo é bom, incluindo a tua ausência. Essa foi excelente. Graças a ti, aprendi a andar e a pensar sozinha. Cada vez que escrevo um texto, cada vez que quero transmitir uma ideia, faço-o com o coração e deixo o leitor interpretar da forma que entender. Cada um usa a verdade que melhor lhe servir e só não vê quem não quer!

Por isso, meu querido crítico, muito obrigada pela tua deixa. É sempre bom ouvir as opiniões dos outros. Elas abrem-nos novos horizontes e podemos sempre aprender com elas! Sempre! Não te dou conselhos, porque também aprendi, há muito, que não os queres seguir! É difícil desistir das ideias pre-concebidas pelo método da experimentação. É mais fácil e prático transformá-las em Dogmas. Se me permites, tu és um grande Dogma!

Beijos para ti. Ahhh, é verdade, para a próxima publica o comentário. Pois este é um Blog democrático onde cada um é livre de ter a sua opinião e a tua completa-nos.

14 novembro 2003

Coisas da vida...

Ontem fui ao funeral do pai de uma amiga, que já não via há muito.
Perdemos o contacto devido às circunstâncias da vida.
Não me sai da cabeça a cara de espanto dela, ao ver-me.
Também não me sai da cabeça esta frase:

Amigos são aqueles que estão presentes quando precisamos, sem os chamarmos.

E acreditem, chorei pela dor dela, como se nunca tivessemos parado de nos falar!

...Magia...

O Poeta é um Mago
Que, com a caneta,
Traça Magia numa folha de papel...

E apaixona quem o lê!

O Pintor é um Mago
Que, numa tela, cria símbolos
E elege cores que hipnotizam...

E encanta quem o vê!

O Escultor é um Mago
Que, com as mãos, manipula
os elementos da Natureza...

E seduz quem o sente!

A Bailarina é uma Feiticeira
Que, com o corpo, cria Rituais
Que nos iluminam...

E sonha quem a vê!

SEXTA FEIRA, PORÉM 14, E O MEU AMIGO MORTO

Chegámos ao fim de mais uma semana cheia de notícias, umas inquietantes, outras nem por isso.
Tivemos os voluntários da GNR a partir para o Iraque onde vão hipotecar a vida por mais uns euros mensais para acabar de pagar a casa e o carro; tivemos o Ferro Rodrigues de coração aberto, a sangrar de indignação; tivemos, soube há pouco, um jornalista da TSF raptado no Iraque. Sei também que vamos ter proximamente nas bancas o livro de memórias de Rosa Casaco, um gajo porreiro que mais não foi do que uma vítima traída pelo regime e que dá para entender que até nutria uma profunda afeição pelo Humberto Delgado.
Entretanto, à hora do almoço, tive, sentado na mesa ao meu lado, um tipo com cara de pessoa de estudos, que durante quase meia hora fez a apologia apaixonada da Manuela Ferreira Leite que ele acha que foi uma dádiva de Deus que nos caiu do céu. Chato para ela que caiu de cara.
E então lembrei-me do meu amigo há muito morto que costumava dizer que não tinha pachorra para mulheres mal vestidas de cara e de cu. E depois lembrei-me de um poema do José Tolentino Mendonça, que sempre achei ser a "cara" do meu amigo e de muitos de nós, às vezes:

Certas manhãs chegava
esmagado pela luz
longo, frívolo, ofensivo
qualquer gesto aludia
a uma espécie de tremor
a tristeza daqueles que não pertencem
a lugar algum

vivia tudo num instante:
a solidão, os rancores
as alegrias dos outros
o silêncio do outono

nunca o amor tocara o seu corpo
com a intensidade do medo
tornou-se parte de um rito
nem perto, nem longe
da palavra justa

ele só pedia
"não me digam nada"

Posso escolher?

Não quero uma flor...
Quero um sorriso!

13 novembro 2003

DOEM-ME AS COSTAS E TUDO O MAIS

Estou muito ansiosa.
A VISÃO diz hoje, em título de capa, que o Ferro Rodrigues vai abrir o coração. Acham que poderá ser mais um episódio do "Allien"???
Pelo sim, pelo não, hoje à noite vou tomar um Xanax e dormir cedo.
Ginja

Dás-me uma esperança?

José Silva, tem 36 anos, é casado e tem 2 filhos. É funcionário público numa das centenas de Instituições Públicas espalhadas pela bela Lisboa. Mora no Barreiro. Leva, todos os dias 20 de cada mês, 800 € para casa.

Manuela Silva, a mulher, tem 34 anos e é auxiliar num estabelecimento de ensino em Lisboa. Aufere 500 € e, todo o santo dia 20, os deixa no Banco para pagar a casa.

Carlos e António são os filhos. Carlos tem 7 anos e está no 2º ano do ensino básico. António tem 13 e já frequenta o 8º ano.

José e Manuela vivem... perdão...sobrevivem com 1.300 € por mês. Têm carro que só usam ao fim de semana, às vezes quando vão a Beja visitar a família. Pagam 470 € de prestação da casa, ao banco. Não usam cartão de crédito, porque não se podem dar a esses luxos. Todos os dias o João e a Manuela saem de casa com um saco de plástico onde transportam o almoço e um lanchinho.

A Manuela nunca leu um livro. Não é que não goste, confessa-nos! Mas 15 € é a conta do telemóvel por mês e precisa de um telefone porque a mãe anda doente. O Zé acrescenta: Não temos telefone em casa. Usamos o telemóvel que sai mais barato.

Pergunto-lhes: e cinema? Gostam de ir ao cinema? Olham um para o outro e de seguida para mim com um olhar vazio, como se eu fosse de outro mundo. Avança o Zé, mais prático nestas respostas: Cinema? Preferimos vestir os miúdos e dar-lhes de comer. Sabes, diz a Manuela, eles são crianças e adoecem muito. A conta da farmácia do mês passado ainda está por pagar!

No fim da conversa, o Zé já mais íntimo, diz-me: Não percebo nada de política. Voto neles porque me dizem que nos vão ajudar. Que vão cortar nos impostos e que nos vão garantir reformas e ajudar na saúde e educação dos miúdos. Estou desiludido. Vou fazer como a Nela, não vou votar mais!

José e Manuela são portugueses, vivem em Portugal. Pagam impostos. Não têm médico de família. Inventam as contas todo o mês e, mesmo assim, o orçamento não estica até ao final. São o partido da maioria.

São os desiludidos...

Tabacaria

"...Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar a folha de prata, que é de estanho,
Deito tudo para o chão como tenho deitado a vida."

Álvaro de Campos

...mais palavras que nunca te direi

Recordo com saudade os passeios na praia, nas tardes de chuva.
Nós dois de mão dada a cheirar o ar, a rir e a sentir a chuva que nos regava a felicidade.
Sabes o que descobri há pouco?
A felicidade é um momento. Apenas um momento.
Mas faz-nos ter coragem para enfrentar a vida toda!

"Enquanto ...

...não alcançares a verdade, não poderás corrigi-la.
Porém, se não a corrigires, não a alcançarás.

Entretanto, não te resignes."

Do livro dos Conselhos

12 novembro 2003

Dás-me um sorriso?

Maria, chamemos-lhe assim, não se lembra da idade. Acha, pelas contas dela e de quem a ouve, que deve ter passado os 50. Tem a pele gasta, enrugada pelo sol e pela vida dura da rua. Não tem famí­lia, aliás, não se lembra que tem. Teve um filho em tempos, talvez...lembra-se vagamente de um bebé embalado nos seus braços.

Seja de Verão ou de Inverno, faça chuva, Sol ou Lua, lá está a Maria na Rua do Ouro. É a casa dela. Chama a rua de casa. Chama a caixa de cartão de cama e transporta-a como se fosse um tesouro. E não é? O seu tesouro abriga-a do frio e esconde-a dos olhares de quem passa. Preenche os dias e as noites a transportar sacos de supermercado, cheios de outros sacos lá dentro. Corre a Baixa de lés a lés. Foge dos Senhores e das Senhoras que a olham com reprovação. Tem medo. Diz-me com um olhar de medo: Uns não me vêem. Passam apressados por mim para uma vida que não têm. Evitam-me. Têm medo que isto se pegue e têm medo de ficar assim! Outros, batem-me e tentam roubar-me os meus tesouros.

É mulher, embora não saiba o que é isso há muito tempo. Chamam-me maluca...diz ela de boca quase fechada, escondendo-nos os dentes que não tem. Dizem que cheiro mal! Fogem de mim, chora a Maria sem verter uma única lágrima. Já as perdeu há muito. Secou-lhe a fonte das lágrimas não se lembra quando. Há muito!

Maria não tem casa, não tem família e tem por amigos os companheiros de infortúnio. Não tem carinho, não tem um sorriso e não se lembra da palavra Amor. Mas a Maria já foi como cada um de nós. Sim, a Maria também já foi uma mulher com casa, com família, com "amigos".

A diferença que nos separa da Maria é uma linha suave ... muito suave. Situa-se onde acaba a vida e começa a Solidão!

Um sorriso para ti, Maria!

...Perguntas (Im)Pertinentes..no Correr da História...

"...e eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ganância crapolosa, à desgraça invencível, à miséria absoluta, para produzir um rico."
Almeida Garrett

Trivialidades Mundanas...

Chegas a uma discoteca com os teus amigos, olhas em frente e vês o homem mais bonito que alguma vez te passou pela frente.
Olhas para ele, ele olha para ti!
Zás!
Surge a química!
Ficas maravilhada, beliscas-te.
Sim é verdade, está a acontecer!
Ele oferece-te um ramo de rosas vermelhas...assim sem mais nem menos...sem uma única palavra.
Beija-te a mão.
E tu pensas: Deus, finalmente reparaste nesta Tua filha.
De repente, os chatos dos teus amigos puxam-te para dançar,
Perdes o contacto visual com o desconhecido.
Ele procura-te, tu procura-lo...e nada!
E tu a fazeres figura de parva com um ramo de rosas vermelhas na mão a olhar à volta, tipo radar, e...NADA!
Quando dás por ti, tens outro fulano, a dançar colado a teu lado. Feio, chato e sem uma única conversa de jeito.
Neste momento pensas: Deus, eu estou aqui! Olha de novo para aqui! ÓH Deus???... Deus?? Fugiste??
Entretanto, o homem (chamemos-lhe, dos teus sonhos) olha para ti, desiludido.
Estás acompanhada!
Estás?
Não estou nada!
O "acrescento" que se juntou à  tua noite de sonho, está a meter conversa com os teus amigos e está í­ntimo.
Quer trocar de telefones contigo.
Tu dizes: Não posso dar-te o meu telefone. Não tenho! Mas ele faz-se de parvo...não entende ou não quer entender?
A raiva aumenta.
O sonho de uma noite linda transforma-se num pesadelo.
Que fazes?
Qual a tua solução para esta história?

Eu procurei o sonho, agradeci-lhe as flores, despachei o "cromo", dei uma valente lição de moral aos amigos e saí sozinha da discoteca, de nariz arrebitado e com vontade de esganar o mundo...mas com as flores em punho, claro!

Não é todos os dias que me vejo numa noite em que um lindo desconhecido me oferece flores!

11 novembro 2003

Pequeno Poema

.
Quando eu nasci,
ficou tudo com estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Sòmente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama, Serra-Mãe

ausência

Tenho estado ausente. O meu amado computador, companheiro de jornada, caixinha mágica sobre a vida, sim o meu amigo que tantos amigos me tem apresentado, está doente: deu-lhe uma coisinha má. Mesmo muito má, pois de repente calou-se, ficou mudo e levaram-mo para ver que raio de coisa foi. Fiquei só. Só e isolada.Triste!!!!

Agora escrevo em computadores alheios, quando calha.

Eu tenho saudades vossas.

doces para toda a blogesfera.