Ontem fui acusada, por um grande crítico social e literário de ser demasiado poética e pouco realista.
Pedi-lhe para exemplificar e ele não quis. Teve medo das contra-argumentações. Eu sei que sou uma mestra na contra-argumentação e que os críticos, que o são por berço, sentem-se intimidados quando lhes pedimos provas, factos.
Mas fiquei a pensar na crítica. Porque uma crítica é uma crítica e deve ser sempre levada a sério, independentemente da boca por onde sai. Sonhei inclusive com o assunto. Fiz um exercício que uso há muito. Adormeci com uma frase que resume o problema. Sonhei com as várias perspectivas da situação e acordei com a única solução que foi cientificamente provada em sonhos.
Analisemos então a situação. Escrevo de dor e a vida não é só dor. Não apresento soluções para os casos que revelo. Deixo a conversa a meio? Não! Então porque não nomeio as situações? Na semana passada fiz um teste que a
Bomba Inteligente publicou. A ideia era ver qual a minha tendência política. Coisa que sempre me deixou curiosa, pois não tenho partido, não consigo simpatizar com um único político e voto pelo direito que me é constitucionalmente garantido, pela ideia que ao menos este ainda me deixam exercer.
Juntei as peças do
puzzle e, meu caro crítico, cheguei às seguintes conclusões:
Estou na linha da esquerda pacifista, denominada liberal. Para teres uma ideia, naquelas coordenadas estão dois Senhores muito importantes para a História do Mundo, o
Dalai Lama e o
Gandhi. Não me parece que eles, alguma vez, tenham sido agressivos. Muito pelo contrário, sempre defenderam o entendimento dos povos e a Paz. Pagaram-no caro com críticas como essa e com piores. Não me comparo a nenhum deles, porque não posso. São monstros da política espiritual. São Guias e não Líderes. É esta a questão!
O meu discurso foi-me ensinado pelo meu Mestre. Não interessam nomes. Interessam factos. Sabes que ele nunca me respondeu a uma pergunta que lhe tenha colocado? Sabes então explicar-me como aprendi? Ele lançou-me as várias hipóteses e deixou-me escolhê-las, orientando-me e dando-me conselhos. Escolhi as respostas correctas para mim, visto não haver uma verdade absoluta. Um Guia é um orientador e não um ditador.
Meu querido crítico, indo mais além no discernimento das tuas palavras e da pessoa que és, concordo contigo. Porque do teu lugar ao Sol, muito bem plantado, é-te difícil ver todas as faces da moeda. Aliás, concordemos que dá trabalho. Pegar na moeda, virá-la e enfrentar o desconhecido como algo bom, como mais uma coisa que se pode aprender. É mau!
Mas para quem nasceu para aprender, tudo é bom, incluindo a tua ausência. Essa foi excelente. Graças a ti, aprendi a andar e a pensar sozinha. Cada vez que escrevo um texto, cada vez que quero transmitir uma ideia, faço-o com o coração e deixo o leitor interpretar da forma que entender. Cada um usa a verdade que melhor lhe servir e só não vê quem não quer!
Por isso, meu querido crítico, muito obrigada pela tua deixa. É sempre bom ouvir as opiniões dos outros. Elas abrem-nos novos horizontes e podemos sempre aprender com elas! Sempre! Não te dou conselhos, porque também aprendi, há muito, que não os queres seguir! É difícil desistir das ideias pre-concebidas pelo método da experimentação. É mais fácil e prático transformá-las em Dogmas. Se me permites, tu és um grande Dogma!
Beijos para ti. Ahhh, é verdade, para a próxima publica o comentário. Pois este é um Blog democrático onde cada um é livre de ter a sua opinião e a tua completa-nos.