24 Abril 2006

25 de Abril sempre...

...fascismo nunca mais!!!



AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU
...
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua prórpia grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
e ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

( tirado do poema de José Carlos Ary dos Santos )

21 Abril 2006

O custo de um filho...

Ter um filho é um investimento ditado pelo coração cujo retorno não se mede em dígitos. Mas que sai caro, sai.
Segundo as contas do «Semanário Económico», o «preço» de um filho, desde o nascimento até à universidade, ascende a qualquer coisa como 122 mil euros, ao longo de 23 anos. São mais de 24 mil contos, em moeda antiga.
Os cálculos foram feitos com base em questionários a famílias de rendimentos semelhantes (rendimento mensal a rondar os 2 mil euros). Mas o valor deve ser encarado apenas como um valor base, uma vez que a soma apurada está inserida num padrão de vida de classe média em que a família tem características de consumo moderadas.
Segundo os pais, é na alimentação e na educação que os gastos são maiores, mas é cada vez mais visível o efeito do marketing e da publicidade nas exigências dos filhos, pois, ao ditarem tendências, influenciam as crianças e os jovens quer no que respeita a brinquedos, roupas e acessórios e até nos telemóveis.
Além disso, crescem também os gastos com tecnologias, aliadas não só à educação, mas também ao lazer.
(In PortugalDíario de hoje)

20 Abril 2006

A explicação psicanalítica...

do desespero do nosso maior poeta:

"Teste de Português"

- Pedido de análise do poema

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

( Luís de Camões)

A Análise de uma aluna de 16 anos da Escola C+S da
Rinchoa foi a seguinte:

Ah!!! Camões!!!
Se vivesses hoje em dia!
Tomavas uns anti-piréticos;
Uns quantos analgésicos;
E Xanax ou Prozac para a depressão;
Compravas um computador;
Consultavas a página do Murcon;
E descobririas,
Que essas dores que sentias;
Esses calores que te abrasavam;
Essas mudanças de humor repentinas;
Esses desatinos sem nexo;
Não eram feridas de amor;
Mas somente,
Falta de sexo.

06 Abril 2006

Adivinha...

O Secretárrio de Estado da Administração Interna disse há dias que
:"a taxa de alcoolemia poderá diminuir consideravelmente, no final do ano se os produtores de vinho não ajudarem a contrariar os números de mortos nas estradas..."
No dia seguinte o Ministro da Agricultura disse que as palavras do seu colega de governo não passavam de um desabafo.
A adivina é:qual dos dois estava bêbado?
(A minha dúvida: fazem testes de alcoolemia aos governantes antes de falarem em público?)

05 Abril 2006

Afinal parece que o Nilo ...

...não nasce no lago Vitória.


Exploradores percorreram cinco países e enfrentaram crocodilos e ataques rebeldes durante a viagem de 80 dias

Cruzaram cinco países, atravessaram águas repletas de crocodilos e ultrapassaram um ataque rebelde. Mas "valeu a pena". Ao fim de 80 dias no trilho do Nilo, uma equipa de três exploradores diz ter alcançado a "verdadeira nascente" do rio. Uma descoberta que vem atribuir mais 107 quilómetros de comprimento ao que é já o maior rio do mundo.
"A História foi reescrita", anunciou Neil MacGrigor, o aventureiro britânico que protagonizou a viagem de quase três meses, lado a lado dos colegas neo-zelandeses Cam McLeay e Garth MacIntyre.
A aventura já tinha sido interrompida no ano passado, em Novembro, depois de um ataque de rebeldes no Murchison Falls National Park, no Norte do Uganda, ter resultado na morte de um elemento da equipa. Mas nem isso fez desistir os restantes investigadores.
Em Março retomaram a viagem e, na passada sexta-feira, finalmente, cumpriram o objectivo: reclamam ter sido os primeiros a percorrer todo o rio até à sua "verdadeira nascente", nas profundezas da floresta de Nyungwe, no Ruanda. Para isso seguiram o rio Akagera até ao seu ponto mais longínquo.
Até agora, pensava-se que o rio nascia no Lago Vitória, situado entre o Uganda, o Quénia e a Tanzânia - um lago onde nascem vários rios de diferentes países. Mas a questão está longe de ser consensual ainda desde a década de 1850, quando exploradores como John Hanning Speke arriscaram tudo para resolver o mistério. Só a partir de 1864, com o americano Henry Stanley, se conseguiu mapear grande parte da região.
Um século e meio depois, a nova expedição volta a agitar as águas do Nilo. E com a localização da nova nascente, também o comprimento do rio ganha uma nova dimensão: dos 6695 quilómetros de comprimento, passa a ter 6802, segundo o sistema de localização geográfica via satélite (GPS) utilizado.
E foi quase toda essa distância que os exploradores percorreram durante 80 dias, a bordo de três pequenas embarcações. Os últimos 70 quilómetros da aventura, no entanto, foram trilhados a pé, durante uma semana, até ao interior da floresta de Nyungwe.
Alcançada aquela que dizem ser a verdadeira origem do rio, para trás ficam os "enormes rápidos", os "ataques dos crocodilos", as "graves doenças tropicais" e toda a "terrível logística". "Os meus agradecimentos vão para todos os que tornaram isto possível e especialmente os guias e nativos que estão connosco", afirmou Neil McGrigor à BBC, pouco depois de chegar à nascente e acrescentar um capítulo à geografia.
(In Diário de Notícias de hoje)

03 Abril 2006

A população de Olhão...

acusa o padre de vandalizar um ninho de cegonha .

Dizem que ele destrói o ninho na torre da igreja matriz de Olhão, apedreja o casal de cegonhas e parte os ovos. Parece anedota, mas é caso grave e está a indignar os moradores da Avenida da República, na cidade algarvia.
“Os animais são maltratados por uma pessoa que devia dar o bom exemplo”, diz Maria Estrela, residente num prédio em frente à igreja. “O padre agride e espanta as cegonhas.” Acrescenta que no interior do ninho existem tábuas, uma delas com pregos.
“Já o vi várias vezes com uma vassoura a tentar espantar os animais e a apedrejá-los de longe. Alguns ovos foram partidos e uma das cegonhas está aleijada na pata. E há dias apanhei-o a tirar parte do ninho de cima do telhado.
”Outra moradora, Maria Donath, considera “inqualificável” as acções contra as aves. “São animais que têm de ser protegidos. O ninho está ali há quatro anos e o casal nunca teve crias, o que também é estranho.”A moradora alertou o Parque Natural da Ria Formosa (PNRF). Os vigilantes detectaram indícios “de que alguém tentou destruir o ninho”, segundo o biólogo Nuno Grade.
Os vigilantes vão dizer ao padre que o ninho não pode ser mexido e que, no final da época de criação, pode pedir para ser retirado. “A cegonha é uma ave protegida e o que está a acontecer é uma violação grosseira da lei. Não se pode perturbar os animais em época de nidificação.”