do desespero do nosso maior poeta:
"Teste de Português"
- Pedido de análise do poema
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
( Luís de Camões)
A Análise de uma aluna de 16 anos da Escola C+S da
Rinchoa foi a seguinte:
Ah!!! Camões!!!
Se vivesses hoje em dia!
Tomavas uns anti-piréticos;
Uns quantos analgésicos;
E Xanax ou Prozac para a depressão;
Compravas um computador;
Consultavas a página do Murcon;
E descobririas,
Que essas dores que sentias;
Esses calores que te abrasavam;
Essas mudanças de humor repentinas;
Esses desatinos sem nexo;
Não eram feridas de amor;
Mas somente,
Falta de sexo.
20 Abril 2006
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4 comentários:
Nossa gostei muito dessa análise...
a minha ficou mais ou menos assim..
(tirando os erros ortográficos q irei corrigisr mais tarde e os ultimos versos q falta terminar)
ANALISE
FORMA
Soneto (2 quartetos, 2 tercetos), versos decassilabas (10 silabas métricas), rimas interpoladas ou opostas (ABBA ABBA) e rimas cruzadas ou alternadas (CDC CDC) e uso da medida nova.
CONTEÚDO
A/mor/ é/ fo/go/ que ar/de/ sem/ se/ ver/;
Neste verso a uma mistura do mundo inteligivel e o mundo senssivel (Neoplatonismo); por conter sentimento (amor) e idéias reais, torna-se um paradoxo. Contém assonância da vogal “E” que pode expressar-se como gemido, dor, insatisfação do poeta por uma não definição concreta do amor (como explica o ultimo terceto). Conclui-se também que existe metáfora nesse verso: “arde sem se ver” (como pode um fogo ardente, não sentir-se?). O poeta faz também o uso absoluto de explicação comparativa do amor.
É/ fe/ri/da/ que/ dói e/ não/ se/ sen/te;
Exite a continuação de sua explicação comparativa do amor (cavalgamento). Exite ainda uma continuação de assonância da vogal “E”, o neoplatonismo e o padadoxo (dói e não se sente). Demostra nesse verso, uma certa comparação quando a pessoa está apaxonada, sofrendo pelos sentimentos e não enxerga os danos que pode causar a si mesmo. Exite também, um certo eufimismo na palavra “ferida”, o autor poderia estar usando outra palavra, talvez ele tenha tido a intenção de suavizar o verso. Começa nesse verso a anáfora.
É/ um/ con/ten/ta/men/to/ des/con/ten/te;
Exite uma aliteração da consoante “T”. Pelo motivo desse verso conter apenas um mundo sensível, talvez o autor estaja referindo-se as batidas de seu coração e expressando as emoções que sente ao fazer as comparações com o amor. Nesse verso também existe um paradoxo e cavolgação (continuação do verso anterior). Ex: Também pode ser comparado a uma pessoa, que pode estar contente fisicamente e descontente pscológicamente (paradóxo).
É/ dor/ que/ de/sa/ti/na/ sem/ do/er;
Continua o cavalgamento, assonância do “E”. Traz uma idéia de que o amor é uma coisa enloquecedora, porém despercebida. Nesse verso já exite um mundo enteligivel e físico, mas também exitem paradoxos (desatina sem doer). O autor continua ainda fazendo uma explicação comparativa do amor. Camões sofre pela sua amada e tenta demonstrar, nesses verso e no que estão por vir uma comparação do que possa ser o amor para ele.
É/ um/ não/ que/rer/ mais/ que/ bem/ que/rer;
Ainda continua referindo-se ao amor (cavalgamento), com altas doses de paradoxos e assonância da vogal “E” (pelo motivo de descontentamento). Talvez possa existir nesse verso um imperbato (ordem indireta da palavra). Talvez a forma correta sejá: “É um não querer, mais que bem querer”.Quando a pessoa deseja muito, mas talvez não tenha chace de realização. Pode ser um exemplo, a hora que Camões deixo de salvar sua amada, para salvar Os Lusíadas.
É/ um/ an/dar/ so/li/tá/rio/ en/tre a/ gen/te;
Esse verso encontra-se em um mundo inteligivel e sensível (Neoplatonismo). Mas, esse “andar” a quem o verso se refere, não é caminhar, e sim estar, viver, sentir solidão. “Amor é um andar solitário entre a gente”. Talvez ele queira dizer que o amor pode ser comparado, por exemplo, como uma pessoa que anda sem rumos, solitária entre a gente. Ex: Quando aparecem pessoas em nossa vida sofrendo por uma dor (como ele descreve aos versos acima relacionado ao amor).
É/ nun/ca/ con/ten/tar/-se/ de/ con/ten/te;
Esse verso ainda é uma continuação (cavalgamento) à explicação comparativa do amor, portanto contém as mesmas características dos versos anteriores como: paradoxos, neoplatonismo, assonância da vogal “e” , aliteração da consoante “t”. Talvez possa existir imperbato nesse verso. “Amor é nunca contentar-se de ser contente”. Quando uma pessoa ama, nunca contenta-se, sempre procura amar mais e mais o que acaba ocasionando a dor (referida aos versos anteriores).
É/ um/ cui/dar/ que/ ga/nha em/ se/ per/der
Também é continuação da explicação comparativa de Camões sobre o amor. Também tem paradoxos e neoplatonismo(por ter um mundo inteligivel e sensível). “Amor, é um cuidar que se ganha em se perder”. Como o autor falou nos versos anteriores que o amor é dor, solidão, descontentamento, inconclusões...ele complementa nesse verso, que se você não tiver amor, você sai ganhando (esse “cuidar” refere-se a um sentimento gostoso).
É/ que/rer/ es/tar/ pre/so/ por/ von/ta/de;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade;
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
CONCLUSÃO GERAL
A vida atribulada de Camões, o levou a criar obras de seu cotidiano. Se encaixam nessas obras o soneto acima; quando se refere a amada.
Suas obras eram materializadas, terrenas, carnais, fonte de sofrimento constante.
A impossibiliade de explicar racionalmente o sentimento amoroso e de conciliar o desejo carnal e purificação espiritual, o leval a criar as suas obras como mostrado acima.
O que acharam? respondam-me ou me mande e-mails...pode me add no msn...
[i]no poema inteiro campoes compara o amor com o ilucionismo,,,,
ele criah essess versos pensandu num amor naum correspondido,, pois eh assim q ele fla o amor pod ao mesmo tempo ser uma dor pois se uma pessoa naum eh correpondidah ou algo do tipo naum eh akele amoul verdadeiroh ,,,
o que ele dizz referenty a dor eh q otro amor pod tampar a dor q ele jah sentia,,, e talvez ele desistah no final do poema desse amor e ame soh a si mesmo
oh genty descupass pelos erros tah mas dah pra entende,,, iai gostaram ???????
add o meu msn mel_melzinha_btu@hotmail.com
[i]no poema inteiro campoes compara o amor com o ilucionismo,,,,
ele criah essess versos pensandu num amor naum correspondido,, pois eh assim q ele fla o amor pod ao mesmo tempo ser uma dor pois se uma pessoa naum eh correpondidah ou algo do tipo naum eh akele amoul verdadeiroh ,,,
o que ele dizz referenty a dor eh q otro amor pod tampar a dor q ele jah sentia,,, e talvez ele desistah no final do poema desse amor e ame soh a si mesmo
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[i]no poema inteiro campoes compara o amor com o ilucionismo,,,,
ele criah essess versos pensandu num amor naum correspondido,, pois eh assim q ele fla o amor pod ao mesmo tempo ser uma dor pois se uma pessoa naum eh correpondidah ou algo do tipo naum eh akele amoul verdadeiroh ,,,
o que ele dizz referenty a dor eh q otro amor pod tampar a dor q ele jah sentia,,, e talvez ele desistah no final do poema desse amor e ame soh a si mesmo
oh genty descupass pelos erros tah mas dah pra entende,,, iai gostaram ???????
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