06 Março 2006

Esta seria para rir...

...se não fosse tão triste.

A Direcção Nacional (DN) da PSP entregou, na última sexta-feira, dois coletes antimotim na esquadra de trânsito da PSP de Queluz. Os acessórios respondem a uma reivindicação antiga dos agentes daquele departamento policial.
Só que o prazo de validade de uso – tempo durante o qual os materiais de que são compostos os coletes oferecem garantias de protecção – de ambos os equipamentos já expirou há dez anos.
Desde 4 de Fevereiro de 2002, dia em que o agente Felisberto Silva, da esquadra da PSP da Damaia, foi morto quando tentava resolver um acidente de viação, que a esquadra de trânsito de Queluz vem reivindicando a entrega de coletes antimotim.Trata-se da única esquadra de trânsito existente na Divisão da Amadora.
Na sexta-feira de manhã, após mais de quatro anos de espera, chegaram finalmente dois coletes antimotim. “Vieram directamente da Direcção Nacional da PSP. Foram fabricados pela empresa sueca Swedish Body Armour, e pesam nove quilos cada” .No entanto, quando abriram os coletes, os agentes verificaram que a validade dos mesmos tinha expirado em 1996. Fora de prazo, os equipamentos oferecem uma protecção quase nula. Na rua, o agente está susceptível a tudo. Fica sem qualquer tipo de protecção.

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